Crônicas · Série

Eventual – Onisciente e Pontos Finais.

eventual

Eventual – Apresentação

Eventual – Entradas

Eventual – Um eu não eventual

Eventual – O garoto pensa e fala

Eventual – Sugar Daddy

Eventual – Eventual Efetiva

Eventual – Dona Casmurra


O contato dos corpos amantes que por muito tempo se desejam sem o dar-se e o ter-se produz como que uma explosão. Esta leva tudo aos cacos e pedaços. A vontade última em ambos é despedaçar. São assassinos não um casal, em clara tentativa de homicídio. Mordidas, gritos, empurrões. Quer-se matar o parceiro ou parceira, mas também se morrer. Homens e mulheres bomba. Terroristas do leito.

É tentativa de suicídio. Ninguém sai desse contato sem se machucar de propósito. O que se deseja é o machucar-se enquanto machuca. A produção de hematomas que dos ferimentos são medalhas. É uma guerra; a morfina não é desejada. Chupões, unhas quebradas, torções nos pulsos, pancadas em quinas, paredes e móveis e a produção de gritos desesperados e tão angustiados quanto os do moribundo é tudo o que se almeja.

É uma briga. Tapas, prévias de esganação, imobilizações e mobilizações, arranhões, puxões de cabelos, rasgar furioso de peças íntimas. Os duros e frenéticos impactos de um corpo lançado no outro com todo o peso e sem dó, quase com raiva, industrializados em comum acordo, ainda que de tal esforço seja possível quebrar uma costela, é o que se quer. Sem deixar de lado o revezamento. Um lutador que aceita apanhar durante minutos para que depois seja a sua vez de bater.

É brutalidade. Quase sempre, quer-se mesmo aleijar. Deixar por dias um dos pertencentes ao par sem poder andar direito. Ninguém estará infeliz se isso acontecer consigo mesmo. É que a dor e o incômodo sentidos no futuro trarão a lembrança do prazer que deles se obteve. Bônus e ônus. Não será de todo inimaginável que tal pessoa consiga rir-se enquanto chora de dor.

É o exato oposto de amor. “Fazer amor” é um insulto. Injúria, calúnia e difamação. Não tem nada com amor. Ainda que duas pessoas se amem com o amor mais sincero que exista, quando estão unidas na busca do prazer o que se tem é o desejo animalesco. Os sons denunciam a irracionalidade. A existência do afeto e do cuidado é formalismo que não muda nada por causa da finalidade informal. Um tiro na cabeça sem tortura resulta na mesma morte do assassínio brutal. Em dado momento, tudo o que importará será esfolar-se e esfolar. Gatafunhando-se na folha lençol.

Muitas querem e desejam. Querem que alguém as ame loucamente para depois deixar de amá-las na cama e usá-las enquanto elas também se usam do vórtice pra chegarem ao grito ensurdecedor. Alguém que as catapultam ao chão e as ponham a espernear como loucas, e elas tentam o mesmo com os parceiros na procura das variações que retomam o controle ou o dão. Mas muitas não têm, e se ocupam em ver as que têm com um estralar de dedos. É a infelicidade que cria a voyeur, a fofoqueira e a amarga.

Sexo não é parente do amor, é da fruição e dos fluidos. No sentido espiritual, é a quase psicagogia. De sua subtração a existência de tantas infelizes física e espiritualmente. Falta de fruir e evocar os gemidos dos pais, avós e tataravós. De destruir um apartamento inteiro. De bater e apanhar na cama, saindo dela estraçalhada, gozosa e gozada. Disso também surgem todas essas viciadas em literatura erótica como Cinqüenta tons de Cinza entre outros rótulos. Querem homens que sejam homens e digam o que fazer, como dar pra receber. Só os encontram nos livros. Na realidade, poucos são os homens de verdade. A maioria está usando calça enfiada no rego mostrando o bumbum empinadinho. Mais fácil será achar um homem disposto a ser a mulher para a mulher ser um homem. Este é o nosso mundo, das mulheres homens e dos homens mulheres. O problema é que nenhuma mulher pode ser homem e vice-versa. O resultado é todos sendo o absoluto nada.

Nem todas se desesperam. Há certamente as que estão achando homens em outras mulheres. Esse pode ser o futuro que já foi centenas de vezes passado e no fogo. Desistir de procurar homens e encontrar uma Fabíola, vulgo Fabão, ao que poderão, talvez, ser felizes para sempre.

O que se pode dizer até aqui do eventual efetivo é que todos eram infelizes, cada um a seu modo. Mais ainda, pode-se dizer que todos são apenas um. De certa maneira, ninguém é feliz por ser quem se é. Dá no mesmo dizer que se é o que não se quer ser. Daí provém todos os erros e infelicidades, do querer ser outro eu. Ninguém se contenta com o que se é nem com o que se tem. O jovem quer ser velho, o velho quer ser jovem, a mulher quer ser homem, o homem quer ser mulher. O brasileiro quer ser americano e o americano quer ser Odin ou Thor.

