Microconto

Microconto O golaço que não foi gol – Quarta-Feira Criativa 16-03

Olá, queridos macroamigos. Essa semana a cabeça pensou que pensava em algo e surgiu um microconto de um macro (quase) gol golaço. Agradeço a leitura.

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O golaço que não foi gol

1970. Brasil X Uruguai. Em campo, Pelé! Tostão recebe a bola próximo do meio-campo. Carrega-a e, com uma visão raio-x, percebe a infiltração de Pelé. Lança ela rasteira. Sabe que ele vai chegar a tempo. Um cálculo mental que necessita da perfeição no uso da força aplicado à bola, esta não pode correr muito nem pouco. Instantes antes, Tostão e Pelé perceberam a brecha na zaga. O problema é que o goleiro notou-a e foi na intenção de preenchê-la. Sai do gol e até da grande área, dá de frente com Pelé e a bola que corre para a direita. Mas o cérebro de um jogador fora de série com instintos sobrenaturais desenha soluções aos problemas em milésimos de segundo. Pela sua inclinação produzida na corrida, não haveria como parar e ir para a direita sem que a jogada se perdesse. Finge, então, conduzir a bola enquanto corre, mas deixa ela passar e vai na direção contrária. O goleiro está desnorteado, não sabe se segue a bola ou Pelé. Tenta mesmo a falta. O rei está metros à frente. Tentando reconduzir o corpo na direção da bola. Encurtou a distância pelo raciocínio rápido e o físico privilegiado. Chega a ela com disposição e velocidade absurdas. Nesse momento, um zagueiro está indo à linha do gol. Pelé está quase de costas para onde deve chutar, a bola foi muito na direção contrária e seu corpo do mesmo modo. Ele gira, chuta e cai. Buscou o canto esquerdo pra se livrar do zagueiro. Não houve gol, mas foi um golaço. Virou tema principal de Livro. E é lembrado até hoje.

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5 comentários em “Microconto O golaço que não foi gol – Quarta-Feira Criativa 16-03

  1. Interessante alguns “quase gols” de Pelé são mais célebres que muitos gols feitos e sacramentados. P.ex., além desse do drible da vaca, que vc descreveu, tem aquele chute de meio de campo que passou rente à trave e a cabeçada defendida por Gordon Banks.

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    1. Verdade, Laércio. Esse do Gordon Banks, creio que o mérito foi mais do arqueiro. Que defesa espetacular. Nunca vi defesa igual. Eu pensei até no uso drible da vaca, mas foi outro em minha opinião. O da vaca consiste em lançar a frente. Ele nem toca na bola, é quase que um drible psicológico. O goleiro fica tão surpreso que tenta, como disse no texto, a falta. Na cara do juiz. Tal é a frustração de se ver humilhado. Um drible espetacular. Digno de prêmio. O Edson deixa pra lá… Mas o Pelé era realmente um gênio.

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