Artigos · Religião · Resenha

O Islã sem véu – Emir e Ergun Caner (Republicação)

islasemoveu

 

Existe Islamismo Moderado?
Título original: Unveling Islam
Editora Vida
Tradução de Haroldo Jazen

22/03/2016

Considerei útil realizar a republicação desse artigo diante dos acontecimentos. Por causa do dinamismo na blogosfera, torna-se quase que impossível manter certos textos em destaque ou mesmo categorizados para leitura. Construí esse artigo há mais ou menos dois meses. Após a leitura do livro dos Irmãos Caner. Escrito logo após os ataques do 11 de Setembro. Houve acréscimo de um vídeo por indicação de amigo em comentário. O objetivo aqui não é “aproveitar” momento, mas informar pelo momento o que em parte apreendi e estou ainda apreendendo. Minha opinião está, hoje, muito forte, num paradoxo total até mesmo com o cristianismo. Prefiro nem dizer o que penso.

Não há nada mais importante para os ocidentais que buscar entender o mundo de hoje e seus diversos conflitos estudando o Islamismo. Destrinchando as origens de sua fé e cultura. Mesmo que de maneira superficial. Inicialmente, porque é bom para crescermos como pessoas, e o conhecimento das religiões e de outras culturas é uma das bases do nosso crescimento intelectual. Em outro aspecto, porque o Islamismo está avançando como nenhuma outra religião em número de prosélitos, o que torna urgente saber mais profundamente com o quê estamos lidando.

A título de exemplo, no Brasil, também tem crescido o número de mesquitas e membros (1), e há projeções para que até 2050 o Islamismo seja a religião com o maior crescimento no globo, praticamente igualando a quantidade de adeptos do Cristianismo (2). Por que, afinal, cresce tanto é questão que foge da análise deste texto, não sendo contudo algo muito difícil de explicar. Em linhas gerais, pelo que vejo do mundo atual, diria que me seria estranho se o cristianismo estivesse em crescimento superlativo. E é, à medida que decresce o verdadeiro cristianismo, que decresce ou cresce todo o resto.

Temos visto atos terroristas se proliferarem em vários cantos do mundo. Nem sempre, e não conheço dados a respeito, são atos provenientes de extremistas islâmicos, embora seja difícil argumentar contra o fato de que, quando penso em terrorismo, me vem logo à mente grupos como “Boko Haram, Al Qaeda, Talibã, Hesbollah e ISIS”. Todos islâmicos (acaso?). Todavia, muitos são os defensores da tese de que nunca houve extremismo islâmico, ou melhor, nunca houve islamismo moderado. Seria um mito, propagado por parte da imprensa e governantes irresponsáveis, conspiradores ou mesmo adeptos que querem ver um pouco mais de sangue no mundo. Uma posição levantada para reflexão pelos irmãos Caner,na obra de autoria conjunta “O Islã sem véu”. Publicado nos EUA no ano de 2002, logo após os atentados de 11 de Setembro de 2001. E, pela Editora Vida, em 2004, no Brasil.

Os irmãos Caner são ex-muçulmanos convertidos ao Cristianismo. O livro é uma fonte sintética fácil de entender e de grande valor didático para quem conhece pouco sobre essa religião de mais de 1 bilhão de pessoas ao redor do mundo. Eles, Emir e Ergun Caner, ao se converterem, só voltaram a ver o pai de novo à beira da morte. No caso de Ergun, 17 anos depois. Acar, o pai deles, deserdou-os no ato da conversão ao Cristianismo. Mas poderia ser pior, poderiam ter sido mortos. Isso não sou em quem diz mas os próprios irmãos.

