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Heresias Evangélicas: Mulheres Pastoras – (2) (Republicação)

Devido ao grande número de ataques, na grande maioria inconsistentes, mas não deixam de merecer respostas; até por causa de alguns incautos, decidi aceitar algumas provocações para dar algumas réplicas.

Começo citando um senhor que defende o pastoreio feminino sem, no entanto, demonstrar biblicamente essa tese, a não ser por meio de meias verdades. Posto seu comentário que, apesar de considerar desnecessário e totalmente sem base e desrespeitoso, serve como pretexto para demonstrar até que ponto esse tipo de assunto ainda rende polêmica.

“Interessante é como você gosta de polemizar. A impressão que nos passa a respeito dos seus textos, é que você está brigando com todo mundo. Não encontrei um texto seu que não houvesse polemica e discussão. Você se diz cristão, mas não encontrei um texto ao menos que fosse ao menos um esboço de um estudo biblico, ou coisa similar. Jesus veio nos trazer a paz. Amigo… menos.”

Ao menos, ao menos, ao menos ao menos. Blablablá. Nem preciso me prolongar muito. Meus textos são críticos, como eu respondi a ele. De qualquer forma, não assino seus erros ortográficos, repetições nervosinhas e de concordância, isso é lá com ele. Só não entendo o que ele quis dizer com a expressão: “A impressão que “NOS”, será que ele na verdade escreve em grupo ou por um grupo? Não sei.

Mas… Exponho mesmo a opinião a contragosto de quem quer que seja. Não estou a serviço de governos ou igrejas na internet, muito menos a serviços “de cima do muro”. Meus textos são isentos e representam aquilo mesmo que disse.

Eu até fico feliz quando ele diz que eu gosto de polemizar. Pra quem faz as devidas adaptações à Bíblia, buscando sempre estar em “sintonia” com o mundo, a polêmica é algo que não existe. Se isso é assim, fico feliz em ser polêmico pra esses, até mesmo ultrapassado. São grandes elogios pra quem quer fugir do secularismo.

Tiago 4.4

“Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.”

Depois de ver a sua fúria (contraditória com a paz que prega no final do seu mini-comentário), fui visitar o espaço dele. Pra minha surpresa, não gostou do meu comentário e acabou por excluí-lo. Talvez por não querer que seus leitores vissem nem todos concordando com ele. Engraçado é que eu aceitei o seu, mesmo me criticando com falta de respeito… Mas, não ligo pra isso. Fui dar um voto de confiança e ler seus textos pra ver se havia neles o que em mim acusava não haver: os tais “esboços de estudo bíblicos”.

Logo percebi que não só havia nada de estudo bíblico por lá, como havia muitos textos bastante “suspeitos”, por assim dizer. Um dos últimos desafiava o leitor, creio ser o leitor como eu que, pra ele, não sabe o que é aparente contradição. O Título era: “Priscila Ensinou Apolo? Mas Paulo não disse que não podia?”

Como seria isso de Priscila ensinar Apolo? É o que ele não explica, ou melhor, explica daquele “jeitão” que têm os que gostam de ocultar. Vejamos o texto no contexto completo para entender o que ocorreu.

Atos 18, 24-28

“E chegou a Éfeso um certo judeu chamado Apolo, natural de Alexandria, homem eloqüente e poderoso nas Escrituras.
Este era instruído no caminho do Senhor e, fervoroso de espírito, falava e ensinava diligentemente as coisas do SENHOR, conhecendo somente o batismo de João.
Ele começou a falar ousadamente na sinagoga; e, quando o ouviram Priscila e Áqüila, o levaram consigo e lhe declararam mais precisamente o caminho de Deus.
Querendo ele passar à Acaia, o animaram os irmãos, e escreveram aos discípulos que o recebessem; o qual, tendo chegado, aproveitou muito aos que pela graça criam.
Porque com grande veemência, convencia publicamente os judeus, mostrando pelas Escrituras que Jesus era o Cristo.”

Percebe-se que o senhor que fez a questão exposta acima não leu o texto ou, mais provavelmente, não entendeu nada sobre o que o texto diz.

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Primeiro Problema
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Priscila era casada (não estava só como o título dá a entender). Eles estavam na Sinagoga. Sinagoga não é Igreja como alguns pensam. Obviamente, Priscila não se levantou lá e começou a ensinar Apolo. Aliás, nem mesmo lhe dirigiu a palavra. Percebe-se que ele, Apolo, falava e era incrivelmente eloqüente e poderoso nas Escrituras. E nem mesmo Aquila o interrompeu. O seu único desconhecimento era a respeito do Batismo e, provavelmente, alguns outros ensinamentos de Cristo.

Mas os problemas da interpretação do meu crítico são muitos. Difíceis até de enunciar um a um. Vou tentar dar o meu máximo, com paciência.

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Outro Problema
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Priscila E AQUILA o ouviram. Priscila não estava só. Estava com o marido. Até que ponto uma mulher casada poderia ter ensinado um homem dentro ou fora da Sinagoga sem causar um escândalo? Ainda mais ensinando o que por muitos judeus era considerado blasfêmia. A intenção do meu crítico com a pergunta capciosa é justamente tentar incutir nas mentes dos incautos isso mesmo. Que ela estava em uma Igreja (Não Sinagoga Judaica), e que o ensinava como que de um púlpito, sem a presença do marido, obviamente. A “pastora por excelência”.

