Vídeos

Vi. Reparei.

Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.
José Saramago

Anúncios

14 comentários em “Vi. Reparei.

  1. Caríssimo, o que vou dizer vai soar como uma heresia mas… na minha opinião, essa frase só se sustenta pela autoria e por ser a epígrafe do Ensaio sobre a cegueira. Isoladamente, a rigor, ela é de uma trivialidade sem par, trivialidade essa que só ficaria evidente a todos se fosse escrita por um anônimo. Mas como é de um medalhão, assume o ar de grande reflexão… Não acha? Ou será que vi e não reparei? rarará! Um forte abraço e uma ótima semana pra vc

    Curtido por 1 pessoa

    1. Bom dia, caro Laércio. Concordo que, isoladamente, ela é trivial. Chamaria até bestial. Mas abaixo dela há um videoclipe de uma das maiores bandas do heavy metal que os States já produziram. Aliás, foi por esse videoclipe que vi e reparei numa prostituta que mora num motel junto com sua filha. Por isso o “vi e o reparei”. Porque estamos acostumados somente a ver, mas não a reparar. Em suma, achei o livro bastante ruim, com a epígrafe e tudo. O filme é pior ainda. E a rigor, não sou lá muito fã de Saramago. Mas acho que fiz a ele um favor em colocar sua frase óbvia num clipe pra lá de excepcional. Abraço, amigo. Ótima semana.

      Curtido por 1 pessoa

      1. Ah, então vc salvou o Saramago, rsrs. É que aqui no serviço não dá para assistir ao vídeo. Sabe o que cheguei a pensar, depois que escrevi o comentário? Devido ao título que vc deu, pensei que era uma armadilha, vc queria ver quantas pessoas elogiariam a frase, mas que vc queria era ver quem a detonava, rsrs. Aliás, pensando mais agora, note que como epígrafe é ainda maior a trivialidade dela. As melhores epígrafes são as que têm uma relação não tão óbvia com o conteúdo. Caríssimo amigo, um forte abraço e uma ótima semana pra vc também.

        Curtido por 1 pessoa

        1. Rsrs. Acho salvar um tanto forte, caro amigo. Não se pode salvar quem não acreditava estar perdido. Favor estaria dentro de uma maior coerência, até pelo contexto do favor que o Metallica fez a Bob Singer, trazendo de volta à tona a excelente canção, provavelmente lá de 1973. Não se trata de armadilha. Não estou caçando ursos, veados, rolas ou periquitas no WP. A propósito, sobre sua opinião da trivialidade numa epígrafe que tem relação direta com o conteúdo, discordo. O que vejo é sempre a tentativa da fuga do óbvio gerar outro óbvio. A quebra do comum é absolutamente comum. Sempre tive preferência pela simplificação do que é complexo. Isso não quer dizer que o complexo se torne simples, mas simples de entender. Favorece-se a clareza do passar a mensagem que se quer passar. Quanto ao simples tornado complexo, repudio. Pois não ficará profundo (para inflar o ego do autor que é raso), ficará apenas ininteligível. Já há muitos fazendo isso. Deixo a esses o encargo de dizer nada pretendendo dizer muito enquanto outros acreditam. Abraço, amigo. E obrigado pela oportunidade de dizer o que já havia sido dito.

          Curtido por 1 pessoa

          1. Quanto a essa fuga do óbvio, o que vc retratou infelizmente também é muito comum, que é a cultura de verniz, de ostentação, que se contenta em demonstrar aquilo que não é: complexa. No mais, observo essa tendência em relação a títulos de livros. É uma coisa que me irrita. Há uma mania de achar que título bom é o que não permite vc descobrir do que se trata o livro. Pode até ficar curioso, mas dificulta demais a vida de quem, numa livraria ou biblioteca, resolve garimpar nas estantes os livros sobre determinado assunto. É um saco. Mas vamos em frente. Abraço, meu caro amigo.