Em resumo: o livro trata de três aspectos principais. Um pouco sobre a vida dos irmãos antes, durante e depois da conversão. Testemunho de fé sobre Jesus e o Cristianismo e, o principal: apanhado geral sobre a religião islâmica. Desde biografia de Maomé a vertentes como xiita, sunita e seitas islâmicas desconhecidas por quase todos, incluindo a dos sufis (3). Sobre a biografia do profeta, os autores insistem no casamento dele com uma menina de 6 anos de idade, Aisha, e consumação deste casamento quando ela estava com apenas 9 anos. Não poderia faltar inúmeras citações do Livro Sagrado dos muçulmanos, o Alcorão. Igualmente, à tradição que contém os chamados Hadiths: palavras e atos do profeta reunidos e proferidos por seguidores diretos e parentes próximos. Ademais, há explicação de aspectos culturais, feriados com seus porquês, hábitos religiosos, episódio que transformaria Meca na Jerusalém muçulmana, enfim, um material razoável apesar de incompleto.

Contudo, a obra me fez raciocinar mais sobre o dualismo religião islâmica x religião cristã. Acerca disso, sem demérito, me fez novamente acreditar não haver nada melhor que ser cristão. Claro que, literária e religiosamente, não restam dúvidas de que a obra é apologética. Mas não deixa de ser racional; com argumentos e exposição clara das ideias sem desonestidade intelectual. Sem estratagemas que privilegiem o cristianismo em detrimento da religião abandonada pelos irmãos.

Estritamente, entendo o Islamismo, após a leitura, pior que antes. Minha visão foi sensivelmente piorada. Muitos são os motivos que me levam a pensar dessa maneira. O principal é por chegar à conclusão de que o dogmatismo islâmico é incompatível com a liberdade religiosa dos países ocidentais impregnados da cultura judaico-cristã. Não por ser inflexível quanto aos valores nele arraigados. Certa inflexibilidade é inerente a todos, inclusive ateus. O cristianismo também tem sua ortodoxia. Isto é, os cristãos também são seres humanos e têm posições das quais não abrem mão e que, em caso de abandono, lhes parece contradição. Mas esse dogmatismo dos cristãos é totalmente distinto do islâmico.

Os irmãos nos levam a analisar o que disse Jesus Cristo e o que praticaram diversos grupos cristãos, protestantes, católicos e ortodoxos no passado, em contrariedade ao Messias para termos certeza de que as práticas vergonhosas de todos estes jamais se tratou de obedecer o que Jesus disse. “Amar ao próximo como a si mesmo. Orar pelos que nos perseguem. Amar não somente os que nos amam mas os que nos detestam.” Enfim, o que “cristãos” nominais e instituições “cristãs” nominais pregaram e praticaram no passado de violência é o exato oposto do que Jesus pregou. O que não é só verdadeiro como óbvio, inclusive aos que não creem em Jesus. Mesmo no histórico.

Ou seja, Jesus não deixou uma brecha em sua trajetória e em suas palavras para que alguém usasse seu Nome para fazer o mal a quem quer que seja, inclusive os que matassem cristãos por serem cristãos. Qualquer pessoa ou instituição que matou e pegou em espada para matar inocentes ou meros contraditórios, dizendo estar obedecendo a Deus e ser cristão/cristã, foram mentirosos. Os mártires cristãos nada têm com “mártires” extremistas. Os primeiros morriam para fazer viver, os segundos morrem para matar. Os primeiros estavam prontos para dar a própria vida pelo Evangelho, mas não explodindo ou matando ninguém, pelo contrário. Dispostos a serem mortos pregando a mensagem que visava salvar a humanidade do que acreditaram, e eu acredito, ser a morte eterna. Sem jamais querer obrigar ninguém a ser cristão, sem intimidar, sem ameaçar, sem impor e, principalmente, sem violentar. Usando suas vidas como exemplo de concórdia, respeito às autoridades, mesmo quando estas os perseguiam, e prática de obras piedosas. Dessa conduta vem o termo cristão: pequeno cristo; alguém que está imitando Jesus.

Falo claro da Igreja Primitiva até o quarto século, pois depois disso o que estava em jogo era o poder e não o Cristianismo e a mensagem de Cristo. Por causa dos primeiros pregadores, o mundo de então estava se tornando completamente cristão. O Império, vendo isso, não hesitou em transformar o cristianismo religião oficial.

