Crônicas

Carnaval nem a pau

Detesto carnaval. Detesto samba, pagode, axé, forró, funk, bossa nova, MPB e todos os estilos que são genuinamente nacionais. A minha conclusão é de que no Brasil nunca se fez música, a não ser quando se tentou copiar quase que completamente do exterior. Se houver, tão raras são as exceções que é impossível dizer sem pesquisar por séculos. Detesto as danças que todos os estilos citados criam, e detesto o sentimento arrogante dos que ouvem a MPB como se houvesse nela algo de superior ou mágico, quando o que se tem é um monte de lixo. A musicalidade toda da MPB é nada. Acordes e batidas a esmo e um cantor/cantora com cara de maconhado falando (porque na MPB ninguém canta, fala) o que pensa ser poesia profundíssima, quando o que se está dizendo é o que uma criança produz redigindo na primeira série. Serve, no entanto, pra ninar ou fazer perder o sono de raiva.

Detesto ver mulher dançando samba. É algo que acho ridículo e brochante. Homens, então, nem se fala. Aquele arrastar de pés enquanto a bunda balança me parece a coisa mais horrível que já fizeram em toda a história da humanidade. Detesto Darwin, mas se ele visse isso, iria ter criado a teoria do retorno às cavernas e pensar seriamente se foi o homem que evoluiu. O sorriso e os “bracinhos” ao ar com os dedinhos segurando a ponta de outros, detesto! Puta inferno de feiúra. Detesto ver aquele monte de gente de um lado e de outro esperando passar uma “escola” na avenida. Com todas aquelas fantasias absurdas, grotescas. Detesto ver um monte de gente pelada e se pintando para não mostrar somente o buraco do cu. Detesto morar num país onde tudo o que se entende por fazer parte dele é mostrar o rabo e chutar uma bola.

Detesto ter que aguardar essa bosta de festa para que o ano finalmente comece. Detesto ligar a TV e não poder assistir porra nenhuma sem ter que gastar dinheiro numa locadora ou com assinatura de TV Paga, que também detesto por só passar merda repetida. Detesto carros de som, e detesto vizinhos à noite colocando esse monte de lixo pra tocar no último volume. Detesto ir às ruas e sentir cheiro de bosta logo pela manhã, misturado ao cheiro de porra com sangue e urina, além do cheiro característico de cerveja, que também detesto. Detesto os estilhaços provenientes de acidentes com bêbados ao volante que me impedem de fazer caminhada com meu cachorro para não matá-lo de dor por pisar neles, até que chova, porque é detestável, mas ninguém vai limpar. Detesto ver a cara de sono e mau humor em todos no mercado, nos correspondentes bancários e nos postos de gasolina, só torcendo pra acabar o expediente e finalmente ir rebolar. Detesto ver tanta desgraça, estupro, assassinatos por motivos banais, DST’s sendo espalhada a milhões, que vão acabar se tratando com dinheiro do meu imposto, gravidezes irresponsáveis e todo o tipo de porcaria elevada ao cubo por causa do carnaval.

Detesto tudo isso e, se fosse ditador, a primeira coisa que iria fazer era proibir o carnaval não só no Brasil, iria declarar a terceira guerra mundial para impedir todos os países de comemorar essa “festa”. Detesto tanto o carnaval que quando penso no inferno a imagem formada é do carnaval. Acredito que Walking Dead foi inspirado no carnaval. Detesto Carnaval. Detesto bafo de cebola. Detesto rede social. Detesto bombados e bombadas. Detesto fila. Detesto barraqueiros e escandalosos, apesar de ser provavelmente um. Detesto indiretas. E detesto vários textos dos meus seguidores e seus comentários e também vários dos meus textos e meus comentários. Só não detesto meus amigos que gostam dele, do carnaval. E também não detesto os que o detestam. Desejo que ambos não morram nesse período com uma bala perdida, uma facada achada ou que um carro bêbado os atinja.

Figura1

Agradeço aos mesmos amigos que gostam do carnaval e também aos que o detestam por me fazer atingir mil curtidas (uma eu mesmo me dei). É um número razoável para tão problemático e ruim “escritor” (ou escrevente). Obrigado, mas fiquem vivos ou não chegarei a 1010. Bom feriado a todos.

