Artigos · Opinião

Sigmund Freud era burro, ressentido e preconceituoso.

Calma, ateu toddynho, calma… Se seus parceiros podem falar o que quiserem sobre Jesus Cristo, inclusive que ele era pedófilo ou que já voltou (transsexual e morreu espancado), ou ser colocado na vagina da Clarice Falcão para ser adorado por nós, cristãos, enquanto a “humorista” abre as pernas facilitando o processo, eu creio que tenho autorização para falar um pouco sobre seus deuses-homens. Freud, Sartre, Nietzsche, todos excelentíssimos burros. Esse último “matou” Deus enquanto morria louco. Obviamente, se Deus é a própria sabedoria, qualquer que tenta “matá-Lo”, irá matar sua própria sanidade. Mas é isso mesmo que você leu. No caso específico de Freud, por ora, posso também dizer que era ressentido e preconceituoso. O que dá no mesmo, pois todo o burro é. É uma obrigação lógica.

Lendo o “pai” da psicanálise (grande mentira, a psicanálise existe desde sempre) ele diz o seguinte em seu “O mal estar na civilização (mal estar dele e de outros que conheceu)”:

“Quanto às necessidades religiosas, parece-me irrefutável a sua derivação do desamparo infantil e da nostalgia do pai despertada por ele, tanto mais que este sentimento não se prolonga simplesmente desde a época infantil, mas é duradouramente conservado pelo medo ante o superior poder do destino.”

Esse pensamento eu conheço desde muito tempo. Só não imaginava que tinha o ilustre pai da psicanálise como força motriz. A necessidade infantil pelo paizinho. Proteção Paternal. Por isso os religiosos acreditam em Deus e vão pra Igreja cantar hinos e orar. E, a ele, esse raciocínio pareceu irrefutável… Fruto do desamparo, inicialmente. Por fim, medo ante o “superior poder do destino”. Talvez eu possa trocar por medo da morte e do sofrimento. Daria no mesmo, penso eu.

Não ignoro que há religiosos assim. Estes são justamente os que não creem dentro das igrejas. O simples condicionamento não é inerente da religião, mas do ser humano. Por que, pensam, que é exclusivo da religião? Essa ânsia pela demonstração de que o religioso é uma criança carente, ansiosa por amigos imaginários para se sentir protegida e dar sentido à vida, ignora minha experiência religiosa e a de tantos outros irmãos. Não adianta eu dizer: eu fui atingido por Deus como alguém é atingido por um raio. Eu não fui procurar proteção, pelo contrário, Deus não protege ninguém do sofrimento, Ele, na verdade, convida a sofrer: “Na verdade, na verdade vos digo que vós chorareis e vos lamentareis, e o mundo se alegrará, e vós estareis tristes…”

Eu busquei exatamente fugir disso. Com todas as minhas forças buscando a proteção do poder paternal no mundo. Um pai irresponsável que nunca diz não e que luta a todo instante para me dar prazer e gozo. Que tudo permite, que tudo aceita e que propicia aos não cristãos serem os deuses de si mesmos. “Faço o bem, sou bonzinho e blablablá, não preciso do seu Deus.” Donos do seus destinos, e cumpridores de todos os seus anseios físicos, instintos animalescos. Eu nunca quis Deus. Jamais. Assim como Adão, tudo o que eu queria era a fuga Dele. Provavelmente ainda quero. Mas não adianta dizer que tive provas irrefutáveis de Deus. Vi coisas assombrosas, espetaculares e impossíveis. Tive pedidos através das orações, não por dinheiro nem por motivos rasos, atendidos no exato instante em que me levantava delas. Vi no impossível a possibilidade dada pelo Criador. Um riso mediante ao desengano médico e racionalista. Deus se zomba daqueles que Dele procuram zombar. É irracional procurar ser racional.