Quanto aos tais “mártires” que se explodem e junto levam inocentes, inclusive crianças, são mártires coisíssima nenhuma: são capetas, demônios e diabos. Os “mártires” extremistas, acreditam no suicídio e no genocídio, mesmo de inocentes, como meio de ir para o “céu”. E é certo que não acreditam que vão suas vítimas para o mesmo “céu” que eles. Nisso até posso concordar, mas não vão mesmo! Porém, tal realidade me leva à seguinte indagação: tais “extremistas” pensariam assim porque desconhecem ou subvertem o que seu profeta e o seu livro sagrado disse, como “cristãos” e instituições “cristãs” mentirosamente diziam sobre Cristo no passado? Vejamos trechos citados pelos irmãos do Alcorão e Hadiths:

Surata 9:29, “Combatei os que não creem em Deus nem no último dia”.

Hadith 9:57, “Todo aquele que muda sua religião islâmica, mate-o.”

Hadith 5:716, “Expulsem os pagãos da Península Arábica”

Hadith 9:50, “Nenhum muçulmano deverá ser morto por matar kafir (infiel).”

Creio que tais textos não estão abertos a “interpretação” equivocada por parte dos extremistas. Claro que eu seria desonesto se não citasse que, para o Islã, toda e qualquer tradução não é o livro sagrado mas interpretação deste. O que não deixa de ser uma ferramenta boa para a retórica de defesa prévia. Ao mesmo tempo um sofisma: pois é com essa tradução que apresentam ao prosélito a oportunidade de ir ser prosélito. Claro que uma tradução pode ser interpretação. Mas a rigor, mesmo sendo de alguma forma interpretação, jamais deixará de ser uma tradução. Há ainda algo evidente: a maior parte dos extremistas não estão lendo traduções mas o original…

Porém, mudando um pouco o ângulo, se o Deus de Maomé é o Mesmo Deus dos Cristãos e dos Judeus, por que tanta dissensão? Embora se diga que o Deus dos islâmicos é o mesmo Deus dos cristãos e judeus, e eu tenha acreditado nisso durante muito tempo, isso não é verdade. Nem aqui ou na Arábia. Quem vem apregoando esse tipo de “tese” são os tais ecumênicos. Que são aqueles que vivem de concordar com tudo e com todos e também com os que discordam de tudo e de todos, só são contrários aos que não concordam com tudo e com todos.

Contudo, é bom aos “cristãos” ecumênicos, que defendem o ecumenismo como única forma de minar conflitos religiosos, tomarem bastante cuidado. Pois na religião islâmica nem mesmo se acredita que Jesus foi crucificado, muito menos na Trindade, apesar de considerarem Jesus um mensageiro de Alá. Contra os judeus ecumênicos pesa o fato de que eles, os muçulmanos, não acreditam que Abraão iria sacrificar Isaac mas Ismael, considerado pelos islâmicos pai dos árabes. Ou seja, embora digam acreditar na Bíblia como inspirada por Deus, mesmo o Novo Testamento, não é bem assim. Porque o Alcorão está acima da Bíblia para eles. E é nele que se afirma o que é contrário à própria Bíblia. Um contrassenso, isto é, dizer considerar a Bíblia a Palavra de Deus, mas só quando ela concorda com o Alcorão. O que os autores questionam corretamente: “Como pode a Bíblia ser a Palavra de Deus e estar corrompida?” Porque Deus, considerado o Mesmo Deus das três religiões monoteístas abraâmicas por muitos, não é a figura de deus imperfeito, humano que erra ou que tem domínio limitado do Universo, antes é Onipresente, Onisciente e Onipotente. Como poderia ser isso se o mesmo Deus não consegue guardar a integridade de um livro? E não consegue fazer viver em harmonia três vertentes que acreditam Nele? Maior coerência que o ecumênico neste caso terá o ateu. Além disso, não poderíamos ser chamados kafir (infiel ou pagão) se acreditássemos no mesmo Deus.