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Conclusão e alguns dos vários problemas
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Portanto, Priscila não estava sozinha, Ela não ensinava na Igreja, Não subiu no púlpito, Não o recebeu em casa sozinha, apenas acompanhou o marido fora da Sinagoga e AMBOS explicavam melhor o caminho a Apolo. Isso deve ter sido tão rápido que, já no verso seguinte, Apolo está a ir pra outro lugar, recomendado pelos irmãos por carta, falando com maior veemência o que já sabia anteriormente, mas não com alguns detalhes que Priscila e Aquila o alertaram.

Eis que isso demonstra o quanto a questão do meu crítico é rasa e superficial. Ela não só não ensinou absolutamente nada sozinha, como também não estava na igreja como pastora ( E é isso que o meu crítico quer incutir na mente das pessoas). Era uma pregadora do Evangelho (Paulo jamais proibiu mulheres de anunciar o Evangelho, toda a questão é sacerdócio na Igreja para Ensino), juntamente com seu marido. É provável que Priscila nem mesmo tenha falado nada e Lucas apenas a cita por ela estar juntamente com o marido, ouvindo.

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“Contradição de Paulo”
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Mesmo assim, mesmo que ela tenha falado até mais que o marido, não há no texto NADA confirmando uma contradição de Paulo, como quer fazer supor o meu crítico. Pois, Paulo fala que a mulher deve estar em silêncio na hora do Ensino DENTRO DA IGREJA. E questionar o marido em casa. Mas não diz que FORA DA IGREJA, num encontro em companhia do marido, não possa lá falar. Afinal, isso não existe em lugar nenhum da Bíblia. E foi exatamente isso que aconteceu com ela e com o marido.

Aliás, não faz qualquer sentido Paulo dizer que a mulher questione o marido em casa, se não for pra entender e anunciar o Evangelho a outras pessoas, ensinando-as o que é Evangelho. Todavia, isso não tira a ordem que Paulo deu de que a ordenação pastoral é masculina dentro da Igreja.

Paulo não falou que a mulher não podia evangelizar, explicar, ensinar fora do ambiente eclesiástico. Muito pelo contrário, ele inclusive ordena que as anciãs ensinem as mais novas. E menciona inúmeras mulheres que contribuíram para o crescimento do Evangelho. Sem mulheres, o cristianismo não teria tido o crescimento que teve.

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Métodos de discórdia e incompreensão seletiva
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Ou seja, os defensores do pastoreio feminino sempre procuram causar controvérsias com a Bíblia para adaptar as escrituras ao Século Presente, e não serem tachados de antiquados, machistas. Pra alguns desses, não há a menor importância nos textos bíblicos se, esses, não coadunam com seus raciocínios. Não estão a se submeterem à Palavra, mas querem que a Palavra se lhes submeta.

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Conselhos que não seguirão
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Finalizo pra esses dizendo: se não podem obedecer a um simples mandamento, que de tão claro é parecido com água cristalina, o que então farão com as partes mais difíceis?

Eis uma pergunta que não vai se calar. Basta olhar essas mesmas igrejas e ver o quanto elas se parecem no geral com uma ONG, mas em nada se parecem com as igrejas verdadeiras, misturam frequentemente o profano dentro dos cultos sacros. As Igrejas Verdadeiras são fundamentadas na Palavra, ainda que nem mesmo tenha nome e registro, e orientadas pelo exemplos dos apóstolos que imitavam Jesus Cristo.

Sugiro a esses que em vez de ficarem criando Igrejas, criem associações e organizações sem fins lucrativos. Não fiquem tentando adaptar a Bíblia ao presente século. Adaptem suas vidas ao presente século. Desta forma, ainda restará algum motivo de esperança pra vocês. Ao menos estarão demonstrando temor para com as Escrituras. Fugiu disso é no mínimo seita.

Aos secularistas, moderninhos progressistas, digo: Sintam-se livres pra me xingar. Não me importo. O problema de vocês não é com o que digo, é com o que a Bíblia diz! Só tomem cuidado que, ao xingar-me, não estejam blasfemando da Palavra.

Publicado em: 28/05/2014

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4 comentários em “Heresias Evangélicas: Mulheres Pastoras – (2) (Republicação)

  1. Meu caro amigo, nem me arrisco a opinar sobre o tema central, das pastoras, mas não resisti a dizer que concordo integralmente com sua observação sobre a criação de igrejas, na parte final do seu – excelente – texto. É incrível como as pessoas gostam de adaptar Deus e a igreja a seus fins, não o contrário.
    E vc captou muito bem esse fenômeno. “Se a igreja X é contra meu comportamento, mudo para a igreja Y, que é a favor”. E a radicalização disso: “se nenhuma igreja é a favor do meu comportamento, crio uma igreja à minha imagem e semelhança”. Esse tipo de “fiel” não é fiel a Deus, mas fiel a si mesmo, às suas próprias idiossincrasias. E, sobretudo, fiel aos seus próprios pecados! Nesse sentido, é de uma fidelidade sem igual. (Engraçado como esse comentário se liga à nossa conversa anterior, sobre a figura do “deus empregado” do “fiel patrão”.)
    Caríssimo amigo, receba mais uma vez os meus cumprimentos e um forte abraço.

    Curtido por 1 pessoa

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