Adianta eu dizer? Adianta eu mostrar? Não. Ilusão. Loucura. Imaginação fértil. Tudo pode ser explicado pelo horizonte implacável do racionalismo e da descrença. Naturalmente, um louco ou um fanático idiota. Mais um cristão imbecil conduzido como gado por pastores que querem seu dinheiro (as vezes que contribuí para a Igreja preenchem no máximo uma mão). E dizem: não preciso de Deus. Não acredito em Deus. Não quero Deus. E se eu disser: Deus também é o ar. Taparão a boca e o nariz para provar que Dele não se precisa? Duvido muito. E se disser outra coisa, que não é propriamente que não se acredita em Deus, mas Ele que nunca quis e jamais acreditou em alguns? Vai doer? Vão ficar magoados? Estão acostumados a Deus Amou, né? Mas e se Deus nunca amou alguns? Procuraram, não é? E nada. Ele não quis ser achado por esses, porque Ele é Quem acha quem e quando quiser. Não depende desses, depende Dele. Paulo já repetia, “… Pois diz a Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia. “ Porém, é mais gostoso de dizer para levantar o moral “não Acreditamos” do que dizer: Ele ainda não acreditou em nós. E é isso mesmo. Por três hipóteses óbvias:

Primeira, Deus não quis.

Segunda, Deus ainda não quis.

Terceira, Não quiseram ter quisto, mas quiseram e ainda querem sem serem quistos. Mimimi.

O que Freud produziu nesse excerto é justamente fruto da ânsia primeira da infância que o acompanhou durante toda a vida. Não raciocinou direito por ele ser deus e estar viciado em si mesmo. Deve ter tentado encontrar Deus, como O Criador não fez dele caso, partiu para a birra infantil. Foi espernear como a criança pelo doce na rua. Vejo-o pedindo sinais. Se Deus existe, caia uma estrela na terra. O tipo de sinal que se, Deus atender, o mundo se acaba ou a pessoa morre. Essa é a verdadeira análise. Seu pensamento está dependente pelo ressentimento e pela birra, pelo biquinho de procurar ter em Deus um Pai que passe a mão na cabeça e diga Meu Filhinho, estou aqui, faça o que quiser, e não encontrar esse “Pai”. Pelo contrário, encontrou O Pai dos Pais. Severo. Que diz: Eu Sou Aquele Que É! Ajoelhe-se pra falar Comigo! Resultado: choro, fuga, birra e busca pelo paizinho mundo que diz: meu titico bonitinho e pecador, quer um dinheirinho pra custear os estudos e comprar um livrinho novo? Quer um docinho pra adocicar sua vidinha? Fume um baseadinho e dê uma gozadinha. Quer dar uma gozadinha numa orgia? Quer ser o deus de si mesmo e se adorar?

Burro, preconceituoso e ressentido. Esse é o Freud. Pelo menos até onde li. Mas se não consegue atinar com as coisas mais simples, que se dirá das complexas? Pode ser que ao término, considere também um panaca e grande idiota. Uma criança mimada. E nada mais. Vou ler o resto pra rir mais. Não tenho medo da literatura propaganda ateísta em que ninguém pode duvidar da certeza absoluta prévia, porque foi produzida por deuses humanos, suas palavras permanecem pra sempre… Tenho medo e pavor da leitura bíblica. Porque esta é a verdade inspirada pelo Verdadeiro Deus. Verdade Nua e Crua. Lá serei constantemente espancado, como Filho, não como bastardo. Diminuído ao meu tamanho real, e impossibilitado do imenso prazer que se sente ao se adorar, adorando outros homens. Que é o que muitos fazem ao deixar de adorar a Deus. Alguns vão mais fundo, passam a adorar a bactéria e o vírus. O cuspe. O homem ainda é a mesma criança adâmica do Jardim, acreditando na mesma mentira milenar: (Gen. 3.5)

“Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus…”

E há ainda alguns dizendo que não compensa ser cristão. Que é chato. Sofrível. Quem disse que compensa? Quem disse que é “da hora”? Não fomos enganados, e nem você. Nunca refletiu no símbolo cristão? Não é o obelisco, é uma cruz, e dela escorreu muito sangue!

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16 comentários em “Sigmund Freud era burro, ressentido e preconceituoso.

  1. Fantástico! Simplesmente fantástico, creio que esse texto é o ápice do que vem acontecendo na sociedade contemporânea, o endeusamento de meros mortais que ousaram combater algo na forma da racionalidade extrema e absolutista enquanto refutam com argumentos amargosos a existência de uma Criador zeloso, preferindo acreditar no acaso.

    Parabéns por essa explanação tão feliz!

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    1. Obrigado, caro Felipe. Perfeita sua síntese. É exatamente esse o problema, os argumentos são amargosos e produzem um contrassenso ao que eles pregam: são irracionais. Fruto da mais clara manifestação do preconceito. Nomes, só isso, nomes. O Nome Freud é mais importante do que o próprio Freud. É visível a deificação de, como você disse, meros mortais. Forte abraço, ótima tarde e noite, caro Felipe.

