Artigos · Crônicas · Religião

Ateísmo e Democracia são incompatíveis

Demorei algum tempo para chegar à conclusão de que ateísmo e democracia são totalmente inconciliáveis. O ateísmo, tal qual o islamismo, é ditatorial, excludente, impositivo e preconceituoso. Quer e luta pelo poder a qualquer custo, não consegue se manter à margem e respeitar posições da maioria ou crenças da minoria. Ele sempre entrará na sociedade como ferramenta de controle político e ideológico onde, excluirá pouco a pouco a liberdade religiosa da população, transformando-a aos olhos do estado como mera superstição popular.

Não são necessárias pesquisas para perceber que a maioria esmagadora da população brasileira é cristã no Brasil. Sejam católicos ou protestantes. O ateísmo se detém, então, unindo-se a grupos visivelmente anticristãos, muitos extremamente violentos, na pregação persistente da diversidade religiosa (que praticamente inexiste no país e que só beneficiaria o ateísmo), e estado laico. Obviamente, todas essas palavras são eufemismos para o que está em curso: destruição da religião cristã e cultura judaico-cristã ou tentativa de conduzi-las à ilegalidade.

Não existe estado laico onde a exclusão da tradição cristã representa o privilégio do ateísmo. A tal diversidade religiosa é sempre defendida por ateus, por um simples motivo: não une mas destrói a solidez de todas as religiões, principalmente o cristianismo que, no sincretismo, vai perder totalmente sua identidade milenar. Quando ao estado laico, somente um tolo para não perceber que ele, tal qual é elevado hoje no país, é a consumação do estado ateu, escanteando o cristianismo para debaixo do tapete, e fazendo com que, cada vez mais, leis ateístas passem a ser aprovadas. O que tornará o cristianismo uma superstição somente exercida no quarto e retirando inclusive a liberdade de crença, fazendo os cultos serem exercidos “na letra da lei”.

No oriente, o cristianismo é perseguido mais abertamente. Lá, cristãos são mortos ou presos por evangelizar. Igrejas são constantemente atacadas. Em muitos lugares nem mesmo é permitido construí-las. Mulheres cristãs são constantemente violadas e vendidas como escravas sexuais, como, recentemente, faz o estado islâmico. Isso não é, propriamente, um ataque ao cristianismo, mas porque junto com o cristianismo sempre vem a liberdade e a democracia, prejudicando ditaduras milenares por lá.

No ocidente, a perseguição não pode ser realizada tão abertamente por ser o ocidente altamente democrático e, por isso mesmo, cristão. Por isso, as tentativas de o destruir são mais sutis. Mas o objetivo é o mesmo de ambos os grupos. O islã não consegue ser só religião, quer o poder. O ateísmo não consegue ser só ideologia. Quer o poder centralizado ou não existirá. O cristianismo é talvez a única religião e modelo de sociedade que permite a construção e manutenção da democracia de maneira plena, absoluta. Inclusive coexistindo com os que querem destruí-lo. Basta olhar o mapa e conhecer um pouco de história para entender isso. E, por isso, é inimigo tanto do ateísmo aqui, quanto do islamismo, lá.

Apesar de ser protestante, e até certo ponto contrário ao ensino religioso nas escolas e imagens católicas, entendo que a retirada de símbolos católicos dos órgãos públicos, da frase nas cédulas de reais, da proibição do ensino religioso ou fazer o ensino religioso virar uma mistura tal que tudo pareça igual, igualando o cristianismo à idolatrias e meros costumes que nem são religião e não tem nexo algum, são ataques ferozes do ateísmo contra a tradição cristã e, não ao catolicismo ou outras variantes cristãs protestantes tão somente. Por isso é importante, a título de resguardar a democracia e nossa tradição, ser totalmente contra ao ideal de estado laico, que nada mais é, nesse momento, que estado ateu.

Em suma, o ateísmo não pode controlar o estado, as comunicações, o ensino, fazendo isso com o apoio ingênuo de vários cristãos sob a bandeira de estado laico ou diversidade religiosa, pois o ateísmo se aproveita até mesmo das diferenças entre católicos e protestantes para destruir o cristianismo e sua influência. Isso representaria o fim da democracia, da liberdade de expressão e, por fim, uma tentativa de consolidar a ditadura ateísta.