            Curtido por 1 pessoa

            1. Verdade, Laércio. Veja que num curso sobre contos isso era ensinado como estratégia para chamar a atenção do leitor. “Nunca faça títulos óbvios.” Veja como é um padrão, caro amigo. A fuga dele. Uma vez no RL recebi uma crítica de que o título do texto nada tinha com o conteúdo. O leitor ficou tão furioso que ameaçou não mais me ler. De fato não me leu mais. Eu fiquei ainda mais furioso com ele. Porque havia coerência, mas ela estava implícita. Depois eu pensei bem, o leitor estava certo. Pra que mascarar o que quero dizer? Por que não dizer logo e pronto? Alguns acreditam que vestir o texto para o leitor desnudá-lo é fazê-lo pensar. Eu já acreditei nisso, não acredito mais. Não é fazê-lo pensar, é fazê-lo descobrir. Nada mais. E é pra mim comum descobrir o oculto na leitura truncada e perceber que muitos outros já haviam dito aquilo sem qualquer pudor e de forma muito melhor. Off: Já pensou em fazermos um post de nossas conversas, se um dia quiser falar sobre isso. Podemos escolher um tema. E “brigar” conosco enquanto postamos provocações generalizadas. rsrs. Poderíamos começar falando sobre o sexo grupal. Você o defende e eu o ataco, seria absurdamente divertido e absurdo. kkkk. Perdoe, minha loucura. Deve ser a vontade de dar cabo da vida patética WPeniana. Abraço, caro amigo.

              Curtido por 1 pessoa

              1. Rarará! Sua idéia é bem divertida! Ela me obriga a pensar num debate em que ambas as posições fossem indefensáveis, para tornar a coisa ainda mais surreal. Seríamos chamados de neo-epidícticos, em alusão aos caras que exercitavam a retórica defendendo o indefensável (ratos, moscas etc.) (pensando bem, a AGU é epidíctica, rs). Quanto aos títulos, lembrei-me, durante o almoço, do (ótimo) livro de Marcos Costa: “O reino que não era deste mundo”. O que esse título lhe diz? Para mim, parece de religião. Mas é sobre a preparação para o III Reinado, da princesa Isabel, que acabou não acontecendo. Aí, quem procura material sobre ela e vê esse título numa estante passa batido. Por isso, acho que esses títulos fazem um desserviço para a obra, que acaba não atingindo os interessados na matéria. Paciência. Caríssimo amigo, um forte abraço!

                Curtido por 1 pessoa

                1. Quem sabe, caro amigo. Defender ratos, moscas ou o suicídio. Bem isso não é tão difícil defender. Só dirigir os olhares para tudo o que é ruim. Ou seja, ler bastante blogueiros, não os meus seguidos claro, hehehe. Mas esse exercício pode acabar levando alguém a cometer um suicídio real, melhor não brincar com essas coisas, rsrs. Sobre os títulos, é realmente um problema a invencionice. E alguns se estendem aos textos. Você termina a leitura sem entender o título e todo o conteúdo. Poderíamos chamar o autor de escritor de e pra si mesmo. Abraço, amigo.

                  Curtido por 1 pessoa

                2. Em defesa do suicídio, pensei em requisitar os valorosos préstimos de Mico. Mas me dei conta, em seguida, de que a estreiteza vocabular dele o impediria de vôos tão altos (salvo se fosse para saltar lá de cima) (mas quando o faz, salta com paraquedas, quem há de entender?).
                  Sobre essa incompreensão, meu caro amigo, concordo integralmente! E não é só na literatura. Já li uma interessante crítica do Popper (em “Lógica das ciências sociais”) ao estilo de Habermas, dizendo mais ou menos o seguinte: que é um monte de trivialidades ditas em tom grandiloqüente. Bingo! Millôr, certa vez, também desconstruiu FHC, quando pegou uns trechos complexos que ele escreveu (quando “ociólogo”, dizia Millôr) e “traduziu” para o português corrente. Era muito engraçado: ou o trecho, no fundo, não queria dizer nada de relevante, ou era uma petição de princípio, ou era contraditório.
                  É assim que se faz a “academia” no Brasil…
                  Um forte abraço e um ótimo dia pra vc.