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  2. Muitos procuram levar uma vida mansa, a mais fácil possível: viver na comodidade. Dizem não ter obrigação de servir nenhum “deus” advindo do imaginário de seres frágeis. Elegem-se deuses e por vezes tornam-se escravos do poder e de suas vertentes. Possuem a Verdade dentro de si, mas preferem tapar os ouvidos e cantarolar uma canção. Podem ver, mas não enxergam. Preferem os atalhos do que O Caminho árduo. Triste. Ótima abordagem, querido Waldir.

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    1. Concordo, querida Mayara. E ainda, não todos, procuram dizer que é fácil ser cristão. Eu vejo o contrário, pela facilidade, ninguém seria ou ousaria tentar ser cristão. Até agora esse é o grupo, quando pratica o verdadeiro cristianismo, mais odiado por todos os outros em toda a história da humanidade. E aí, esses deuses vêm nos encher. Vêm zombar, ridicularizar, provocar, insultar, blasfemar e por aí vai… Enquanto só querem a permissão eclesiástica pra gozar. Como se alguém tivesse proibido. A Marta desde muito já autorizou, não é mesmo. “Relaxem e gozem”. Obrigadaço mais uma vez. Forte abraço, e ótima tarde, querida amiga.

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    2. Exato, viver na comodidade. Não será por isso que essas mesmas pessoas só voltam à igreja quando têm um problema para resolver? Como se Deus fosse um balcão à sua disposição, mas perfeitamente dispensável quando está tudo bem. Suspeitemos desse tipo de “fé” que se move por puro interesse. Na verdade, não é fé, é puro interesse.

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      1. Certamente, puro interesse. Há um deus em alguns meios religiosos, é o empregado. Obrigado a perdoar, a enriquecer, a curar, a dar felicidade e a morte ou derrota dos inimigos. Esse não é pai propriamente, como disse é um funcionário, recebe ordens humanas. Obviamente, não é DEUS. Nessa mesma linha que você expressou, há homens, não sei de mulheres, que passam a vida toda “curtindo”, depois vão às igrejas casar com uma virgem dona de casa para lhes lavar os pés e cozinhar feijão fresco. Haja tipos né, amigo. Imagine nós com nossas filhas e um tipo desse. Boa coisa não ia dar… Forte abraço, amigo. Ótimo fim de semana.

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        1. Bela definição, o “deus empregado”! Pois é bem uma relação de trabalho que se estabelece: o “fiel” (leia-se: patrão) paga o “salário” (dízimo, orações, velas, promessas etc) e, em troca, espera o “serviço” feito. E, se não funcionar, troca de religião, ou de “deus”, ou seja, demite o “empregado” e contrata outro. Isso, francamente, não é religião e não é fé. Um forte abraço e uma ótima semana pra vc, meu caro amigo.

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    1. Obrigado pela leitura e ponderação. No entanto, não posso me responsabilizar pelo produto do elogio a Freud e aos que nele se apoiam. Foi uma constatação mediante à ignorância do próprio ao deixar por irrefutável que todos os religiosos o são pelo retardamento mental, pela dependência de amigos imaginários que têm por pais e do grande medo do destino mortal. Eu não sei de onde ele tirou isso, provavelmente da época em que era religioso… Abraço, e ótima noite, querida amiga.

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  3. Caro amigo, quanto à idéia de Freud, de busca infantil pela proteção do paizinho, não seria ela uma das causas do sucesso de caudilhos como Getúlio e Inácio? Não à toa, ambos foram cultuados como “pais” dos pobres… Um forte abraço e parabéns pelo vigoroso texto.

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    1. Exatamente. Concordo que governantes como pais seria um ótimo exemplo. Muito mais honesto e verdadeiro que no caso da religião. Poderíamos estender o que Freud viu na religião para o governo “eterno” como um deus, não acha que seria uma boa aplicação para certa esquerda? Veja que na sequência li de Freud, não nessas palavras, que a casa é uma tentativa de estar como que de volta à mãe. Rsrs. Nesse caso, poderíamos dizer que o governo é a teta da mãe pra alguns. Forte abraço, amigo. Ótimo fim de semana.

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      1. Bravíssimo!! Mas isso renderia um belo post! Suas analogias são perfeitas. E a metáfora das “tetas” do governo é antiga, agora porém amparadas pela chancela freudiana – ainda que involuntária, rsrs… Um forte abraço, meu caro amigo.

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