Publicado em: 14/03/2015

Anúncios

13 comentários em “Ateísmo e Democracia são incompatíveis

  1. Estado laico é sinónimo de ateísmo, WLD? Portugal é uma República laica, onde existem vários credos, a escola permite a inscrição em Religião Católica ou outra, mas a Católica é prevalecente, e os ateus que eu conheço são pessoas muito objetivas que contrapõem com argumentos muito inteligentes a não existência de uma divindade um ser superior. Depois, conheço fervorosos católicos, excelentes pessoas que não se deixam cair em extremos, têm a sua prática e não a impingem a ninguém. O problema não ´s ser-se ateu, o problema é não tolerância. Com certeza conhece bem a história das lutas religiosas na Europa com o aparecimento de Lutero, Calvino, A Reforma Protestante, Huguenotes, e por aí…
    O que mais me dói nesta questão da religiosidade, é usar-se a crença para deturpar palavras sagradas que muitos respeitam e outros se encarregam de desmontar conforme lhes dá jeito. As cruzadas vistas pelos muçulmanos é um exercício interessante. As principais guerras tiveram por base, motivos religiosos, também com o objetivo comercial à vista. A Expansão Potuguesa, por exemplo, os motivos estão bem explicados no que concerne a uma burguesia que precisa de mercados, uma nobreza d eterritórios onde ir buscar rendas e um clero que pretende evangelizar! É o espírito da época. É toda uma conjuntura económica, política, social, que não pode ser vista por um ângulo demasiado simplista, mas os traços gerais não fogem muito a esse resumo. Ingleses e holandeses fizeram-no. Conquistaram edominaram. Os holandeses, esses, tiveram uma ajuda enorme no alavancar da sua economia – a presença de muitos judeus expulsos pelo rei português, D. Manuel, a mando dos sogros, poderosos reis de Espanha…

    Se calhar desviei-me do tema. Se tiver acontecido, peço desculpa.
    Um bom resto de domingo.
    Um abraço,
    Mia

