Crônicas · Poesia

Veneta depressiva

tempestade-em-colorado_2174136

Amargo e doce é o mel

que vem da doçura amarga do fel

A escolha sempre foi sua, eu nunca quis

Inimigo número um da sua psicose

Beba da fonte da minha e da sua veneta

Eu vi um céu azul com nuvens

Branquíssimas e esparsas,

O sol que era nascente feneceu

Eu não chamei a tempestade

Você vive do engano dos teus engodos

Sua vida é nódoa nauseabunda e putrefata

Quer com disparos do esgoto me lambuzar

Mas eu estou vestido de saco e cinza

Recolha todo o seu ódio e exploda-se junto

Despegue-me, Eu sou resiliência

Tudo o que você tem pra dar é rancor

Ressentida por eu não ser igual a você

Tampouco melhor ou pior, mas não igual

O seu deus é um diabo feroz

Ele não Foi O Que Morreu na Cruz

O Meu Deus É PAI, É FILHO, E É SANTÍSSIMO!

Julga-me sem ser juiz!

Conviva com sua melancolia claudicante

Recolha e engula toda a sua raiva pestilenta

Cuspa na sua cara que vê no espelho

Desaparecida seja do meu eu!

Depressa/depressão\depressiva/caminhante/clicante\

Para o raio que a parta e o fogo que crepita.

Anúncios

4 comentários em “Veneta depressiva

  1. Genial! Mas sabe o que me chamou mais a atenção? O penúltimo verso, não só pelo jogo de palavras, mas pela disposição das barras, ora para um lado, ora para outro, como se fosse não só caminhante e clicante, mas claudicante. Coisa de gênio.

    Curtido por 1 pessoa

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s