Há vários outros trechos na Tradição muçulmana que fala dos kafir. Independente se cristão, judeu e até mesmo muçulmanos que não são propriamente seguidores à risca, e os demais orientais que não adeptos da sua religião; todos infiéis. Parece-me impossível alguém dizer que isso é caso de má interpretação dos extremistas. Pode, sim, ser o inverso: má interpretação dos moderados. Está absolutamente claro o que está escrito nas passagens pouco acima e em outros trechos que não citei, mas igualmente perigosos em que não há a menor possibilidade de sobrevir convivência harmoniosa se o que está escrito for de fato seguido. É mais um erro na conta da imprensa mundial e de vários governantes, entre eles o aclamado Mr. President, Barack HUSSEIN Obama “Sorridente”, que insistem que eles, os extremistas, entenderam errado a mensagem, quando está claro é que quem entendeu errado são os que estão tentando ser moderados. Assim como está absolutamente claro o que os cristãos devem fazer com quem não é cristão e se mantêm neutros ou persegue cristãos: nada além de ORAR por suas almas.

O que me leva à última pergunta, titular do artigo-resenha, Existe Islamismo Moderado? Não sei, precisaria ir mais fundo no conhecimento sobre a religião islâmica. Ler todo o Alcorão. Até para não ser injusto, e sei do que falo quando digo injustiça. Pois não são poucas as vezes que os Evangélicos como eu são chamados “extremistas” injustamente. A título de exemplo do que considero injustiça, mostro uma que resultou até em capa da revista Super Interessante, com matérias absurdas sobre os evangélicos, cheias de suposições e, pasmem, nunca fizeram com o mesmo teor quando se tratou do Islamismo. Veja e compare o próprio leitor as duas capas.

Acho que as fotos já dizem tudo. A primeira mostra a mão de um evangélico cheia de sangue com a Bíblia. Eu interpreto que esse sangue na mão é resultado de socos em ateus, membros de outras religiões e até mesmo brigas entre as denominações. Ou pode ser, no melhor dos casos, resultado da maluquice em arrastar a mão no chão, numa parede ou porque foi arranhado por uma mulher ao invadir residência para espancar moradores que recusavam se converter, por exemplo. Já a segunda tem ares intelectuais. Com as duas mãos bem cuidadas segurando um livro com gravuras belas e, por trás disso, um homem com uma vestimenta que denota religiosidade respeitosa. Quanto às frases, a da primeira não tem senão, é Extremismo e ponto final. A da segunda tem o seguinte, para quem não conseguiu ler: Até que ponto o livro sagrado dos muçulmanos incita a violência? Ou seja, a frase não é afirmativa. É interrogativa. Não é preciso ler para saber que na segunda serão colocados vários pontos de vista que permitam ao leitor a possibilidade, talvez mínima, de refletir contra a tese questionada. No caso da primeira, também não preciso ler para saber que irá apresentar dados para confirmar o que está na capa.

Conclusão: para a revista os evangélicos merecem mais uma capa com a alcunha Extremista que o islamita. Mesmo nunca tendo sido visto um único autodeclarado evangélico na história do país e do mundo jogando avião em torres. Aliás é impossível haver qualquer cristão que tal faça, por um simples motivo: deixará de ser seguidor de Cristo no mesmo momento em que quis fazer mal a outros. Ou seja, tudo puro preconceito ou desconhecimento e, porque não, injúria dos que acusam? Não nego que deva haver malucos evangélicos por aí. Mas se formos contabilizar os malucos de todos os grupos, tenho certeza que o grupo evangélico estará na média geral. E desejo sinceramente que a estatística mostre o mesmo com o Islamismo.

Mas a depender dos fatos concretos e do que extraí deste livro dos irmãos Caner sobre esta religião, diria que se, a maioria dos seus membros é moderada, talvez não seja por causa da interpretação correta mas da errada. Ou cegueira voluntária. O que acaba levando, por fim, à uma conclusão um tanto absurda: os islamitas moderados são moderados por não seguirem o Islamismo. Do que li do livro, foi o que os autores me levaram a aventar como hipótese séria.