Mas esqueçamos tantos eus. O que pretendo fazer aqui é terminar. Não me culpe se dentro disso houve algum julgamento de valor. Todos fazem. Todos! Alguns escondem bem, outros nem se dão o trabalho. E há ainda pessoas como eu que fazem por acidente. Sem querer. O que faço e farei, contudo, é firmar o compromisso: direi a verdade, nada mais que a verdade.

Carmem, a bibliotecária, suicidou-se. Pra ela não houve nenhuma Fabão. Jogou-se de uma ponte e acabou. Foi muito tempo depois, mas foi. Por quê? Pode-se dizer que por causa da solidão. Não. Os culpados foram Nietzsche, Sartre, Camus, Kafka, Woolf e etc. junto com a solidão que vem deles. Nem se pode contar quantos se mataram por esse mergulho literário. Se ela tivesse optado pela leitura da Bíblia, por exemplo, estaria viva. Não só viva, estaria salvando vidas. Mas tinha grande preconceito contra a religião e religiosos. Enorme preconceito. Chamava-os todos de mulas e bestas. Quem a persuadiu foram os mesmos já citados anteriormente e outros. Os problemas da maior parte da produção literária e filosófica dos dois últimos séculos são estes: solidão, putaria, demência, egoísmo, ateísmo da intolerância e de estado, sofrimento proposital, blasfêmia, burrice e loucura. Tudo isso eu empresto pra criticar o que detesto como se fosse um elogio e como se gostasse. Qualquer que se coloque a ler autores com seriedade dessas épocas, os lustrados pela academia, corre o enorme risco de se matar, ficar louco ou muito burro. Claro que na ordem inversa.

Arnaldo, o velho safado e cafetão não morreu. Continua por aí comprando mulheres. Este é o trabalho de desgraçados: desgraçar! Eles sempre justificam a maldade com: “isto é assim desde sempre. Não estou fazendo nada de mais. Estou é ajudando etc”. Se alguém disser a ele: você podia fazer caridade, pois fazem isso desde sempre. Cuidar dos seus filhos, suportar a velhice da sua mulher – canalha! – porque também fazem isso desde sempre, não surtirá efeito. Pelo motivo evidente que a velhos assim o que importa é o desde sempre do mal, da leviandade, enfim, de tudo o que é pérfido.

Sobre a Vivian e o Waldir, deixo ela terminar o que começou. Seria uma grande injustiça calar sua voz quando os queridos e pacientes colegas, poucos, mas, qualitativamente insuperáveis, querem minha ausência por causa da intrepidez. Quanto ao que a bibliotecária viu e pensou, ela estava certa. Sim, combinaram. Sim, foram direto para o motel. Sim, fizeram de tudo. Apliquem-se os primeiros parágrafos ao que aconteceu. Não pretendo falar, falar, falar. Mas não sou copista machadiano pra deixar a dúvida no ar. Por isso falo o que falei. Saio agora de cena para ler o que Vivian tem a dizer.




Vivian e seu Ponto Final

A vida é feita de encontros e desencontros. As pessoas entram, transitam e saem. Somos todos construções e desconstruções uns dos outros. Forjados pelo choque, pelo olhar, pelo toque. Pelas palavras, abraços, sorrisos, conflitos e lágrimas. Mas tudo cessa. Tudo se desintegra. Tudo se acaba! O que entrou e nos transformou saiu destruindo quase tudo. Algumas vezes, tudo. Mesmo que tentemos por meses com todas as forças não deixar acabar, é impossível conseguir. Não há como voltar atrás. Ao que éramos enquanto os outros eram. Esses anteriores ficaram no passado. Na lembrança de algo que não é. O que somos agora é o resultado dessas escaras dadas pelos que cruzam nossos caminhos. Indeléveis. Vamos sobrevivendo e caminhando não porque haja em nós força, honra e perseverança. É só que temos que ir. Empurrados pela necessidade e pelo tempo. Impelidos pelo ganho e pela perda. A lembrança também cria o esquecimento. Rapidamente a despixelização faz seu trabalho de borrar. Deixamos de sentir amor e mesmo ódio. Tudo é como se nunca tivesse sido. Mas o vazio permanece crescente e crescendo.