    Curtido por 1 pessoa

    1. Olá, cara Mia. Acredito que sim. Que houve fuga total do tema. A não ser em princípio quando aborda a questão sinônima. Há que se ver também a data do texto e verificar se o autor mudou ou não de ideia. Seria um bom exercício em respeito das constantes mudanças que ocorrem, naturalmente, às opiniões no cérebro enquanto se pensa e se aprofunda. No entanto, mantenho boa parte do que disse. A etimologia me favorece pouco, a aplicação me favorece muito. O estado laico é em princípio aquele livre da religião. A rigor, não há neutralidade alguma. Pretende-se que todas as decisões do estado estejam desembaraçadas de qualquer resquício de religiosidade. Quem mais ganha com isso? O ateísmo. Se há então benefícios maiores ao ateísmo que a todas as outras religiões, o que se tem é o ateísmo como dono do estado na prática. É ele quem irá se locupletar das decisões do estado. E é o que se vê em todo o Ocidente. Você defende que em Portugal a liberdade de escolha do ensino religioso é suficiente para demonstrar que o estado laico não é ateu. Esse é o exemplo simplista por natureza. Quem coordena inclusive o ensino religioso direcionado é o estado laico. Ou aí a Igreja pode mandar padres às escolas? Se puder, é de fato interessante… Mais interessante é se se puder também mandar pastores. Se não, quem garante que esse estudo não está viciado pra ridicularizar e desvirtuar a fé? Além disso, e o resto da grade? Pois o que se vê é a nomeação de uma grade católica, mas e dentro, qual o resto da grade curricular? Ainda assim, o que aí se dá é elogiável, aqui nem esse direcionamento tem-se. É uma mistura total de religiões. Presumo que os católicos portugueses devem ter brigado um pouco com o estado ateu para impedir a mistura no ensino. Agora, por que a maior parte da classe universitária no mundo inteiro está se tornando ateia? (Igrejas aí estão fechando como na Inglaterra e EUA por falta de membros, ou vendidas e adaptadas como mesquitas?) Naturalmente, vai-se concluir que é a fuga da ignorância que faz as pessoas se transformarem em ateus. Claro preconceito. O que vejo na realidade é que há um verdadeiro exercício de convencimento de que a religião estupidifica e é dos estúpidos. Nos meios de comunicação, nas escolas, universidades e afins. Sobre as guerras religiosas, sobre eventos passados, não acredito na isenção se o que delas se apreendeu vem justamente do estado ateu e de suas grades, que ignora ter matado no século passado mais que todas as guerras e conflitos religiosos na história da humanidade através de seus ismos idealistas. Aparentemente, se usam do fingimento pra dizer que não são obra sua. No entanto, nada é mais parente de ateísmo que o comunismo. E nisso, não estou só. Contudo, seria simplista demais tratar da profundidade que a periferia do assunto traz em comentário. Só me resta dizer que o verdadeiro extremo é o extremo que nomeia de extremo a opinião. A pregação do Evangelho é principio cristao. O impingir, Geralmente, são ateus laicistas que o fazem para defender seus interesses mediante a intimidação. Seja nas universidades, mídia, ou até requerendo o ateísmo como ciência. Não é aqui, provavelmente, o caso. E nem adiantaria se fosse. Mas o que tenho eu com ateus que bem argumentam sobre a não existência de um ser superior e católicos fervorosos que aceitam passivamente serem passados para trás e não pregar o Evangelho que é ordem de Cristo por medo de estarem impingindo? Eu diria aos primeiros que não existem bons argumentos contra Deus e aos segundos que tratassem de se converter e deixar de ser massas de manobra. Como último processo de contra opinião, diria que nunca houve guerra religiosa com cristãos mas contra, houve mau uso do nome cristão por aqueles que jamais foram em prática. A intuição e o que o Evangelho exige da nomenclatura me diz que todos eles jamais acreditaram em Deus e em Cristo. Se eram ateus com cruzes ou não, já não ouso dizer, mas há sérios indícios de que eram todos. A prova é que os próprios mandavam matar quem começasse a ler por aí o Evangelho ou a querer que outros lessem. Não foram poucos os casos. Forte abraço, Mia. Obrigado pela visita e comentário. Ainda que houve fuga ao tema, não há nada a se desculpar.

      Curtir

    2. Meu caro amigo, entendo que é possível distinguir, conceitualmente: “Estado ateu” (em que não há liberdade religiosa, como Coréia do Norte, China etc.), “Estado laico” (em que há separação entre Igreja e Estado, como EUA, França, Portugal, Brasil etc.) e “Estado teocrático” (em que Estado e religião entrelaçam-se, como Irã, Vaticano etc.).
      Estado ateu e Estado teocrático, evidentemente, tolhem a liberdade religiosa. É impossível vc construir uma igreja tanto na Coréia do Norte quanto no Irã. Por isso, prefiro o Estado laico, que garante a todos essa liberdade essencial.
      No entanto… tudo isso formal, teórica e conceitualmente falando. Se prestarmos atenção, na Coréia do Norte, o culto à personalidade dos líderes é praticamente uma religião de Estado. E aqui no Brasil, procuro defender a laicidade, em sua dupla vertente: a Cesar o que é de Cesar, a Deus o que é de Deus. Que a Igreja não interfira no Estado, mas que a recíproca seja verdadeira. Que não haja símbolo religioso em repartições públicas, assim como também não haja símbolo político em igrejas – já pensou uma igreja trocar o crucifixo por um retrato da Dilma? Parece piada, mas metaforicamente já existe: muito me incomodou, em certa missa, ouvir o padre, na homilia, fazer uma defesa velada da Dilma. Senti-me muito mal, pois entendi que foi um golpe baixo, pegou-me despreparado. Se não fosse uma missa, eu pediria a palavra para responder. E sei de igrejas que lançam clérigos candidatos, fazem campanha eleitoral aberta para eles, imagino a pressão que os fiéis sofrem numa situação dessas, porque foi, em certa medida, o que tive de sofrer calado naquela manhã de domingo. Que me estragou o dia, a semana, o mês. Não voltei lá. Se o padre quer fazer proselitismo petista durante a missa, que faça no Complexo Médico-Penal de Pinhais, que já tem vaguinha reservada para um hóspede ilustre… Nada disso me espanta. A vinculação entre PT e CNBB (CEBs, Comissões Pastorais, Teologia da Libertação etc.) é histórica e tem um livro exclusivamente a respeito: “O partido de Deus”, de Luis Mir. Será à toa que lideranças petistas, volta e meia, lançam cruzadas contra as igrejas evangélicas? Alguns, certamente, por ateísmo. Outros, por serem o braço armado da CNBB.
      Um forte abraço, meu caro amigo, e parabéns pela argumentação, como sempre, excelente.

