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Da Felicidade

A contínua permanência no desconhecimento faz do seu habitante um conhecedor sem igual do que não sabe e do que não quer saber, além de estar, com isso, em paz. Eu sei absolutamente tudo o que não sei, e com profundidade. Ao contrário do que parece, para certos tipos de conhecimentos oferecidos, melhor é deles nunca demonstrar interesse ou manifestar respeito; basta o vislumbre da sua superfície, assim como de algumas pessoas, para provar de sua inutilidade intrínseca. A imagem que me vem como possibilidade é a de um rio puro que se abre aos esgotos com toda a sorte de podridão. Não é assim com a felicidade, penso. Nela é bom viver e dela é bom tomar conhecimento. Seus conceitos e definição. É o que tentarei.

É atribuída a Freud a frase: A felicidade é um problema individual. Aqui, nenhum conselho é válido. Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz.

Freud relativizou. É bastante comum, tenho visto, a relativização de tudo no nosso mundo moderninho, multicultural e multi-nhenhenhen. Comum e, de certa forma, curioso. Porque quase toda a relativização finda num absoluto intrépido, até ignorante. Não há sim e não, só há talvez, é o que dizem. Apregoando a boa nova de que o talvez é mais alternativo que o sim e o não, quando ocorre o inverso. De duas possibilidades saímos com apenas uma. Eis o verdadeiro absoluto disfarçado de relativo. Ou, para falar de algo mais característico ainda, um exemplo do que já li: todos são diferentes, ninguém é igual. Afirmar isso de bilhões de pessoas deve ser uma ocupação de alguém imortal.

A felicidade, segundo Freud, não é uma solução mas um problema do indivíduo. O que ele quer dizer como psicanalista, se o disse como psicanalista, é se vire. Não me surpreende que praticamente todos os que conheci que precisaram dos cuidados desses profissionais filhos de Freud e outros ‘deuses’ sempre saem piores do que entram nos consultórios ao procurarem soluções e lá só encontrando problemas. A raiz está em Freud: se vire! Mas nem tudo o que ele disse precisa estar necessariamente errado. Não escrevo por ódio, por rixa, mas por critério. E a última frase faz sentido, não que esteja certa, mas faz sentido. Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz.

Contudo, como lidar com o verbo? Falo do procurar. Há aqui um princípio. Freud trata a felicidade como algo a ser buscado individualmente, excetuando a possibilidade de que alguém seja feliz em essência. Mas não sei se é apropriado tomar muitas conclusões de um excerto tão minúsculo. Passo adiante, para a definição dicionarizada.

Felicidade: qualidade ou estado de feliz. Facílimo. Feliz: que goza de satisfação, sorte, ventura; afortunado. Ser feliz é gozar.

O indivíduo feliz é primordialmente alguém satisfeito ou que está satisfeito? É-se feliz ou está-se feliz? Em oposição, dizer: sou feliz seria o mesmo que: estou homem? Melhor, contudo, não entrar nessa abstração e cair na teoria do gênero que tal afirma. Mais um relativismo absoluto: não há homem nem mulher, o gênero é construção social. Há só uma coisa: a construção social. Como se não fosse também uma construção social o conceito de que tudo é construção social…

Talvez seja importante gastar um minutinho de reflexão na ambiguidade ser/estar feliz, exemplificando. É comum se ouvir frases do tipo: ela não está feliz no casamento ou não é feliz no casamento. Ele não é feliz no emprego ou não está feliz nessa ocupação. Quem usa o ser e o estar sabe o que faz? Opta-se pelo costume meramente coloquial ou se está imbuído duma resolução ou juízo de valor? Não sei se casamento é um bom exemplo por causa da contracultura judaico-cristã, já atacada milenarmente: “casamento é pra toda a vida”. No entanto, fugindo da carga prolixa que tal desvio proporcionaria, posso arriscar que a maioria opta sem reflexo, sem conclusão conceitual mais profunda dos verbetes. Ajudaria se a felicidade fosse pormenorizadamente investigada, quem sabe. Conhecendo-a para além da definição ou, sem tanta pretensão, pelo menos conhecendo melhor o arcabouço definitivo.

