Crônicas

O fim do começo.

Permaneceu em silêncio nesse grande barulho,

Nunca foi a hora e a vez de escrever falando,

Mas não suporta ouvir o que não é som,

À teimosia de tentar matar suicidas.

É uma Personagem vulgívaga,

Das suas estranhas entranhas,

Enquanto se sorve, gotas pingam pra cima na terra de ponta-cabeça,

Que é mais vermelha-preta que o sangue de todo o mundo.

Porque Minhas mãos não seguram mais o ar dos seus sonhos,

Parei de sonhar após o pesadelo que é ver pelos seus olhos,

Eu vi a fonte de toda amargura, sob a intensa promessa de doçura!

Tanta ginástica pra morrer correndo atropelado.

Tanta maquilagem por um dia de noite,

Fingindo beleza no meio das trevas com demônios horríveis,

Tanto gemido pra produzir um grito de dor,

Lindíssimos cadáveres atléticos de almas sedentárias.

 

Enormes anões gigantes:

Querem dar lugar no paraíso deste inferno,

Me dá a mão pra lançar-me no precipício,

Por conta de uma bolha do tamanho da lua,

Resto de feira e fossa a céu aberto,

De mim tem o empurrão retrógrado para mais atrás.

Antediluviana incorrigível.

Ninguém consertará mais seu desacerto.

 
Minha cabeça não é montada por um hipertexto.

Minha mão não é vassoura pra limpar tanta sujeira.

Não escrevo o que não quero.

E faço tudo o que não posso no farisaísmo laico.

Subia-se uma avenida,

Uma mulher estava arreganhada como um homem feminista,

Seus olhos fulminantes queriam uma alma,

Tudo o que teve foi um tapa.

Só que não tinha mais rosto.

 

Nesse mundo que dá voltas enquanto estamos parados,

Rodopiando num triângulo sem bermudas mas com diabos.

Que progresso é esse seu retrocesso!

Que ordem é essa desordem!

Brasil, Brasil, sem você o Brasil existiria.

Mas é uma grande quenga

E santa E virgem E arrombada.

 

Zomba de todos e da minha necessidade De necessitar.

E da solidão fora do bataclã e do islã.

Dois pesos, nenhum valor.

Fala-se demais o que é demenos.

Nietzsche está morto!

E esse seu mundinho também.

Já venceu com sua derrota? Quer mais o quê?

Diz-me: seria gigante

Se não tivesse sido tão minúsculo?

 

 

Porque você me odeia em segredo que eu sempre soube.

Amo próximo, mas você está distante demais.

Mais longe que a distância toda.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s