      Curtido por 1 pessoa

      1. Obrigado pelas ponderações, caro Laércio. Sou obrigado a concordar com você em vários aspectos, principalmente na questão conceitual. É isso mesmo. O Estado Laico seria aquele que, em tese, defenderia a liberdade religiosa e até a liberdade dos não religiosos, o que dá no mesmo. Nas sutilezas da observação criteriosa, ele pode, contudo, ser usado como braço ateu. A minha impressão, pelo menos no Brasil, já que a querida Mia demonstrou que em Portugal a diferença de aplicação pode realmente ser objetiva, aqui se tem outra intenção no uso Laico. Até porque, quem mais o defende entre políticos é Jean Willys. Francamente, não dá pra ver nisso bom indício… No que concerne à ausência de símbolos religiosos dentro das repartições públicas, seria a meu ver um caso a se considerar. Eu, como protestante, vejo até com bons olhos. Se ignorasse que a ausência está diretamente me beneficiando, rasgando parte da tradição brasileira, e beneficiando diretamente o ateísmo e todas as outras religiões em detrimento da história católica do país. Vejo que esta retirada não igualou mas diminuiu o catolicismo mediante os demais. Quer queiramos ou não, o país foi construído na base católica. Prescindir disso com a retirada de símbolos seria o mesmo que prescindir da história. E esse incômodo é recente, ou não se teria colocado imagens em tais órgãos. Hoje, ao continuar inserindo-as, aí sim, seria incorreto. E o símbolo, principalmente a cruz, tem também aplicação de direito como já disse certo ex-ministro, creio que Ayres Brito, trata-se do exemplo da maior injustiça cometida contra um inocente. Levando, no caso do símbolo em repartições do direito e da justiça, a se pensar nesse exemplo ao julgar. A rigor, ainda vejo isso como tão violento quanto o que pratica o Estado Islâmico ao destruir monumentos históricos pelo mundo. Ou querermos tirar a imagem da deusa de frente o STF. Porque alguns católicos e protestantes consideram idolatria… Ou os ateus pedirem que se tire o Redentor do Corcovado. Claro que estamos falando da repartição. Mas não deixa de fazer sentido pelo traço histórico. Reiterando, se a ausência representa em prejuízo maior a um grupo religioso, pior ainda, extirpar traços históricos de um país mediante uma pretensa igualdade, eu sou totalmente favorável a que se mantenha. É preciso ser muito ignorante pra “se sentir mal” com uma imagem na parede. O exemplo do padre, não conheço o direito católico, mas não seria caso de uma reprimenda superior? Se bem que você já a deu… Uso político da Igreja é fato grave em várias igrejas protestantes, inclusive na minha, que proíbe candidaturas do corpo ministerial. E na sua creio que também. No entanto, não acredito haver nenhum problema se a denominação cristã permite a candidatura. Desde que não se use a mesma igreja para palanque, que é o que infelizmente muitos fazem. A CNBB e suas alianças são realmente históricas. Seus pronunciamentos são por vezes horripilantes. De dar revolta no mais piedoso católico. A tal Teologia da Libertação ouvi dizer, mas desconheço de profundo. Muitos falam de Leonardo Boff. Mal é claro. rsrs. Forte abraço, amigo. Ótima tarde.