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31 comentários em “Carnaval nem a pau

  1. Amigo, mais calma. Carnaval existe em todas as partes do mundo. O problema é que em nosso país tudo para mesmo até depois do Carnaval, aí tu tens razão de reclamar.
    Quanto à música brasileira, peço que escute “Chão de Estrelas” do falecido Sílvio Caldas, que foi considerada a mais bela canção do século XX e talvez resolva mudar de ideia.
    Um grande abraço de uma pessoa que adora seus textos.
    Alex

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  2. Destesto também, embora aos 15 anos já gostei. Quando a indiretas acho justo dar a quem primeiro deu. Pegou pesado nas músicas me ofendeu mortalmente kkkk brincadeira nem ligo. E as únicas danças que considero lindas são valsas e bolero.

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    1. Então somos 2, pelo visto. Detesto indiretas indiretas que se tornam mais indiretas ainda. rs. Mas também esqueci de dizer que detesto paranoicos que pensam que a direta a outro é indireta a si. Eu gosto do tango. Porque parece dança de gente. A mulher fica mais bonita e o homem mais elegante.

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  3. Sempre admirei a tua sinceridade, amigo Waldir. Quando vivia no Brasil nunca dei muito valor à musica nacional. Mas agora que vivo tão longe, aprendi a gostar e admirar a mpb. Gosto muito de MPB, principalmente alguns músicos novos que estão surgindo. Talvez deverias vivar uns quantos anos fora do Brasil, já te imagino cantando “Brasil, meu brasil brasileiro” e chorando de saudade hahahahaha. Grande abraço amigo.

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  4. Esqueci de dizer que tango também, tudo bem dançado. Ha! sou um pouco paranoica, acho que me tornei porque eu era tão tola, mas tão tola que não percebi metade das coisas que me diziam e fui ficando assim hoje, doida, muito doida. Mas não perco tempo também me zangando, sentindo dor, logo passa

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  5. E pelo visto, como sou paranoica vc agora vai me detestar kkk mas também não ligo porque aprendi a ser rejeitava desde sempre por muita gente e calejei. Hoje em dia não sinto mais nada, todos me são indiferentes. Exceto os que realmente demostram me amar.

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    1. Eu ia dizer que detesto detestar tudo o que detesto. Mas isso seria detestar mais nada, ou não. Também detesto que presumam que eu deteste e já respondam por mim antes mesmo de eu assumir que detesto. Mas eu, depois do texto, diria que detestei ele por não ter dito que detesto todo mundo que se detesta e me detesta.

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  6. KKKKKK eu sei que pode ser um texto fictício sei que pode conter verdades ou meias verdades . Bom, e mais uma vez diria que vc vai me detestar mais ainda porque eu meio que me detesto mais do que me amo kkk. Mas não detesto vc porque não nos conhecemos pessoalmente e também porque não sou de detestar ninguém nem mesmo os que me fizeram mal, a não ser de agora em diante…

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    1. Qual texto fictício? Esse que acima está é a mais pura realidade quanto a mim. Bem, se você me detesta ou não isso já não é problema meu. Quanto a fazer mal a você, vai ser difícil saber, pois se você for paranoica como diz, vai induzir que te fizeram sem que nunca tivessem feito de fato. No entanto, eu não te detesto, tampouco te adoro. Mas digo diretamente a você que muitos dos seus comentários nos textos que escrevo não dizem porra nenhuma de nada. E geralmente, não tem coisa alguma que ver com o texto. Porém, faça o que quiser. Só acho que eu não tenho mais saco. Abraço.

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  7. Nossa, eu já estava com vontade de sair disso aqui e agora saio mesmo, sim, sei que não sou culta nem inteligente . Desculpe se comentei seus textos e paguei mico . Eu quis dizer que muitos textos são fictícios E pra quem fala que as pessoas interpretam mal um texto vc interpretou muito errado o que disse : Eu não quis dizer que vc me faria mal, quis dizer que de hoje em diante eu posso odiar já que até o momento nunca odiei ninguém. Mais uma vez desculpe-me por ter comentado seus textos e ter irritado vc. Já vou excluir isso aqui pq já estava com vontade mesmo. Ah! Só pra esclarecer, nunca dei indiretas, a não ser que alguém queira usar a carapuça.

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    1. Se você estava aqui só até eu dizer que não gosto de alguns dos seus comentários, então, como disse, faça o que achar melhor. Eu não me acho mais inteligente que você ou ninguém, também não me acho mais burro. A questão é, por que você estava aqui? Pra me ler, comentar e posteriormente sair, indiretamente querendo colocar a culpa em mim? Eu pra te falar a verdade, não estou aí pra nada. Fiz uma critica como tantas que você já fez aos meus textos. Nem por isso parei de escrever. Escrevo mesmo se ninguém ler. Se era eu que te prendia aqui, sinta-se livre. Não que eu não goste de você como pessoa, como você disse, nem nos conhecemos. Eu sou assim. E você é assim. Não fique se pensa estar fazendo um favor a mim. Fique se quiser e achar que te serve. Eu só sei que não vou excluir o meu, mesmo se eu comentar alguém e esse alguém me mandar tomar naquele lugar. Mando de volta e caso encerrado. Também não vou te pedir desculpa por nada. Nem aceito a sua porque não tenho nada pra desculpar. Abraço ou adeus.