Acrescento um vídeo pertinente recomendado pelo meu amigo Laércio Becker. É curto e, infelizmente, nem tão curta a tristeza. 11-01-2016

Obs: Para quem se interessar e desejar adquirir o livro, há uma má notícia. Não está disponível nas livrarias online, pelo que percebi. Há sites que comercializam títulos que não tiveram mais tiragens. Um bom site para isso é o Estante Virtual. Uma espécie de sebo, mas que na verdade é a união de vários sebos vendendo. E lá ainda há cópias sendo vendidas deste livro no link: O Islã sem véu. Mas, infelizmente, são usados.

  1. http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,nova-noticia,1697438
  2. http://www.pewresearch.org/fact-tank/2015/04/23/why-muslims-are-the-worlds-fastest-growing-religious-group/
  3. http://www.universomistico.org/s/conhecimento/sufismo.html

 

 

Anúncios

26 comentários em “O Islã sem véu – Emir e Ergun Caner (Republicação)

  1. Estou boquiaberta. Vamos por partes:
    – Texto excelente! Simples, porém rico na forma de abordagem à temática.
    – Se antes da publicação eu já queria obter o livro, agora mais ainda. Caso não encontre, você envia o seu pelo correio ok? Ok. kkkkkkkkkk 😛
    – No que refere-se à comparação de Deus… O Deus que nós acreditamos, de maneira nenhuma, é o mesmo que o deles. Comprovações bem simples: O nosso Senhor é aquele que diz: “Amem seus inimigos” ao passo que o Deus deles ordena: “Matem os infiéis.” – em seu texto, isso foi retratado de forma esplendida, parabéns.
    – Vivi uma situação onde uma pessoa me disse o seguinte: “Se o deus deles é ruim, o de vocês é muito pior, pois os cristãos mataram muito mais gente.” – Minha resposta foi basicamente essa ~ Você vai me desculpar, mas o meu Senhor é aquele que me faz pegar um avião e ir oferecer a minha ajuda à todas as pessoas vítimas de atentados, se alguém subir nesse mesmo avião com intenções contrárias e dizer-se cristão, afirmo: Mentiroso! O verdadeiro cristão segue os passos de Cristo. Afinal, Deus é amor. De maneira alguma o nosso Senhor, nos faria subir em aviões para lançar bombas ou faria de nós instrumentos para que com a própria vida (dádiva de Deus) matássemos inocentes.
    – O que mais me perturba neles é a frieza. Como pode um ser humano não ter compaixão de um semelhante? Olhar em seus olhos e disparar sem pestanejar? Ninguém tem o direito de silenciar uma vida.
    – ” os islamitas moderados são moderados por não seguirem o Islamismo.” – Perfeita conclusão.
    – Aviso que irei compartilhar, obrigada, de nada.
    Quanto ao que você estava receoso antes de postar mesmo? I.N.C.R.Í.V.E.L !

    Curtido por 1 pessoa

    1. Primeiramente, peço desculpas, não tenho prática adequada, e as fotos estavam invertidas, já consertei. Muito, muito obrigado mesmo, pelas considerações e elogios. A respeito da sua perturbação, digo que também é minha. Venho pensando nisso, e também me informando. Creio que alguns conflitos ajudaram a fomentar o ódio. Guerras são boas para criar inimizades perpétuas. Muitos inocentes para aqueles lados foram mortos por ocidentais. Terras invadidas, cidadãos explorados. Enfim, não que já não fossem, mas de onde se espera heróis e chegam bombas, não dá pra exigir muito amor. Óbvio, que há guerras que não se pode evitar. E que também não há como não ter baixas civis, em muitos casos, isso é impossível. Mas vejo que isso parece ser muito bem usado por esses grupos. Tanto que conseguem recrutar para si até europeus, americanos, enfim, ocidentais. Outra causa pode ser o próprio ensino desde pequeno inculcando ódio (material é o que não falta). Isso é uma bomba relógio e quando explode, explode mesmo. Olha, fico muito agradecido por compartilhar, tens sido de um carinho inacreditável. Lestes textos gigantes meus. Sou-lhe muito grato. Ainda mais sabendo que você conhece do assunto. Nesse ponto, fico feliz. Abraço, ótimo fim de semana.