Começando por qualidade ou estado. Qualidade é imanente. Estado é volátil. Em certo sentido, é antagonismo. O estado é amparado pelas circunstâncias. A qualidade entranhada no ser. Se não houvesse tantos exemplos do costume ou do mau uso do verbo, poderíamos dizer que é impossível usar um sem que o outro seja falso.

Sou negro, sou branco, sou mulher, sou homem, sou humano parecem estar mais de acordo com a verbalização do que sou feliz. Principalmente quando se vê ele empregado no que é estar. Isso se a consideração do verbo estivesse exclusivamente atrelada àquilo do ser, independente de qualquer transição para os estados. Torna-se claro que a qualidade decretada no verbo ser perdeu o ar estrito (se é que um dia o teve) e o tem agora lato.

Relativizada, pelo uso, a imanência vive com a conquista, a posição, enfim, com as transições realizadas por mera casualidade. Ser é estar e representa também uma transformação: Eu era/estava pobre, agora estou/sou rico. O verbo se dá à profusão de uso sem causar escândalo algum, transformando a significação de felicidade num óbvio inferno semântico. É estado, é qualidade, transformar-se, mudar-se, moldar-se e, como disse Freud, tornar-se, ou ainda tudo junto e misturado.

A satisfação não descomplica o ser/estar feliz. Além de ser possível ser ou estar feliz também o é medi-lo em níveis de intensidade. Podendo ser o feliz alguém meramente feliz, muito feliz e felicíssimo. É o campo da volatilidade pela gradação. Mas há também o da relatividade, esta verdadeira e não apenas retórica e sofística. Isto é, o que torna um indivíduo feliz pode não ser o mesmo que torna outro. Um bilionário que, de repente, se vê milionário será um infeliz enquanto alguém dos milhares que mergulha no milhão será um felicíssimo. Pertencentes ao mesmo estado são distintos nele. Tudo depende de como foi esticado o elástico da vida. A felicidade da luta de classes. Ou uma imagem mais artística, a da pauta musical.

É possível desenhar todo um esquema ou mesmo um sistema com relação à sua definição pelo estado. Pode ser medida em níveis, mas esses níveis serão relativos, de maneira que considere a subjetividade. Culminando em poder ser, a felicidade, valorada transcendente ou materialmente. Predisposta para os estamentos circunstanciais ou imanência atemporal. Mas aqui entra uma problemática. A valoração em estar me parece ser mais adequada para o meio puramente material e exteriorizado. Explico.

O condicionamento subjetivo se impõe da noção de satisfação necessária ou puramente hedonista. Ou seja, estar feliz tem causa relacional exterior; dinheiro, fama, sucesso, realização pessoal e profissional, saúde, ausência de luto, na busca da felicidade por fatores exotópicos e visivelmente concretos na acepção do materialismo. Definitivamente, estar feliz não é a mesma coisa que ser feliz. A felicidade vira produto que possa ser comprado, conquistado, adquirido por um esforço pessoal que resulta não de uma condição intrínseca, mas de uma posição extrínseca. Ainda que o cidadão que a busque não esteja mergulhado na ganância, não se contentaria vivendo com algo menor que o necessário. Mas que é necessário senão outro relativismo? Em resumo: a felicidade em estados é o que cada um quiser que seja. Dependendo do que cada um tem sido, foi ou quer ser até então. Entrelaçado ao subjetivo está o condicional. Porque estar feliz é circunstancial, efêmero. Isto é, além de momentâneo e sensível, o estado é interdependente.

É possível garantir que a posição que faz alguém estar feliz é estado no sentido lato. Enquanto que a condição do ser feliz excetua-se pela sua natureza estrita. Absolutizando os dois verbos aos meus próprios interesses retóricos enquanto os individualizo e os separo.

Para além disso, o primeiro, estar, é proveniência dos mecanismos do mundo e de como o sujeito se relaciona com ele; o segundo, ser, das transformações do espírito ou da formação dele. (Ser ainda precisa ser digerido para uma coisa só, mas creio “ser” impossível.)