Ninguém é proprietário de outro ser humano. Ou pelo menos não deveria tentar. Eu não era dona dele. Arnaldo não era meu dono. Nós três nos usamos. Cada um pensando estar tirando maior proveito. São assim construídas as relações. Nos apaixonamos por alguém que acreditamos não merecer. Queremos o que consideramos impossível e inalcançável. Uma vez vislumbrada a possibilidade, vamos nos desapaixonando até que nos apaixonamos por outra pessoa, e desta forma sucessivamente até morrer. Isso se deu com os dois. As lembranças são o que nos resta. Sou uma sobrevivente. E fiz o garoto ser também. Arnaldo já morreu faz tempo, só não descobriu. Morto no presente sem passado e sem futuro. O garoto está furioso, fiz o ano acabar junto com o seu coração. Desconsolado. Odeia-me amando porque não permiti que futuramente amasse me odiar. Ele ainda não alcançou o grau de compreensão dos adultos. Está chegando lá. Um dia vai entender que fiz o que devia e não o que de mim se espera, afinal, não sou nem nunca fui ignorante. A distância de idade nunca permanece a mesma. Dos trinta e quatro para os dezessete são cinquenta. Dos quarenta e quatro para os vinte e sete são cem.

Nenhuma mulher merece envelhecer. Ver-se definhar e ser vista neste estado. Ao homem isso é honroso, preferível. Não para nós. Não pra mim. Não é pela vaidade, é pela verdade. Nós somos o belo. Somos a alma da poesia. Não fomos feitas para perder o viço, o brilho. Porque isso é ser mulher em sua plenitude: brilhar e encantar. Um homem vai sendo Homem enquanto caminha para o seu fim. Conosco se dá o inverso. Vamos deixando de ser mulheres! Somos um empecilho para todos quando em nós a beleza desaparece. Já não há mais versos dedicados, mais serenatas, mais olhares estupefatos e embasbacados. Junto com a degradação da beleza feminina se perde a ilusão da imortalidade no mundo. A roda que faz ele girar. Não é só a beleza que desaparece em nós, vamos desaparecendo junto com a beleza.

Ele estava indo ao seu ápice, caminhando para o topo. E eu já vinha no declínio, embora suspirando os últimos arroubos do belo. Teimosa até pra envelhecer. Experimentei e gostei. Mas não gostaria que a imagem primeira fosse se perdendo. Que a sua musa, objeto de conquista impossível, se transformasse na velha, na idosa. Ele ia relutar para aceitar. Sei que os homens são contumazes. É característica masculina a insistência no erro. Ainda assim, mais cedo ou mais tarde iria se ver obrigado a me deixar. A mim e a menopausa. A mim e a inexistência existente. Não vivo de ilusões. Não acredito em contos de fadas com finais felizes. Também não vejo como o auto-engano iria me ser útil.

É claro que me apaixonei. Gostei de me apaixonar de novo. É sempre gostoso, intenso e revigorante. Uma ilusão bem-vinda. O sabor da vida fica dulcíssimo. O sol é mais amarelo, o céu é mais azul. As estrelas têm um brilho mais intenso e o orgasmo é Orgasmo. Por isso optei por sair no auge. Antes da tempestade e da ventania. Antes que fosse engolida pelo Amor de verdade. Que traz a rotina desejada. Finalizando na dependência. Em não mais poder viver sem olhar os olhos, ouvir a voz, sentir o toque, beijar a boca e acordar agarrado.

Sofro de qualquer jeito, eu sei. Mas escolho o sofrimento menor. Aquele do abandono que suscita a indiferença, quando no convívio, desprezo e fujo. Melhor estar agora com o sofrimento da questão sem resposta. De como seria se tivesse sido. Porque é nesse ponto que sofro menos do que se soubesse que foi e já não é mais nada!

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6 comentários em “Eventual – Onisciente e Pontos Finais.

  1. Boa noite WLD. Gostaria que soubesse que leio todas as suas produções. Por que não as comento? Ora, porque as suas produções são noticias cruas e nuas de personalidades, fatos, atos e situações postas a sua palma da mão para o seu leitor ver, sentir, gostar, não gostar, admirar ou torcer o nariz. Emana do que escreve uma matiz muito grande de sabores textuais e a sua linguagem não é de forma alguma comportada ou água com açúcar e creio que reflete muito o seu temperamento pessoal. A maioria dos seus escritos sempre me passam a idéia de um rio tormentoso a dizer a quem dele se aproxima: “Olha, eu sou assim viu? ” Ao meu olhar, o sexo violento e agressivo apenas reflete a necessidade de se dar e receber, de dois amantes. Eu o vejo como uma rosa, que apesar de linda, tem espinhos. A violência do coito, à vontade de não só a penetração, mas também a relação de se dar célula a célula dos amantes em busca do um só corpo e a glória do gozo máximo e divino de dois anjos carnais. O sexo por sexo é por assim dizer, um “fast-food” regado a refrigerante comercial. Em ambas as situações à observação de quem vê, o sexo é agressivo, porém aos participes, um é entrega e o outro, pouco mais que um onanismo. Talves seja esta a nossa diferença em diversos olhares de fatos. Sua escrita tempestuosa sempre coloca em cheque nossos conceitos e muitas vezes em trechos, não é agradável de se ler, como algumas realidades das ruas não são agradáveis de se ver. Porém, é de se saber que é o WLD quem escreve, e este, sempre coloca o inusitado à porta do leitor.
    Grande abraço nobre escritor.