      Curtido por 1 pessoa

  2. Caríssimo, excelente a sua resenha!
    Em boa parte, vc antecipou algumas coisas que eu pretendia tratar no meu artigo natimorto. Já repassei o link a um amigo que pensa igual a vc, que elogiou seu “post” – com razão.
    Falando nisso, para vc não ser acusado de qualquer coisa, dê uma olhada neste breve vídeo (3 minutos e meio), justamente sobre o “Islã moderado”:

    É ou não é a confirmação da sua tese?
    Um forte abraço!

    Curtido por 1 pessoa

    1. Querido amigo Laércio, olha, que contribuição! Já vou inclusive anexar este vídeo ao post. Mas fiquei pesaroso por um lado, natimorto? Mas eu já estava ansioso para vê-lo aqui. Como seu admirador peço, ressuscite-o. Tenho certeza que há abordagens únicas e profundidade características suas. Voltando ao vídeo, meu amigo, que é isso. Triste, triste mesmo. Ver tantas pessoas, e nenhum a levantar e ir embora. Abraço, amigo.

      Curtido por 1 pessoa

      1. Olha, querido amigo, acho que foi um juízo realista. Quanto mais projetos inicio sem terminar os anteriores, estes têm sua perspectiva de conclusão reduzida ainda mais.
        Bem, pelo menos não apaguei. Está no pen-drive… Eu não queria antecipar, mas é uma salada mista, em que entra até Maquiavel, porque questiono os motivos supostamente ético-religiosos da tal “moderação”: seriam verdadeiramente político-estratégicos?
        Mas é o seguinte, quando (ou se) eu terminar, postarei com um link para essa bua irretocável resenha, que acabou de se tornar referência obrigatória.
        Um forte abraço, meu amigo.

        Curtido por 1 pessoa

          1. Acabei de dar uma olhada no pen-drive. O título é “Maquiavel e o islamo-fascismo”. Pretensioso, né? Espero um dia terminar, até para honrar a indicação que vc fez. Um forte abraço e até amanhã.
            PS: meu caro amigo, lembrando que hoje à noite é dia de Marco Antonio Villa na bancada do Jornal da Cultura.

            Curtido por 1 pessoa

            1. Perfeito. Perfeito e é porque é pretensioso mesmo. Opa, obrigado pelo lembrete, ótima noite, amigo, vou dar uma ausentada. Tenho assuntos urgentes pelos próximos dias, fica o meu abraço. E até logo mais.

              Curtido por 1 pessoa

          1. Pois é, só espero que, na moderação, não apaguem, pois quero não só que eles deixem lá, como convite à leitura do sua excelente resenha, mas também para que o “chefe” lá aproveite para lê-lo. Se fizer isso, certamente virará seu fã, tamanhas são as afinidades.
            A propósito, vc já está preparado para isso? Se, daqui a algum tempo, começarem a surgir fã-clubes do WLD? Pior, se as moçoilas acharem que é uma banda teen, tipo sucessora de KLB (a sonoridade é semelhante), já pensou? rsrs…

            Curtido por 1 pessoa

            1. kkkkkkk. Laércio. Não faça isso comigo, vou ter um infarto. Primeiro de risada, depois de desgosto. kkkkkk. Eu não sei o que ocorre, não sei nem se era do link do terça-livre que estava a falar, o que sei é que havia um comentário que nem veio pra mim do dia 28, foi direto como spam. Aí como pode? Spam por quê? Eu verifiquei e não havia nada que o incluísse como spam. Enfim, doideira, acabei de liberar ele, vou ver se curto pra você ter acesso, mas já perdi ele na lista. Abraço, amigo.

