Crônicas · Poesia

Sem adeus e até logo

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Donde os rastros o sabor;
Mais conheça dos seus;
Amargo oleoso corrente;
Cheiro doce umecto;
Gotas do orvalho;
Chuva em funil;
Que escorra e faça lama;
Com sintoma axiomático;
Inexistem as palavras,
De oriundo interesse;
Entretanto, entretodos seus desfeitos;
Pálidas luvas bege ofereço;
Larga vida é muito facto;
Uns e outros;
Carrancudos e tachonados;
Imparáveis ao sussurro qual seus pelos;
Pingando dia sim dia não;
Se derrama se esparrama?;
Ato, Ato, Ato;
Nuns Peitos que só bicos;
Uns Bicos que só peitos;
Tem qual valor só o volume?;
Retos olham pontiagudos;
Para o chão apontam nunca;
Mão também é uma boca;
Podem dedos ser os dentes;
Se transpiras minha sede;
Caiam mares não vapores;
Terra seca se transforma:
A tempestade o terremoto!;
Pólo norte em tempestade de areia,
É mulher e não garota,
Nossas letras gelo negro?;
Desfaço e faço com a sua;
Cabe aí um caractere, 
Uma cedilha dançarina?;
Que se caiba mais eu fujo.
Nada mais que isso.

Sem adeus e até logo.

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2 comentários em “Sem adeus e até logo

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