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    1. Querido Athos, fico feliz e extremamente lisonjeado pelas suas leituras, é um enorme prazer. Preciso apenas dizer, caro amigo, que você vê nos escritos características da personalidade do autor. Está errado? Sinceramente, eu não sei. Eu conheço e reconheço que esta é uma disciplina da crítica de longa data. Não sou totalmente contra a análise sobre essa tábua de sustentação. O problema está em quem e em como se segura a lupa. Há pessoas sem qualquer preparo psicanalítico ou mesmo literário que se mete a ver no autor de um texto o que nunca existiu. E isso vai longe. Como já conversamos, você crê que esse trâmite da opinião imbecil precisa ser veiculado, até como fator de denúncia contra o “infrator”. Eu penso diferente por ter lidado com muitos idiotas. Eles me fazem mal, e quero que se explodam, sem faltar com a verdade. Sobre o texto e a parte Onisciente, confesso que também não foi fácil escrever alguns trechos. O querido amigo, creio que comum a nós, Miguel, disse em um desses episódios que não se meteria a escrever em primeira usando alguém tão distante dele. Felizmente, houve muitos que me entenderam. A questão sexual forjada pelo discurso amoroso me parece exagerada. Arriscaria dizer que é até anti-bíblica. Mas não gosto de decretos. E, acho que você já percebeu, meus textos contêm inúmeros decretos. Não acho justo me meter no alheio sem procurar provocar-me. O outro deve ser realmente outro. Voltando à questão da minha escrita que pode estar mostrando o meu eu, acho que esse tipo de julgamento não cabe a mim. Se perguntado, eu discordo veementemente. Por causa da intenção literária. A bem da verdade, sou um total conservador. Socialmente, Procuro o comedimento. Quando escrevo estou na sala secreta. Onde tudo é válido e permitido por mim mesmo. Se o texto que escrevo é ficcional, procuro que seja de fato. O que se vê é o que eu disse, o julgamento de valor moral está implícito e explícito em todos os textos de todos os autores. Mas julgamento de valor moral não é personalidade mas opinião e posição. E escrever nem sempre é ser. No mais, agradeço suas opiniões. Discordando ou não. Elas são baseadas no respeito. Grande abraço, meu amigo. Tenha um ótimo domingo.

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  2. Waldir, eu havia li esse texto pelo menos três vezes desde o dia que vc postou. Tem algo que o Athos disse que eu concordo.Você consegue impregnar em cada texto sua personalidade como escritor.O que considero surpreendente. Enquanto muitos escritores estão buscando seu caminho, sua marca, você não, você já conseguiu criar seu perfil, de modo que, eu reconheceria um texto seu em qualquer outra página, mesmo sem autentificação.Outra coisa que me chama atenção, além disso é a filosofia, as ideias aparentemente camufladas nas frases que nos trás certa inquietação, estimula o pensamento e reflexão. Por exemplo, os cinco primeiros parágrafos deste texto.O carnal e o divino; o real e o surreal; o bem e o mal; a reação e a inércia….o que ultrapassa e muito os limites do corpo.É a alma. Mas a alma é o corpo.O corpo desalmado e que ama demasiadamente. Eu gosto disso. Quiçá, todo escritor nos trouxesse essas possibilidades. Não. Não digo por generosidade ou bondade ou educação. Eu não sou uma pessoa generosa e muito menos boa, tampouco tenho etiquetas. Sou realista e falo como sinto à primeira vista, no caso, à terceira vista, porque por algum tempo fiquei procurando as palavras certas e puts, talvez não tenha encontrado.Só queria mesmo dizer ficou excelente. E tenho dito! Meu beijo.

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  3. Ah, minha cara amiga. Fico imensamente grato pelas palavras todas. Um grande prazer me invadiu ao ler tudo isso. Tudo isso ocorre porque tenho leitores preciosos como você e os outros caros colegas. São leitores excelentes, com uma capacidade de intelecção textual acima da média brasileira e talvez mundial. Até por serem todos escritores também, e isso é uma maravilha. Por causa de vocês, surgem esses ecos, porque sabem ler e compreender. Suas palavras me enchem de orgulho e me são estímulo grande pra continuar. Obrigado mesmo, cara amiga. Forte abraço e ótima tarde. 😀 😀

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