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Heresias Evangélicas: Mulheres Pastoras (Republicação)

I a Timóteo, Capítulo 2, Versos 11 e 12:

“A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição.
Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio.”

Apesar de ser membro de uma denominação evangélica não ignoro que dentro de muitas igrejas como a minha há hipócritas e hereges, inclusive no ministério. Infelizmente, pois gostaria que pelo menos no aspecto ministerial tivéssemos em todas as igrejas somente pessoas de boa índole, bom caráter e pacificadores. Mas, ao contrário, temos muitas vezes que ver igrejas totalmente fora dos princípios bíblicos e ainda cheia de membros nos ministérios falando e ensinando uma imensidão de heresias.

A primeira de muitas é a questão de mulheres ensinando dentro da Igreja. Já começo me defendendo, não se trata de misoginia, mas de aceitação incondicional ao que está na Bíblia. Ou seja, está dizendo nitidamente que a mulher não pode ensinar, que na Igreja deve estar em silêncio. É o que as igrejas deveriam fazer, ponto. Se fosse o inverso também, se estivesse decretado que fosse com homens deveríamos obedecer à risca.

Porém, algumas Igrejas estão descumprindo totalmente esse mandamento. Pior, ainda criticam a Bíblia e oferecem como defesa de argumentos o fato de o Apóstolo Paulo estar em outra época, outra cultura, outro tempo. Ora, se isso é assim, então, invalidou-se toda a Bíblia. Pois toda ela tem milênios. Esse papo de cultura, avanço, entre outros modernismos não entra no Evangelho, e quem quer segui-lo, o Evangelho, deve se abster do tempo presente e se apegar no único tempo que existirá.

Mas não para por aí. Há ainda diversas outras que explanarei nos próximos textos. Se você não concorda com o que escrevi e, tem argumentos bíblicos, fique à vontade para rebater. O que não aceito é esse papo de “outros tempos”, isso é palhaçada de quem já se desviou e não quer assumir.

A Bíblia não discrimina a mulher. A Bíblia mostra o seu papel. Não é papel secundário, porque pra Deus não existe isso. A questão é que o papel da mulher é diferente do papel do homem, na Igreja. As pessoas, hoje, com tanto ativismo e militância estão muito sensíveis. Tudo ofende. Eu se fosse mulher ficaria contente em não ter que participar do Ensino na Igreja, pois o julgamento será muito mais severo para esses. Principalmente quando ensinam tudo errado.

A mulher pode profetizar, pode pregar o Evangelho, é inclusive a única que conseguiu uma ordem direta de Jesus Cristo para todo o discípulo pregar em memória dela, Marcos 14,9. Não sei de onde esse povo tira essa acusação de misoginia. Somente por uma ordenança de não poder ensinar na Igreja? O povo está sensível demais realmente para as coisas do mundo, e insensível demais para com a Palavra de Deus.

Daqui a pouco vão condenar a Bíblia porque Deus nos fez macho e fêmea. Vão dizer que o certo era ter feito tudo macho e que esse negócio de fêmea foi preconceito. Quanta parvoíce. Ou será que alguns gostariam que todos fossem machos ou todos fossem fêmeas?
Se há diferença anatômica por que não irá haver diferença de obrigações? Ou será ainda que existem homens também falando ser preconceito o fato de não terem seios pra amamentar. Eu realmente só posso lamentar tanta besteira que estamos vendo nesse mundo “moderno”.

Publicado em: 14/02/2014
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8 comentários em “Heresias Evangélicas: Mulheres Pastoras (Republicação)

    1. Pois é, cara amiga. Uma lástima. Esse texto teve parte 2. Um monte de critica. Tive que responder, ele era de uma igreja que faz pastoreio feminino. Defendia abertamente. É sempre um risco dizer o que se pensa. Mas o importante é seguir em frente. Estou pensando se posto a parte 2. Acho que vou postar porque explico melhor. Abraço, ótima noite.

