Crônicas

Nada foi, nada é e nada sinto

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Eu desejei que você fosse sem ir

Permanecendo sem estar

Sentindo a ausência de presença

A presença ausente se presença tivesse sido

Permanentemente ausente enquanto presente

Que cria uma distância de algo que existiu

Muito embora você fosse sem ir

Eu queria e desejava que fosse sem que se fosse

Mas você foi indo de uma vez sem nunca ter estado

Pra que sentisse a falta que me faria quando esteve

O vazio não seria total pela saudade

Só que não sinto nada,

Como não sentia nada quando nada se sentia

Sua presença nada trazia, nada era

E sua ausência não precisava ser

Já era quando pretensa presença,

Não levou nada porque nada era

Nunca se preencheu no vazio para que espaço cheio fosse

Daquilo que era nada e agora mais nada é!

Gostaria de dizer, sinto sua falta,

Não!

Você tentou ser algo, e quanto mais tentava,

Mais se parecia com alguém de quem não se quer que se seja

Agora pretende que se sinta o que não se sentia

Justamente Pela ausência do não sentir

Pra que se sinta um sentir de não sentir

Sinto muito, mas não sinto nada!

 

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6 comentários em “Nada foi, nada é e nada sinto

  1. Aquilo que não é, não acaba, justamente porque nada era. Somente o que realmente é, acaba. (tô parecendo a Dilma falando kkk). Porém não há outro jeito de me expressar. Sabe poeta, eu não consigo deixar de ter saudades das mulheres que de mim se aproximaram, mesmo aquelas que somente pegaram a minha mão, me olharam com indiferença (ou não), e se foram. Não sei porque, eu nunca consegui não sentir nada com as suas ausências, mesmo as que somente de mim levaram e nada me deixaram. Sim, sim, houveram delas as quais dei amor e somente recebi dores, muitas dores! E o seu poema mostrou uma independência muito grande para com aquela que não conseguiu ser, ou que talvez, o autor não permitiu que fosse. De mim, de todas que se foram, ainda que a mim se cobriram com o manto do esquecimento, eu não as esqueci. E guardo cada uma no meu peito num cantinho todo especial, nos quais a elas erigi (a cada uma) um altarzinho de minhas lembranças.
    Sei que elas não sabem e não fazem conta, contudo o meu querer não é de vontade, é de sentimento. É algo que vem da alma e não faz parte da vida. É apenas carinho que não consigo deixar de sentir.
    Grande abraço nobre amigo poeta.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Grande Abraço, querido Athos. Obrigado pela visita e comentário, amigo. A expressão dos sentimentos é variável. A mim ocorre tal variação até nas opiniões. Há pessoas que defendem a fixação eterna de um sim e de um não e até mesmo de um talvez. Eu mudo todo o dia de opinião, não aquelas evidentemente que me formam, que me tomam e que são eu mesmo. Falo num sentido que hás de entender. No entanto, momentaneamente, sinto. E expresso no muro dessa blogosfera com certeza absoluta de que tudo variará rapidamente ou não. Mas não busco a culpa ou culpados. Sentimentos, momentos e pessoas também vêm e vão. Forte abraço, caro amigo. Ótima semana.

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