À medida que isso se confirme, pode-se dizer que a felicidade qualitativa (imanente) é  não somente superior mas a única verdadeira e independe das oscilações de posição, mas está mais para condição inerente. Sendo em última instância transcendente e interiorizada, não como um êxtase, mas como uma paz. Resultante das causas do espírito, e não das classes, conquistas, casualidades e suas volatilidades criadoras dos estados. Em outras palavras, não pode ser efêmera. Ela não está como duna no deserto, está como rocha na montanha. Em suma, usando de redundância, estar feliz não é estar feliz, ser feliz é ser feliz.

Como fica a questão do dinheiro, da saúde, dos objetivos a alcançar, dos sonhos etc.? Ser satisfeito não é ser feliz, buscar a satisfação é buscar realização e não a felicidade? Mas ser realizado não é estar satisfeito e, por consequência, não é ser ou estar feliz? A exceção pode ajudar.

Estar satisfeito, com saúde, incluindo a sanidade mental, tendo do lado as pessoas às quais ame vivas e saudáveis, não encontrando obstrução a tudo quanto se deseja, poder viajar e se hospedar nos melhores hotéis, ser reconhecido pelos outros por seus feitos, trabalhos, criações etc. é, além de circunstancial e momentâneo (ninguém há de ficar assim eternamente nesse mundo), evidentemente inútil para a concretização da felicidade se o indivíduo não achar nisso plena satisfação. “Falta algo”, diz alguém que possui tudo isso e não viu no espectro algo como a felicidade. “Não estou feliz apesar de ter tudo ao meu redor tornando-me apto para que eu esteja feliz.” Isso é impossível? Muita gente já conheceu alguém assim.

Li um texto no site que anteriormente escrevia. Uma mulher dizia-se casada com quem amava. Dona da casa própria que queria, mobiliada de tudo o que desejava. Com os entes saudáveis. Profissionalmente realizada. Sem quaisquer dificuldades relativas às finanças. Ou seja, o que a maior parte busca como felicidade nela estava transbordando. No entanto, no texto, dizia mais ou menos nessas palavras: “Não sou feliz!” e chegou a dizer. “Quando veio aqui uma amiga me visitar, eu me senti feliz. E vi que tudo o que tinha não se comparava à simples companhia de alguém que não via há tempos e que amava.” Eu até comentei a época algo como: “as circunstâncias estavam prontas e não podem ser ignoradas”. Não lembro o que ela respondeu. Mas foi de parcial concordância.

Contudo, penso ter inferido à toa. Ela estava certa no raciocínio simples e eu errado no circunstancial. Tomara que não a tenha atrapalhado em suas reflexões e a desviado daquilo que ela chegaria com suas próprias forças. Porque eu circunstanciei e condicionei tudo, ignorando algo claro e sempre presente no fator tempo: a rotina. Como a felicidade no estado é entendida por um êxtase, a permanência nele por tempo demais faz dele um não êxtase, necessitando de doses maiores, tal como busca o viciado no alucinógeno: da maconha ao crack. Se ela passasse a receber a visita diária da amiga querida, envenenar-se-ia de novo de normalidade, da estabilidade que ninguém ou quase ninguém tem por felicidade, mas por tédio e marasmo. Ela estava no meio da pauta musical por tempo demais, apesar de galgar as linhas e espaços com sofreguidão, o esforço já era tido por inútil. Pra descobrir que estava satisfeita, alguém querido precisava morrer, ficar doente ou se machucar. Ela precisava perder um bem. A casa, por exemplo. Ir viver de aluguel num barraco. Precisaria ser impedida de comprar seu doce predileto, ou de passar o creme de amendoim no pão. Porque para o esfomeado um pedaço de pão é satisfação, mas, se deixar de sentir fome, sendo alimentado sempre antes da fome bater, o pão é insignificante para causar satisfação. Eis uma diferenciação, ela mesma assumia não estar feliz mas satisfeita.