              Curtido por 1 pessoa

              1. Não se preocupe com o comentário, eu mesmo não o localizaria. A diferença do WP para o labirinto de Creta é que não tem um minotauro à espreita. (Ou tem?) rs. Um forte abraço, meu caro amigo, e um ótimo fim de semana.

                Curtido por 1 pessoa

  3. Excelente texto. Um ponto de vista muito acertado, Waldir. Ontem mesmo estava conversando sobre isso com algumas pessoas. A coisa é tão simples como: o Cristão que mata, ofende, ataca ou usa qualquer tipo de violência contra qualquer pessoa, com o fim de subjugar a sua fé, não é um verdadeiro cristão.. Entretanto um mulsumano que não combate a fé alheia não é um verdadeiro mulsumano. O verdadeiro mulsumano sabe que deve utilizar qualquer tipo de ação, inclusive a violência mais Bárbara para impor a sua fé e exterminar qualquer fé contrária. São fatos provados, não são meras expeculações. Grande abraço

    Curtido por 1 pessoa

    1. Obrigado, Claudine. Concordo totalmente com você. Eu estava um tanto reticente a alguns meses. Procurava entender. Ontem, assisti nos correspondentes jornalísticos que, ao colher depoimento de um brasileiro que mora próximo do local onde se deram os ataques, ele dizia que foram os terroristas, criados, ensinados e radicalizados dentro da Bélgica, dentro das nossas liberdades. Não em porões escondidos. Talvez neles foram depois para aprender táticas genocidas e suicidas pelo convencimento anterior na nossa cara, mas só mais tarde. Isso reforça ainda mais suas conversas para compreensão e a minha própria compreensão. “Estamos” confundindo liberdades com dar liberdade para se destruir nossa própria liberdade. O tal politicamente correto, contudo, está engessando a possibilidade de se ir ao foco, infelizmente. Enquanto não se levar a sério o assunto, buscando mascarar a realidade, não vamos a lugar algum nas soluções. Como você disse, os fatos estão aí, definitivamente provados. Mas os que governam e os que informam, grande maioria, nem mesmo querem a especulação. Diante disso, só resta mesmo lamentar. Forte abraço, cara amiga.

      Curtido por 1 pessoa

      1. Aqui na Espanha estamos em nível de alerta 4 desde que ocorreu o atentado em Paris. Em qualquer prédio público frequentado por imigrantes há policiais com uma escopeta nos braços. Imagina como me sinto como imigrante. Felizmente a policia espanhola está sempre investigando e buscando terroristas. Espanha já foi reino Mulsumano, e até hoje eles pensam reconquistá-la. Imagina a situação.

        Curtido por 1 pessoa

        1. Quase que inimaginável, Claudine. Esse nível 4, fui verificar, é somente um abaixo do máximo, né. Haja tensão. Eu não vejo como definir toda essa situação na sua outra pátria e também na Europa toda senão como Guerra. E o que é pior, é uma guerra sem demarcações certas em que os civis se veem desnorteados, por causa da covardia dos do lado oposto. Bom seria se fossem pelo menos homens com ideais contrários, mas o que se vê é uma guerra contra monstros covardes, capazes de explodir até creches com crianças. Tentei por um instante me pôr no seu lugar, tudo o que senti foi ansiedade, que deve ser apenas um fragmento do que muitos sentem por aí desde a sucessão de atentados recentes. Deve ser quase impossível realizar tarefas cotidianas. Desejo força. Que Deus ajude as autoridades a desmantelar esses grupos o mais rápido possível, e que se volte a discutir a realidade evidente. No caso daí, pior ainda pelo fator histórico que você relatou. Forte abraço, cara amiga. Ótimo dia.

