Pensamentos

Compensa ser honesto, íntegro? (Republicação)

A decadência moral, ética e de princípios no mundo faz muitos se questionarem se realmente compensa ser honesto, ser íntegro. Diante de tanta corrupção, roubo, traições e enganos que testemunham do justo juízo de Deus que virá certamente, o homem que se propõe ser reto entra em conflito consigo mesmo. Contudo, o enfoque a meu ver é errôneo. Pois tal homem seria com razão chamado de miserável se fizesse o bem esperando compensação futura. Quiçá compensação nessa existência.

Não importa se você nunca traiu sua esposa e foi traído, não importa se nunca roubou e é constantemente roubado. Não importa se de todo o bem que fez ao amigo íntimo recebeu em troca a bofetada ou a indiferença. Você foi honesto, fiel e íntegro a Deus primeiramente e, em segundo lugar, a si mesmo e à sua própria consciência. Dormirá no sono do justo, de maneira merecida. Não será golpeado pelo sentimento desprezível e sofrível do remorso.

Não busque a compensação no que você faz de melhor. Nem mesmo a propaganda. Não busque o elogio, o reconhecimento. Busque ser alguém sem arrependimentos. Busque ser alguém que pode dobrar os joelhos a Deus e agradecer em vez de sempre pedir perdão pelos mesmos pecados sem saber se receberá. Deus não tem por inocente o culpado. Seja inocente. Nada pode pagar ou se assemelhar ao valor que é o Agradar o Pai da Eternidade, O Altíssimo.

Ainda que ninguém enxergue, Deus vê tudo. Sabe da sua conduta, da sua integridade, da sua luta e do seu sofrimento. E se sofre por ser o que é, isto é, alguém que foge do mal todos os dias, ainda que caia muitas vezes, mas que busca sempre o bem de todos os que o rodeiam, mesmo dos que o detestam, saiba que não está sozinho. Você está junto de milhares e milhares de santos. Que não tiveram cuidado da própria vida, e na terrena não tiveram paz nem mesmo para comer. Quando não passavam fome por amor da sinceridade, por amor do Evangelho.

Olhando pela carne, pelo olho mundano, realmente não compensa ser honesto, ser íntegro, ser cristão. Mas saiba que um milhão de vidas que querem o mero aplauso, que buscam o conchavo e o agrado, que vivem da iniquidade e pela iniquidade e anseiam pela gratificação e recompensa, não valem um terço da sua alma. Branca e branqueando cada vez mais. E, se pensar em recuar, lembre-se do que o escritor aos Hebreus pela inspiração de Deus nos deixou:

“Mas o justo viverá da fé; E, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele.” Hebreus, 10:38.

Publicado em: 06/11/2015
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10 comentários em “Compensa ser honesto, íntegro? (Republicação)

  1. Um texto que fala sobre conflitos, realmente muito bom, muito embora eu não acredite em um humano cem por cento íntegro e honesto. A bíblia é clara quanto a questão da traição, usando o mesmo exemplo do texto: Se você desejar em seu coração já adulterou. Mas daí podemos dizer que a integridade e a honestidade é a Deus e não ao outro, e como ser íntegro e sincero a Deus se não somos ao outro, já tendo não sido em seu coração? E a quem confessar os nossos pecados de pensamentos? e como não pensar o que se está pensando? Como não desejar o que se deseja?Então sendo assim, não rebatendo em nada suas paravras, apenas refletindo, tudo se resume à GRAÇA , o que é justiça aos injustos, perdão aos pecadores, salvação aos dignos de morte. Estou lendo “Tudo pela graça” do Spurgeon , linguagem simples, recomendo. Bju

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    1. Cem por cento honesto e íntegro existe para com o outro, para com Deus, ninguém. É isso que a Bíblia garante, pelo menos assim que eu entendi na minha ignorância teológica. Não vejo, por exemplo, como uma mulher ou um homem possa fazer mal a outro por pensamento sem a ação. O que vejo de Cristo naquele contexto era mostrar ao homem que diante de Deus ninguém pode se justificar, e que é imoral julgar o próximo quando se quer adulterar ou roubar e não se consegue talvez pela falta de oportunidade ou por outro motivo que não o Temor a Deus. E enquanto isso julga o que adulterou e o que roubou e o condena. Ele trouxe o interior camuflado em religiosidade fingida. A tradicional hipocrisia. A Graça é tudo, é nossa salvação. Mas Deus há de julgar cada um segundo as obras. Logo, A Graça salva se e, somente se, o agraciado estiver disposto a dar valor a ela sendo para com outros honesto e integro. Abraço, Abá.