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  8. O que me encomoda é a maquiagem passada no pais durante essa festa, nao se fala em arrombo na saúde, corrupção, drogas tudo é lindo ate Mariana em Minas Gerais esta comemorando ao invés de estar cobrando explicações ou uma estrutura para mtas famílias na lama.Enfim acredito que ter prioridade seria essencial nesse país e hoje carnaval nao é prioridade. Otimo post!

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    1. Exatamente, uma maquiagem. E vergonhosa. Isso que você fala de Mariana é triste mesmo. Nunca vi desde que nasci algo tão lamentável e vergonhoso como o que se deu ali. Mas o acontecimento não foi tão horrível quanto o que se fez depois para evitar que ficasse pior. Prioridade, eis aí o que seria recomendável. Agradeço a visita e as palavras. Muito obrigado pela pertinência. Grande abraço. 😉

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  9. Bom dia, Waldir.
    Não vou escrever que o Carnaval, a mim , é uma cena que não me assiste (bolas, já escrevi, e agora, não tenho borracha para apagar, paciência, fica), ora bem, dizia eu então isso, e, estava quase a convidá-lo para vir até cá, quando me lembrei que seria ofensivo. Também temos samba, uma tradição tão portuguesa!!! com chuva e frio, lá andam elas quase sem roupa de penas pregadas nos ombros a saracotear-se! Fica-lhes bem – porque, volto a dizer, faz parte do nosso património cultural!!!! Depois temos cabeçudos e matrafonas (homens vestidos de mulheres – tradição muito apreciada em Torres Vedras – cidade próxima de Lisboa- felizmente vivo aqui, num canto, onde ninguém ouviu falar de tal coisa. Vai-se à rua ( não vou) , mas é um descanso!
    Quanto ao seu texto, está ótimo. Detestei! 😀

    Grande, grande abraço,
    MIa

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    1. Olá, Mia. Eu li que você detesta, ou melhor, neutraliza-se. Gostei e não detestei isso em você. Parece até que gostei, embora isso não importe muito. Eu desconfiava que Portugal estava envolvido. Quase sempre está. Ainda bem que mais, muito mais para o que é bom. Afinal, sem Portugal falariamos tupi, que não conheço direito, mas diria que não me serviria como língua para falar tanta coisa vã. Agora, com sua sábia intervenção, devo considerar que temos um patrimônio cultural. Difícil foi pra mãe dizer isso a mim enquanto xingava os batuqueiros de madrugada quando eu era criança, por não poder dormir seu justo sono. É que morávamos do lado de uma “escola”. No entanto, o convite para ir aí eu aceito. Nessa rua, é claro. O problema é a moeda. O real aqui anda muito falso. Não dá mais pra enganar as companhias. Das matrafonas e cabeçudos prefiro apreciar de longe para rir. Ou para detestar. Agradeço que meu texto ficou detestável. Esse foi o melhor elogio que recebi aqui. Sem outra interpretação ou tentativa dela que a que foi. Sobre esse grande, você me deixou triste. Pensei ser um elogio a mim. Logo desconfiei. A vírgula foi errada. Veja o poder dela. Eleva e rebaixa egos. Vou ver se conserto. Afinal, podem pensar que você enlouqueceu. E isso seria uma grande injustiça. Na verdade, seria detestável. Forte e grande abraço, grande Mia. Ótimo dia pra ti e os seus aí no seu retiro.

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  10. Detesto igualmente o carnaval; a única coisa boa é o feriado em si. Gosto de MPB, porém tenho que admitir que principalmente nos últimos tempos está difícil chamar de “música” algumas coisas que ouço… Lamentável. Em suma, gostei do seu texto e principalmente da sinceridade e veracidade dos fatos nele contidos. És um primor de escritor meu caro amigo.
    Forte abraço.