        Curtido por 1 pessoa

        1. “Se a ausência representa em prejuízo maior a um grupo religioso, pior ainda, extirpar traços históricos de um país mediante uma pretensa igualdade” – meu caro, simplesmente irretocável!
          Quanto à participação em eleições, acho que o problema não está em permitir ou vedar, até porque uma vedação assim poderia ser considerada inconstitucional. O problema está em usar a igreja na campanha, fazer campanha no púlpito e assim por diante. Mas como evitar isso? Sinceramente, não sei. Quando vemos propaganda eleitoral irregular, qualquer um de nós pode denunciar ao MPE. Mas que fiel denunciará seu próprio clérigo? Difícil.
          Quanto às ligações PT-CNBB, o livro do Luis Mir é muito interessante. Ele diz, p.ex., que tanto essa veneração messiânica em torno do Inácio quanto a divisão dicotômica da sociedade (“nós contra eles”) tem sua origem nessa parte do clero que ajudou a construir o partido. A conferir… Mas é claro que o partido tem também a ala dos ateus. Seja pela vertente católica (p.ex., Gilberto Carvalho), seja pela atéia (p.ex., Dirceu), o partido tem motivos suficientes para mover uma cruzada contra os evangélicos. Não à toa, ambos os setores fizeram isso, tempos atrás: http://www.verdadegospel.com/apos-gilberto-carvalho-jose-dirceu-dispara-contra-os-evangelicos/
          Quer mais lenha nessa fogueira? O juiz Moro e o procurador Deltan são evangélicos batistas. Tem gente que vai tentar transformar isso numa “guerra santa”… Um forte abraço e uma ótima tarde pra vc também.

          Curtido por 1 pessoa

          1. Acho que sim, poderia ser considerada inconstitucional. Eis aí o problema do Estado interferir no regulamento interno das igrejas. Veja, o sujeito assina concordando que não vai poder se candidatar, depois vai e se candidata e ainda processa a Igreja por excluí-lo. Não seria mais simples não ter assinado nada e caído fora? Mas deixa pra lá, que esse assunto já é de outra complexidade. Interessante esse livro do Luis Mir. Até fui dar uma pesquisada na Amazon Br e está indisponível. Tem um novo, o Paciente. O caso Tancredo Neves. Sobre o que você disse, realmente há tempos venho percebendo no PT uma gigantesca batalha. E não escondem de jeito algum. O problema é que alguns caíram ou participaram do conluio, fazendo muitos evangélicos irem parar no colo de quem os detesta. Ouso dizer que são, os líderes evangélicos que apoiaram o PT, os responsáveis pelo resultado das eleições. Se é que as urnas funcionam de fato… Quanto à fogueira, parece que se tornou num incêndio florestal de proporções amazônicas. E combustível é o que não falta, né. Abraço, caro amigo. Ótima noite.

            Curtido por 1 pessoa

            1. Sobre a guerra santa entre PT e evangélicos (entre os quais Moro e Deltan), veja este trecho da conversa entre Lula e Eduardo Paes:

              Lula: Deixa eu lhe falar uma coisa. Esses meninos da Polícia Federal e esses meninos do Ministério Público, eles se sentem enviado de Deus.
              Eduardo Paes: É, mas eles são todos crentes. Os caras do Ministério Público são crentes, né?
              Lula: É uma coisa absurda. Uma hora nós vamos conversar um pouco, porque eu acho que eu sou a chance que esse país tem de brigar com eles para tentar colocá-lo no seu devido lugar. Ou seja, nós queremos instituições sérias, mas tem que ter limites, tem que ter regras.

              Um forte abraço, meu caro amigo, e uma ótima tarde pra vc.

              Curtido por 1 pessoa

              1. Eu ouvi alguns trechos das conversas do Lula. Indo para outro campo do que você aborda, essa com o Eduardo Paes é uma das coisas mais ridículas que se tem notícia na história do mundo. Tudo bem que as conversas privadas são desprovidas dos formalismos. Mas espera-se nas conversas privadas de líderes que governam ou que já governaram um mínimo de cultura e educação. Até nos bares da periferia depois de muita cachaça se ouve conversa que produz menos vergonha alheia… Sobre esse trecho em específico, dá pra se tirar inúmeras conclusões. Obviamente, a guerra “santa” é a principal. Mas novamente, indo para uma outra depreensão, o cidadão pensa mesmo ter inventado o Brasil, não? E não só isso, ele pensa ter inventado o Brasil e que é dono dele. É, amigo, torçamos, torçamos para o contragolpe. Forte abraço, caro amigo, ótima noite.