                  Curtido por 1 pessoa

                3. Nesse aspecto, caro amigo, devo concordar, já que o Mico é uma criação vossa, deves melhor entender do que, e para que e de que ele se serve. Provavelmente, quando você o criou, projetou-o para ser um covarde risonho, e analfabeto funcional, que por não saber o que é hebdomadário mas saber o que é revista semanal, é pobre de vocabulário e, por conseqüência, um burro. É um modo de ver as coisas. Talvez preconceituoso e tacanho mas válido para o verdadeiro burro. Devo concordar que dar nome complexos para coisas simples pode fazer com que os falantes dessa língua pretensamente “erudita” pensem ter maior conhecimento. Como aquele que chama ânus o que o populacho chama cu. Sobre o restante, é desse modo que funciona, infelizmente, e creio que se aplica exatamente ao exemplo anterior do que falei. É a mesma coisa em situações diferentes. Arroto de soberba e vaidade. Por exemplo, diversas vezes vi pessoas falarem com idosos humildes que moram aqui mesmo, pelos sítios, com linguagem totalmente desproporcional ao que essas pessoas tinham como base de seus conhecimentos. Essa é a verdadeira burrice. Vomitar aprendizados, títulos, nomenclaturas, obras e todo o tipo de conhecimento que não se aprende mas se decora ficando uma ou duas semanas lendo manuais de história da literatura. Já dizia Salomão, que até o rei se serve do campo. A tentativa de demonstrar conhecimento constitui justamente o fracasso da demonstração. Conhecimento não se demonstra, se tem. Esse é o país em que se aprende algumas palavras e algumas teorias e já se põe a pisar nos outros. Eu, pelo menos, tento conversar com iguais. Àqueles que se acham melhores, que conversem com outros melhores. Sou povão, e o que obtive de complexo, penetro pelo modo simples, para me comunicar com os meus. Forte abraço, amigo, ótima semana. off: a propósito, tomei a liberdade de parodiar sua criação. Espero que não fique bravo. Foi uma retribuição à homenagem ao meu microconto da fechadura. Que era por demais sensacional.

                  Curtido por 1 pessoa

                4. Caro amigo, minha dedução sobre a pobreza vocabular de Mico se deve ao fato – até agora incontestado – de que ele só sabe dizer uma frase, inteira ou em partes. Tem gente que usa mais palavras que ele e, no entanto… xá pra lá. Mas parece bem coisa daquilo que Roberto Gomes fala que, infelizmente, é muito comum no Brasil: a tal da “razão ornamental”. Esse exibicionismo todo… meu caro, por que vc acha que eu larguei o “ambiente acadêmico”, para nunca mais voltar?
                  Concordo contigo e não é só com conhecimento. Honestidade também. Se alguém fica arrotando que é honesto, sugiro apalpar os próprios bolsos, o risco é grande.
                  Meu caro, aquele seu conto da fechadura é uma obra prima. Aquela descrição sobre o barulho da queda da gota… (paro por aqui, senão Mc Zé Ruela vai dizer o quê? rsrs)
                  Quanto à sua paródia, darei uma olhada. Pela fechadura, hehe.
                  Um forte abraço.

                  Curtido por 1 pessoa

                5. PS: Relendo agora seu comentário, percebi que talvez tenha ocorrido um mal-entendido, que lamento muito. O quadrinho não era uma paródia a seu microconto, mas uma utilização dos dados do Palhão: tartaruga, fechadura e sorriso. O que ambos têm em comum é espiar pela fechadura, mas convenhamos que o dado nos induziu a isso. Jamais foi minha intenção ridicularizar seu microconto, que como eu disse lá nos comentários, muito me impressionou, especialmente a descrição do som da gota que cai. Pensei em duas soluções para isso. Uma seria dizer, na legenda, que é inspirado no seu microconto e pôr o link – mas isso poderia ser encarado como uma ironia, o que não é minha intenção, pois não se ironiza um microconto tão bem escrito. Outra solução é apagar o quadrinho, para desfazer de vez o mal-entendido. Se tiver outra solução, coloco-me à sua disposição para implementá-la. Um forte abraço e um ótimo dia. 🙂

                  Curtido por 1 pessoa

                6. Caro amigo, despreocupe-se e me perdoe. Ainda que fosse paródia com o propósito de ridicularizar, não há problema. A ridicularização seria direta. Sem meio termo e essa também é humor, e verdadeiro. Talvez puxe comentários dos indireteiros covardes, mas isso é da vida. Obviamente que não foi o seu caso de ridicularizar. O meu sim, foi pra ridicularizar. Me. Fiz uma piada que me atinge antes. Bem ao estilo WLD de escracho e putaria. Tomei a liberdade de fazer porque achei que você não iria se importar e rir. Se o irritei, fale. Eu excluo imediatamente. No mais, caro amigo, nem esquente a cachola. Está tudo ok por aqui. Sem mal-entendido. As palavras que por aí caem já caíram. Fique na paz. Abraço e otima tarde.

                  Curtido por 1 pessoa

                7. Caro amigo, ainda bem! Quanto ao desenho de ontem, por favor, não o apague, porque gostei bastante! Um forte abraço e uma ótima tarde pra vc também.

                  Curtido por 1 pessoa

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s