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  11. Boa noite. Eu não sei. Acho a palavra detestar muito parecida com a expressão ” nunca mais”. É algo muito longe, sem volta, muita coisa. De minha parte apenas não gosto. O WLD é muito franco e tem todo direito de se expor como fez, afinal apenas disse o que sente. O “Carnaval” hoje foi apenas a tecla “Start” para ele discorrer e mostrar diversas outras modalidade de artes que não gosta e detesta. Quanto a mim, gosto de muitas coisas que ele detesta. Sou por demais eclético e o tal do meu gostar é de longe muito mais extensivo que o dele. É bom que se ressalte que essas diferenças em nada nos prejudica porque ele é uma pessoa e eu sou outra e nos damos as mãos com muita amizade no campo do respeito mutuo. Falar de Carnaval… Claro, essa festa popular está muito mais para o demonio e nada para a religiosidade. Há entre ambas um hiato abissal. Carnaval é folia diabólica, desenfreada, alcool de roldão, sexo, cupidez, nudez exposta, danças alucinantes, e é praticamente onde praticamente tudo pode. Tanto é verdade o que eu disse, que o Ministério do Planejamento distribuiu 12000 camisinhas aos seus funcionários neste carnaval kkkk. So não sei porque o senhor ministro pensa dessa forma dos funcionários daquela Instituição Federal. Evidente que, pelo total da oferta ele pensa, ou deva ter informação que naquele órgão a trepação, a meteçao é geral e que a filhadaputice sexual dos funcionarios lá alocados rola solta. Bom, o Ministro deve estar com a razão porque nem o Sindicato deles disse bulhufas a respeito e não vi nota alguma de repúdio a tal insulto do Ministro. Fosse eu que trabalhasse la, eu pegaria a minha parte, a encaminharia ao digníssimo ministro e a mandaria ele as enfiar no seu cu e me respeitar. Decerto deve ter dado umas 200 para a familia dele, ja que ele pensas assim, como nao vamos pensar dele da mesma forma não é mesmo ? E está ai a prova de como se vê o Carnaval. Uma orgia, uma putaria só, tanto é que as prefeituras inundaram suas cidades de camisinhas por causa dessa festa. Por quê, especificamente, as distribuem à vontade somente nesta festa? Porque é mulher pelada ou parcamente vestida pra todo lado, é bunda e peito feminino pra todo canto, e a malicia no ar, bebida alcoolica à vontade, é esfregação e libertinagem geral. Tem razão portanto o escritor. Grande abraço WLD e Parabéns pelo texto.

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    1. Olá, Athos. Que absurdo! Só 12000. Bem se vê que estão subestimando a capacidade! de transar dos brasileiros. De certa forma, faz sentido que do Ministério do Planejamento surja esse tipo de distribuição, pelo próprio nome, é importante o exemplo. O Brasil parece ser um dos poucos países no mundo em que a AIDS avança. Apesar de todos os esforços, na hora H a camisinha é jogada fora. Quem vê de longe, pode até pensar que o brasileiro não é civilizado ou preocupado com sua saúde. Daí que distribuição de camisinha deveria começar pelo Ministério do Planejamento. Mostra-se ao mundo que andamos pelados, mas pelo menos estamos tentando ficar vivos. Eu acho que deveria haver também injeção anticoncepcional nos postos de graça nesse período. E também a veiculação de um vídeo instrutivo para ensinar as pessoas a fazer sexo na rua sem ser muito explícito. Tipo agarradinho com movimentos pouco sugestivos e lentos. Claro que precisaríamos também do governo a doação de lençóis e colchonetes. Assim deitariam nas ruas sem machucar as costas no asfalto e poderiam se cobrir. Evitando o explícito. Também poderiam ser feitas cabines nas ruas com o nome de rapidinha. Ali teria camisinha e o kama sutra. Obviamente, seria um gasto grande, mas esse bolsa foda iria ser único no mundo. Grande abraço, Athos.

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  12. Caramba… Quando estou indo com os cajus, vc está voltando com as castanhas… Fiquei hoje de manhã, em casa, preparando um artigo que pensei estar “detonando” o carnaval… aí, me deparo com esse. Isso, sim, é que é detonar. Uma bomba de megatons que fez o meu parecer um traque. Um forte abraço, meu caro.

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    1. Grande Laércio. Como vai? Tudo na paz, meu amigo. Pois, então, certamente você está sendo humilde, o meu perto do seu deve parecer nada. Eu realmente voltei naquela doideira. Sabe como é, eu achei que podia fazer tudo e agora dei-me conta de que não consigo fazer nada. Vou ver o seu. E também ver os queridos muco e mico ou mico e muco. Abraço, Laércio. Ótima noite.

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      1. Meu caro amigo, bom dia! Bondade sua, como sempre. O que eu quis dizer é que, como sempre, atirei nos pés (o uso do carnaval), mas vc, como sempre, acertou um tirambaço, de bazuca, no coração. Excelente seu texto, excelente. Um forte abraço e um ótimo dia pra vc, meu caro amigo.

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