                Curtido por 1 pessoa

                1. Caríssimo amigo, exatamente, essas conversas deixaram cair as máscaras, todas. Vc acertou em cheio no nome: é contragolpe, sim. Porque o golpe está em andamento, e não é o impeachment: é um golpe contra as instituições. E vc tem razão, além da “guerra santa” que eles esboçam, a parte final mostra bem qual o papel que ele pensa ter e a visão que tem sobre de Brasil (segundo a qual “instituições sérias” seriam as que têm, entre as regras e limites: mantê-lo intocável). Um forte abraço.

                  Curtido por 1 pessoa

  2. Gostei da sua “contra-argumentação”. É um homem de convicções fortes, no que toca ao tema. Confesso que eu ando afastada há muito.
    Cá em Portugal, as escolas tinham professores de Educação e Moral (era assim que se chamava a disciplina) que eram padres. Depois, a Diocese (Bispo) permitiu que leigos o fizessem. E fazem-no bem. Não dão catequese, mas orientam o ensino com base em valores cristãos e no que o evangelho transmite. Não temos Pastores nas escolas, porque não temos população a exigir. Temos bastantes “Testemunhas de Jeová”, Adventistas do Sétimo Dia, Batistas e Metodistas (muito poucos) e esses, mais nas grandes cidades, como Lisboa. Nessas escolas, a maior parte declina a frequência da disciplina. Preferem as suas Igrejas. Lisboa tem uma Mesquita, e há escolas com alunos que estudam o Corão. Sabe, aqui, apetece-me ser mesmo radical. Se nos países muçulmanos (não são os países árabes, os muçulmanos,) não deixam que o credo cristão por lá abunde e se pratique livremente, por que razão, temos nós, na Europa (falo da realidade que conheço) de lhes dar essa liberdade de culto, que eles negam a outros? Isto é terrível. Debato-me com estas contradições. Depois, ouço o responsável da Mesquita de Lisboa falar, sempre que há atentados, e ele tem um diálogo tão ecuménico, que tenho d e acreditar que não posso julgar o homem, pelo hábito.
    Quanto a ateísmo e comunismo, assim ligados, tenho de lhe dizer que a História é bem objetiva. E só não vê quem não quiser ver, o que esse fanatismo ideológico fez. Espero não ter maçado.
    Boa semana.
    abraço,
    Mia

    Curtido por 1 pessoa

    1. De maneira alguma maçou, pelo contrário, deu-me imenso prazer conhecer melhor a realidade portuguesa, sua opinião, e dizer que é um tanto admirável. Talvez se possa dizer que, por aí, se procura caminhar ao laico mesmo. Se eu ignorasse o marxismo cultural e toda a agenda restante no ensino, na pseudociência e na imprensa. Eu não acho radical, acho coerente. Mas como tendo a achar eu mesmo algumas das minhas opiniões radicais… Concordo plenamente, contudo, com você. Não vejo nem como contradição. A título de exemplo político, aqui existem partidos “comunistas”. Como podemos deixar é o que me deixa quase revoltado. Oras, desde quando os comunas estão lá interessados em democracia, liberdade? Ainda mais os daqui com um histórico pra lá de contraditório. Francamente, por mim proibiria a existência e ainda consideraria crime a propagação de tais ideias. Como mais ou menos foi feito na Ucrânia. Forte abraço, cara amiga. Ótima semana.

      Curtir

  3. Mesmo sem tempo agora para ler tudo devo dizer que concordo com WLD, tradicionalmente o estado e a Igreja cooperam mutuamente, não há sentido em cada qual virar as costas ao outro. O laicismo hoje em dia é tão histérico que muita gente, confundindo as coisas, já diz que “o país é laico” quando não é o país mas o Estado. Dizer que o país é laico além de asneira é grave ofensa aos crentes. Quanto aos ateus, existem aqueles tranquilos, são ateus porque, por algum problema em seu raciocínio, não conseguem acreditar em Deus. O perigo está nos ateus militantes pois o ateísmo militante “prevê” um mundo futuro sem religião alguma, o que seria a pior distopia imaginável (felizmente Deus não permitirá tal coisa) e mal escondem a tendência para o totalitarismo. Abraços.

    Curtido por 1 pessoa

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s