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Ecoa

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Tudo o que cai, se não se levantar, será arrastado. Ecoa. Dos labirintos. Mas não pude descobrir a lânguida que, se a encontram, não saberão dar o nó. Porque essa bebida me queima a língua enquanto latente. Perambulando por ai, ali e aqui, um lençol preto camuflava a feiura de sapatos sujos de barro balançando nas gangorras da vida. Os espíritos falavam dentro de corpos maravilhosos, revestidos dos invólucros mais belos, lançados uns contra os outros como na litomancia. Quanto mais se escondem, se metamorfoseiam, tanto mais aparece tudo. De um calhamaço pouco se obtém pelo subjugar dos reflexos. Pequenos mas claros são os traços de possessões para jogar a lata no muro e fazer toda a pintura. O batom borra sem um espelho? De baixo via uma superfície planamente acidentada. Sua composição era de milhares de camadas sobrepostas. Uma enormidade de substâncias quimificadas. Parecendo Indestrutíveis. Nem se tudo fosse. O que queima renasce cinzas. Só desaparece aquilo que não mais se procura. A reunião de restos, aparentemente imprestáveis, ainda é melhor que a união de todos cheios de nada.


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