A busca da felicidade pela ruptura da rotina, porém, deve ser episódica ou infundirá outra. O viajante sempre chega ao momento de querer a residência fixa tanto quanto o morador provinciano de quarenta anos, que nunca saiu de sua cidade, deseja viajar. Usando de exemplo mais lascivo, um jovem de quinze pode ter a satisfação plena no transar com todas as garotas possíveis. Esse mesmo ser aos trinta, se continuou ininterruptamente na mesma situação, soluçará por uma única mulher que ame e que o ame. Pode ser que chegue até a desprezar o sexo. O adúltero, cedo ou tarde, descobre que a amante de um ano entedia tanto ou mais que a esposa das bodas de cristal. Com a exceção sempre possível e provável de que a esposa ele amava e por ela era amado, a última, quase sempre, não amará nunca, muito menos será amado por causa da desconfiança constante de que: “fará comigo o mesmo que fez com a esposa”. E o casamento vira um bacanal de troca de alianças constantes, e precisa de um novo casamento, pois o adúltero não consegue saciar-se sem o prazer eventual de trair que parece inflacionar o prazer sexual onde muitos têm buscado a felicidade, mas somente quando não vira rotina e a amante perde o ar de novidade. Casará dez vezes, trairá onze e, enfim, dirá que não foi feliz.

Converge para tanto a sociedade no seu eu coletivo. É mais flagrante o sintoma em nações subdesenvolvidas como a nossa. O ideal buscado é facilitar o trânsito desse sentimento de felicidade em todos pelas vias do desenvolvimento e aumento da qualidade de vida. Do amplo acesso igualitário à educação, saúde, alimentação, moradia, enfim, tudo o que proporcione satisfação às pessoas. Evidentemente não tenho palavra contra essa busca. Mas, olhando para países que conseguiram ou ao menos chegaram perto de atingir esse ideal, não se vê nada neles como a felicidade. Pelo contrário, eles parecem tão infelizes quanto se não tivessem nada. E o número de suicídios é altíssimo. Como explicar aparente paradoxo?

Penso não haver paradoxo algum. O IDH alto não significa absolutamente nada com relação aos conflitos familiares, profissionais e mentais das pessoas. Embora possa diminuí-los, certamente diminui por um tempo, ele não é suficiente para o que se entende por felicidade. Um dia o povo brasileiro descobrirá isso por si mesmo se um dia conseguirmos chegar a elevar nosso IDH. Isto é, descobrir que todo o desenvolvimento que parecia ser necessário à obtenção da felicidade nem mesmo chegou perto de tocá-la. Quando isso ocorrer, espera-se uma onda de outros ideais a serem buscados. Ou seja, mais um pouco de utopia. Como a da entrega às artes, às ciências e ou ao conhecimento visando a felicidade. É automático que, quando se não precisa pensar muito em como adquirir pão, pensar-se-á em como se montar uma padaria.

Claro que não para todos, mas para alguns não é o conhecimento em si ou o prazer da arte que seduz, mas os emolumentos relativos a uma egolatria visceral. Mais perigosa que a luta pelo poder e pelo dinheiro. Confundida com felicidade. Eles dirão que o dinheiro e mesmo o poder pouco ou nada importam (dizem porque nada lhes falta materialmente, mas continua faltando espiritualmente). O que importa mesmo é a absorção do conhecimento ou a execução primorosa da arte que lhes fornecerá o sentimento de superioridade cultural, intelectual, artística do qual necessitam incrivelmente visando atingir a satisfação como o mesmo jovem de quinze a busca na luxúria.

Há mal nisso, em buscar a glória pela arte ou pelo conhecimento? Pode ser que não, pode ser que sim. Cada qual, cada um. Dependerá muito se está mais para glória para o meio com alguns aplausos ou glória de si com todos os aplausos pelo meio. Para esse último caso, quase sempre o fim é o olhar altivo e a glorificação pessoal. Porque o palco é, em suma, cadafalso da humildade com aparência de glorificação, e areia movediça para a satisfação desse tipo de soberba. Quem nela entra, afunda. Sua alegria está inteiramente ligada na adoração a si. Em se distanciarem dos comuns e vulgares sendo por eles adorado. Vaidade de vaidades que não leva a outro lugar senão a tristeza. A causa da consequência é simples: nenhum ser humano foi feito pra ser adorado por outro ser humano.