          Curtido por 1 pessoa

          1. Bem, na verdade não nos sentimos tão apreensivos. Buscamos não racionalizar tanto a questão, senão poderia ser pior. Na verdade o Estado Espanhol faz bastante bem o seu trabalho nesse sentido. Além disso vivo em uma cidade longo das grandes capitais. 🙂

            Curtido por 1 pessoa

            1. Verdadeiramente, a se pensar nisso com frequência, não se vive. Em minha cidade há uns dias atrás, houve uma onda de assaltos a mão armada. Inclusive com violência física. O que é comum em todo o país. Não que haja comparação entre uma coisa e outra, mas Como você disse, a se racionalizar isso, ficamos reféns em casa e não fazemos mais nada.

              Curtido por 1 pessoa

  4. Meu caro amigo, bom dia. Parabéns pela ótima idéia de republicar, oportunamente, essa ótima resenha. Pelo mesmo motivo, fiquei até de madrugada tentando arrematar o meu, que eu havia anunciado em comentário anterior. Claro que com um link para o seu. Infelizmente, não ficou tão coeso quanto o seu, está bem desconjuntado. Mas esse grave momento obriga a publicar tal como se encontra, paciência. Problemas de estilo passam a ser irrelevantes perto do que vimos ontem. Um forte abraço, meu caro amigo, e um ótimo dia pra vc.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Obrigado, Laércio. Inclusive pelo pingback para a resenha. Tenho certeza que é excelente artigo. Deveras superior, pela sua conhecida capacidade de analisar sob vastos conhecimentos históricos e filosóficos. Darei o devido cuidado ao seu texto durante a tarde. Não me arriscarei a ler aos tropeções por agora. Vou ser obrigado a me ausentar por instantes. Contudo, é bom salientar: é preciso que as pessoas falem. Estamos diante de enorme risco de aceitar como liberdade o que procura extingui-la. Desde já o parabenizo, pois sei que é-nos comum tal preocupação. Politicamente correto nesse tipo de caos é produção de maior caos. Forte abraço, caro amigo. Excelente tarde.

      Curtido por 1 pessoa

      1. Meu caro amigo, fazer o link para o seu artigo é questão de honra, pois vc tratou de aspectos muito importantes. Sim, concordo contigo, é hora não de calar, mas de exercer exatamente a liberdade de pensamento que certos grupos (aliás, muito parecidos, como tento demonstrar) tanto desprezam. Um forte abraço e muito obrigado.

        Curtido por 1 pessoa

  5. Alô, WLD. Para mim a situação é muito grave sobre o mundo todo. O Islamismo tem, de fato, um viés extremamente perigoso por causa da doutrina da guerra santa. Sobre a noção de Deus. Eu entendo que é o mesmo Deus, sim. Pelo menos do ponto de vista ontológico: um Deus único, onipotente, onisciente, onipresente, não “deuses” mitológicos praticamente idênticos aos super-heróis. A diferença não está no conceito ontológico de Deus mas no que eles acham que Deus ordena.
    Existem muçulmanos não-extremistas, um exemplo recente foi Anwar Sadat, presidente do Egito, que teve a coragem de ir falar com Golda Meir, propor a paz com o Egito, e pagou com a vida por isso. Existir existem… se é por não serem islamistas ortodoxos é um caso a pensar. O chamado ecumenismo não inclui o Islã. mas somente os cristãos. Com o Islã e outros cultos, inclusive pagãos, o que existe, da parte da Igreja Católica, é o “diálogo inter-religioso”. No fundo devemos tentar, pois Jesus mandou seus apóstolos pregarem a todas as nações e amarem os seus inimigos. Com o Estado Islâmico e outros grupos desse jaez é difícil mas aí tem de haver oposição armada, mesmo. O Ocidente ainda não acordou que está sob ataque mortal. O Alcorão é um apócrifo bíblico, pois eles consideram os dois testamentos, mas têm o Alcorão como uma espécie de terceiro testamento, que suplantaria os outros dois. Há outros exemplos disso, como o Espiritismo de Kardec. Dias muito difíceis virão, além dos que já vivemos. Um abraço e até breve.

    Curtido por 1 pessoa

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s