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  2. Entendi sua colocação, no entanto ainda a considero frágil. Vejamos: A bíblia não garante que sejamos podemos ser íntegros e honestos cem por cento para com o outro, mas incentiva-nos a buscarmos isso. Não é a questão fazer mal ou não ao outro, estamos falando de integridade, logo entende-se que falamos de completude, ou seja, corpo, alma e espírito e não apenas corpo. Acredito que há pessoas que se empenham muito em ser honestos, talvez chegue a cem por cento, entretanto se vamos estudar o homem em sua integridade, vamos encontrar um ser decaído e que por si mesmo não resistirá. Ora, se não conseguem ser honestos a Deus que é santo e perfeito, como seriam ao outro?O homem pode por ele mesmo não pecar? Se me disser que sim, então concordo que existe alguém cem por cento íntegro, logo aquela palavra em romanos que diz que todos pecaram e não houve um só justo é tola, aliás, porque mesmo Cristo se entregou a cruz, se alguém com natureza pecamisosa conseguiu ser Íntegro e Honesto? Reitero afirmando que não poderemos ser íntegros nem com o outro e nem para com Deus completamente, o que não impede que sejamos salvos, porque a salvação vem pela fé, através do arrependimento genuíno e a justificação pela graça, através do Jesus. Obviamente não para todos, mas para aquelçes que Deus determinou, de modo que nenhuma gota do seu sangue foi derramado em vão.

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    1. Querida amiga, você está confundindo uma coisa com a outra. A fragilidade aí é de aplicação. Há vários exemplos de homens íntegros na Bíblia. Jó, por exemplo no AT. Nicodemos no Novo. Se procurar, há diversas mulheres íntegras. Maria é uma delas. Você inverteu a sentença de João que era se não podemos amar ao próximo a quem vemos… para algo como se não podemos amar a Deus a quem não vemos… A morte de Cristo tem significado na nossa incapacidade de sermos justificados diante de Deus pelas obras. É redenção. Trata de assunto diverso do texto e do meu comentário. Falha de intelecçao sua. E é graça. Isso nada tem com comportamento. Poderíamos ser perfeitos como Jó foi para com o outro e não adiantaria. Há um abismo entre ser justo a Deus e aos homens. Mas podemos ser mais justos diante de Deus sendo integros ao homem. Paulo e todos os escritores biblicos falam disso, em como ser íntegros e agradar a Deus pela integridade aqui na terra para com os outros. Toda a fragilidade está no seu raciocínio que precisa atinar para a diferença de aplicação entre Deus e o homem. Obviamente isso diante de Deus ninguém jamais será perfeito. Para com o outro, é não só possível como obrigação cristã generalizada. Abraço, amiga. Ótimo dia.

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      1. Obviamente que o texto fala sobre o amor, como vc citou,mas veja que fiz uma simbologia, se não amamos, como podemos ser íntegros? Entende? Assunto extenso, entretanto é uma janela ligada a uma parede. Ação e reação. Pecado e perdão e graça. Tudo interligado. Jó é um livro poético e já comentei uma vez contigo de onde veio a história, historicamente provada. Até o próprio Paulo se você observar bem tinha várias falhas de personalidade, imagina nós outros…ssr…Mas enfim, o texto é de excelente qualidade. Abç e até.

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        1. Eu vejo o texto falando mais de conduta, Abá. Amor tem outra direção. Mas a interpretação textual é do leitor, errada ou certa, claro. O seu comentário está direcionado a impossibilitar a meu ver a integridade para com o outro mediante a impossibilidade de ser justo diante de Deus. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Jó é um dos livros mais contundentes da Bíblia a afirmar que o homem pode ser justo diante de outros homens. Ele inclusive afirma que Jó era justo sem meias palavras. Historicamente, na sua citação anterior quando discutíamos a respeito do livro de Jó, você não me provou nada ou teólogo algum, apenas falácias teóricas. Aliás, a teologia tudo supõe, nada prova. As bases teológicas que põem em dúvida não só a autenticidade como também a datação e autoria são variáveis de acordo com o vento. É evidente que há os que afirmam isso ou aquilo, quanto às provas, nada mais que conjecturas bem (aí sim) frágeis. Pra não dizer infantis. Paulo tinha falhas de personalidade, evidentemente. Todos têm. Não estou dizendo novamente que há perfeição diante de Deus, mas que pode haver perfeição de conduta para com outros semelhantes. A rigor, o que ocorreu novamente é a falha da aplicação exemplificativa. Abraço e até.

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  3. Era esse o artigo que vc anunciou noutro comentário? Acho que sim, pois vem bem a calhar com aquela nossa conversa. Já o copiei para ler melhor em casa e citá-lo quando (se!…) eu terminar alguma coisa sobre aquele assunto, que deu muito pano pra manga.
    Enfim, já passou – e muito – da hora. Vou pra casa. Meus sinceros parabéns pelos recentes posts, todos excelentes. Bom fim de semana – especialmente o domingo, que seja o ponto de virada disso tudo. Um forte abraço e até a volta.

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