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Tag: A primeira vez a gente nunca esquece

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Fui convidado para responder essa Tag há, sei lá, meses, pela querida amiga Mayara, Devaneadora de Ideias.  Ocorre que ocorreu muita coisa ocorrida, e não tem lá muita explicação para tanta demora, mas peço desculpas pelo atraso. No entanto, agora que me propus responder, não tenho a menor ideia do que escrevo. Primeira vez a gente nunca esquece, e se eu disser que esqueci? Mas chega dessas ondas de piadinhas que nem eu aguento mais. Não tem graça nenhuma. Vamos ao que interessa.

Primeira vez é sempre tenso comigo. Todas as primeiras vezes do que quer que seja são problemáticas. Não sei bem o motivo, provavelmente algum trauma. Sei que fico ansioso, preocupado, trêmulo e tudo o que se possa imaginar com relação a nervosismo. Geralmente, faço alguma bobagem monstruosa. Não sei se já disse, mas sou tímido. O clássico tímido do primeiro contato que depois se torna um pentelho. Criança que se esconde na saia da mãe e depois de ficar quinze minutos junto dos desconhecidos incendeia apartamento.

Agora que escrevi o primeiro e o segundo parágrafo, desembestei. Lembro de uma participação em feira de ciências. Faz tempo… Nem tanto que não me lembre. Minha sala ficou responsável por – que cilada! – falar sobre DSTs. E eu fui obrigado a explicar sobre doenças relacionadas ao sexo oral e sabe-se lá mais o quê. Digo que fui obrigado por causa da primeira, segunda, terceira e tantas cabuladas de aulas que me puseram pra repor conteúdo no intuito de não ser reprovado. Sobrou a feira que era uma espécie de Alcatraz. Sobre a ameaça de reprovação, acho que era mentira porque ninguém nunca reprovava, mas eu fiquei com medo e tive que participar.

Foi a primeira vez que tive de falar sobre algo em público que eu me lembre (profissionalmente, hehe), para dezenas de pessoas da vizinhança e da escola que transitariam pelas salas e me ouviriam com atenção. A primeira a entrar na sala, onde estávamos nem um pouco ansiosos para explicar nada pra ninguém, foi a diretora. Gelei. Eu falar pra essa senhora sobre sexo oral e seus riscos, mostrar essas fotos com esses órgãos detonados? O pior, me botaram pra ser o primeiro. Aí gaguejei, me enrolei todo e não falava nada com nada. Deve ter sido ridículo demais. A minha sorte é que ela era muito séria, não riu em nenhum momento. Foi para outro colega, e antes me disse pra ficar calmo. Relaxar e explicar normalmente. Ela, na verdade, me salvou. Quebrou o gelo e tirou toda a vergonha.

Depois foi tranquilo. Falava abertamente e deixei até uns adultos vermelhos ao falar um monte de coisas terrivelmente constrangedoras. Foi instrutivo porque a maioria ficava surpreso de se transmitir doenças pelo sexo oral. É isso. A primeira vez a gente nunca esquece…

Indico a todos que quiserem. Pelo que sei, pode-se falar até da primeira vez que você morreu. Obrigado pelas leituras sempre estimulantes. Forte abraço, ótima noite pra vocês.

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7 comentários em “Tag: A primeira vez a gente nunca esquece

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