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  1. Seus textos são sempre instigantes e inspiradores. Fazem-me pensar sobre coisas que não me ocorreria nas CNTP, rsrs. No caso, fez-me pensar sobre o seguinte: pergunto a vc se poderíamos que a leitura da Bíblia equilibra-se entre dois pólos: o anacronismo e a literalidade. O que vc criticou – e, pelo visto, com boas razões para isso – foi a leitura anacrônica, que insiste em ler a Palavra com os óculos do séc. XXI e, com isso, deturpa o texto. Por outro lado, temos o extremo oposto, o de se prender à literalidade estrita. Creio que uma saída para esse impasse (estou falando genericamente, não no que diz respeito ao sacerdócio feminino), e que talvez fique bem no equilíbrio entre os dois pólos, seria atentar sempre às circunstâncias históricas em que o texto foi escrito (o que permite sua aplicação a realidades inexistentes naquela época) e ao uso de metáforas (o que permite expandir sua aplicação a situações não descritas literalmente). Vc, que entende disso muito mais que eu, diria que o caminho pode ser por aí? Um forte abraço, caro amigo.

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    1. Obrigado, Laércio. Seus comentários são tão ou mais que os textos. Mas presumo que não saiba muito mais do que você não, nem muito nem mais, e não é humildade, é desconfiança. rs. Até porque pouco falamos sobre isso. Contudo, eu penso que não é só leitura sem o conhecimento de contexto histórico, é leitura viciada mesmo, na busca da polêmica pela supressão do próprio contexto do texto em si. Engodo ou burrice. A literalidade representa menor risco, mas não deixa de sê-lo quando estrita. Não se pode ler o Apocalipse literalmente. Talvez trechos, e olhe lá. Boa parte dele estará explicado em Daniel. Que era o livro de cabeceira de Newton, né. RS. O que sei sobre como ler a Bíblia é o seguinte. Ela diz quando o texto é pra ser entendido literalmente. Ela mesma se explica. Ela mesma revela no Novo o que no Antigo estava oculto, como, por exemplo, a serpente ser a figura de Satanás no Éden. Quanto aos tempos, ela sempre é estranha ao mundo. Por vezes, motivo de intensas discórdias. Não é uma realidade desse século, mas de todos em que ela se assenta. Para procurar confirmar minha suspeita, cito quando Paulo fala sobre a mulher e a pregação, ele diz: não permito. Logo, proíbo. Se ele proibiu, é porque estava acontecendo, em sua época, era comum. Poderia até haver a favor de Paulo a experiência que deu errado. Ele foi é “politicamente incorreto” já naquela época. É o que o texto nos induz a pensar. Estava acontecendo dentro das Igrejas que ele formou. Costumes seculares que ele estava querendo abolir nas igrejas. Os mesmos que se veem hoje e são aceitos por falta de se ter Paulos. O mundo não muda tanto assim em relação ao comportamento adequado, ao que parece. Ou pode ser algo mais profundo. Deus escolheu aquele tempo pois ele seria o ideal em exemplos de doutrina pra todos os outros tempos posteriores. O que quero dizer com isso é a respeito de uma forte tendência dos meios cristãos de ler as escrituras sob a tábua de discussão: “outros tempos, outros valores, adaptemos!”. Isso é a morte da Igreja. A rigor, se entendemos a palavra como inspirada, naturalmente ela será atemporal por ter sido inspirada pelo Eterno. Logo, nada há em nossos tempos de importante para o crente que ela não tenha vislumbrado em doutrina. Sei que o assunto é polêmico por causa da Lei. Sabemos que há ordem para apedrejar adúlteros, por exemplo. Mas Cristo aboliu a lei? Não. Aboliu a punição capital pelo homem “religioso” por motivo moral. Não proibiu o estado de matar um assassino, pelo menos é assim que vejo. Sem deixar de convidar ao arrependimento (não peques mais) Nada mudou. Não é que a Lei ficou anacrônica ou que nossa leitura deva ser circunstancial, Cristo nos levou a isso pela sua atuação narrada na própria Bíblia. Mas Adultério continuou sendo pecado. E agora com promessa não de pedradas mas de fogo eterno. Acho que me estendi demais. Rsrs. Forte abraço, amigo.

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      1. Caro amigo, seu comentário é praticamente um novo artigo! Seus conhecimentos de teologia são impressionantes. Confesso que só tive a ganhar com nossas conversas: ganhei conhecimento de coisas que não conhecia, ganhei estímulo para idéias que noutras circunstâncias não teria. tem ali material farto para novos artigos. Por isso, algumas dessas nossas conversas eu copiei no pen-drive, para quando tiver um tempinho a mais tentar desenvolver, ver aonde mais é possível chegar levando adiante esses assuntos. É claro que, se um dia conseguir terminar isso tudo, darei o devido crédito ao amigo. Um forte abraço e um ótimo dia pra vc.

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