A Felicidade aqui ainda é exteriorização. Estado. Muitos são os que atingem um nome inigualável e terminam se suicidando. Não estava ali a felicidade que eles pensavam estar. A fama e o reconhecimento partindo dos outros só lhes deram transtornos, chegando os mesmos a desejarem nunca terem sido famosos. Os que ainda estão galgando a mesma escadaria, não veem os sinais. Buscam o louvor na cidade. Até que não se conformem com uma cidade que se ajoelha perante eles. Precisem de um Estado. De um país. Até que o país é muito pouco, precisam do mundo. Até que o mundo seja pouco, tudo seja pouco e tarde demais.

No caso do conhecimento, é praticamente a mesma coisa. Matam-se nas faculdades não para melhorar seu conhecimento, mas na busca incessante da glória. Elas, as universidades, são vistas como os únicos supermercados que vendem conhecimento, todo o resto eles desprezam. E delas se usam não propriamente para conhecer, mas para serem vistos pelos outros como exímios conhecedores. Não é simplesmente investigar, estudar, escrutinar, escrever, pintar, desenhar, criar, inventar, informar, diagnosticar, curar, analisar, falar, publicar, alcançar ou desvendar para crescer e fazer crescer, pelo prazer ou filantropia que o próprio ato em si geraria, mas pelo único objetivo de alcançar o aplauso e o reconhecimento, e a admiração, e a adoração de todos os outros. Só pensam ser felizes quando os outros disserem: Vocês são melhores que todos os outros! Muitos desses são, hoje, depressivos, irascíveis, ressentidos e infelizes porque não conseguiram muito a não ser um pouquinho de elogios e adoração. E, quando conseguirem, se decepcionarão como muitos se decepcionaram. E a outra ponta que busca o conhecimento pelo conhecimento sabe de antemão: isso não tem nada a ver com felicidade. É possível ser um gênio infeliz.

Toda essa confusão é oriunda do Estado. Ele faz errar o foco. Exterioriza a felicidade e, não poucas vezes, a torna inalcançável. Porque diz respeito às condições múltiplas do que nos é exterior em essência. O estado é dependente, não estando apto a jamais qualificar. O dicionário não é de grande ajuda para a qualificação imanente por buscar sempre a síntese mais simples possível. Evidentemente que como cristão sei o que é Felicidade. É a Bíblia que desfaz toda a minha prolixidade em apenas uma sentença:

Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece. Filipenses 4:11-13

A felicidade não está nas coisas, não está nas pessoas, não está na ganância, está toda em Deus. De modo que é impossível alguém ser, de fato, feliz, sem estar em Jesus Cristo. Só aí, poderá dizer como Paulo: estou inabalável pelas circunstâncias, não importa o que me aconteça, minha alma está tão ligada em Cristo que nada faz diferença. Nem posso ser entristecido pelas tragédias e nem posso estar mais feliz do que já estou pela riqueza e abundância de prazeres que o mundo me ofereça, tudo tornou-se insignificante. Ou seja, Paulo atingiu o cume, o ápice, o fim do que todos buscam. E não estava no mundo, nas coisas do mundo, nas pessoas, na saúde, e na ausência de dificuldades, enfim, no hedonismo, mas no conhecimento de Cristo, e na certeza da vida eterna. Ninguém pode ser feliz enquanto não souber da parte de Deus que viverá eternamente com Ele e com seu Filho. E quão infeliz será aquele que vive esta vida miserável achando ser a última! Se assim fosse, não seria vida, mas uma incrível, grandiosa pilhéria do universo. Tão grotesca que até a morte é mais prazerosa.

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2 comentários em “Da Felicidade

  1. Sério cara que postagem linda, de fato uma ótima reflexão sobre esse tesouro que todo mundo procura, que é a felicidade. Passei um tempo fora do wordpress, e só me arrependo haha, Adoro as reflexões profundas que encontro por aqui, por exemplo no seu blog mesmo. Parágrafos grandes, frases longas, gente escrevendo pra gente – isso tira a frieza que é se relacionar com a internet às vezes, parabéns!

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