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Análise crítica de “Quero te dar”

Caro José e José de Oliveira e Oliveira da Silva e Silva, tentamos contato diversas vezes por telefone e e-mail, nenhuma tentativa se mostrou produtiva. Trabalhamos para o blog WLD Exilado, feito, criado, pensado e lançado por Waldir L., nosso paizinho fofo. Que, aliás, não está mais com paciência de esperar seu trabalho encomendado há meses. Pelo tempo que faz, é bem provável que o senhor tenha esquecido do que se trata. Em resumo: seria a análise crítica não da música, não da cantora e não dos compositores, ou seja, somente da frase enigmática e reflexiva “Quero te dar”. O senhor prometeu ao Sr. Waldir L., papai nosso, que poderia demonstrar nessa frase todo o poder poético que não se encontra em nenhum outro poeta de nossa época. Além disso, jurou que iria argumentar e convencer que ela não perde em nada para alguns dos maiores poemas feitos no Brasil e até no mundo, mesmo os gigantescos como Os Lusíadas que, aspas suas, são só emaranhado de letras sem valor algum. Devemos lembrá-lo que recebeu o combinado antecipadamente, esperamos que cumpra agora com sua parte. Atenciosamente, Carinhosamente e especialmente e afetuosamente, Equipe WLD Exilado.

Caros equipados WLD Exilado e Waldir L., tive caganeira por vários dias. Por isso não consegui retornar. Minha bunda ficou assada. Aqui não há quem venda hipogloss e minâncora, mas acho que não solucionariam como com sêmen quente. O fato é que não pude ficar sentado por muitos dias e esta é a causa de não ter entregue rapidamente o prometido. A análise vai agora junto à correspondência. Moro perto do Judas inteiro, fato que fez o tempo ficar tão largo quanto um arrombado, além de por diversas vezes me impossibilitar ler e-mails ou atender telefonemas. As correspondências demoram muito. Passam por um complexo sistema de compartilhamento de mão em mão por cipó. Por esse motivo, se nunca receberem, eu não sei o que escrever ou dizer sobre isso. Não receberão e eu terei falado com ninguém. Esdruxulamente, JJOOSS.

Análise crítica de “Quero te dar”

Sempre foi costume de velhos criticar o que de novo há. A maior parte movida pela inveja, frustração e saudosismo. Pudera, ser velho deve ser mesmo chato. Na verdade, é. Porque eu tenho 75 anos. Tudo funciona mal, e algo nem funciona mais. Estou todo fudido. Mas não ao ponto de ser raivoso. Reconheço a beleza da nossa juventude. Até seus crimes são mais belos que os da minha época por serem mais violentos. Contudo, há outra classe que critica o que de novo há com maior rancor. São os formandos, formados e formadores. Essa raça é das piores. Basta aprender a estruturar um poema e viram cães ferozes, mordendo tudo e latindo pro vento. Se aprendem uma fórmula simples, criticam mesmo A NASA. São pretensiosos, vaidosos e vivem arrotando superioridade que não têm. Apelando às citações intermináveis de outros que admiram por imposição sem terem notado. São esses que menosprezam a poesia do Funk. Ridicularizam e tentam mesmo exterminar. Desequilibrados e ressentidos porque o populacho não os quer e os detesta, com razão. Ou seja, o que sentem é pura e simples inveja. Não pretendo somente acusar mas provar. Espero que os dois leitores do Sr. Exilado, WLD E Waldir L., não fiquem bravinhos e revoltadinhos, pois tudo o que escrevo tem base.

O clássico “Quero te dar” é certamente a maior obra já produzida desde A carta de Pero Vaz de Caminha, e a Ilíada de  Homero. Se o último lesse ela, iria querer se matar no ato por se dar conta da sua insignificância. A frase ecoaria em sua mente de maneira perpétua. E ficaria anos sem escrever por se achar um nada. Ele saberia que foi um grande idiota. Mas esqueçamos Homero. Ele é muito velho e pouco visitado. Partamos para o que a raça universitária conhece melhor. Os avanços dos direitos sociais e o avanço da liberdade feminina e igualdade de gênero. Assim conseguirei aos poucos abrir a mente para o valor da obra monumental e sem igual “Quero te dar”. A sintetizadora de toda uma época com alto grau de compactação, coisa que o maior poeta admirado pela raça universitária jamais conseguiu. A mensagem é tão ampla que merece novo parágrafo.

“Quero te dar” educação, saúde, emprego, moradia, alimentação e segurança. Um anseio humano contemporâneo, representado em apenas três palavras. E com a verdade. Não está dito “Vou te dar” mas “Quero te dar”. Já dizia algum sábio que querer não é poder. A frase pelo contexto afirma que não é mesmo! Embora avançamos muito, “Quero te dar” diz que precisamos avançar mais, tornando todo o querer em algo realizável, não somente desejável. Um verso que implementa na sociedade a esperança, trazendo o que há de mais belo na humanidade:  A perseverança. Sem enganos ou induções, ela reconhece que ainda não dá pra dizer Vou te dar, porém que Quer dar e pra isso é preciso um pouco de compreensão, principalmente por parte dos socialistas, sempre querendo tudo na hora.

No âmbito dos direitos das mulheres, a situação é mais urgente e ainda mais compacta. Não precisamos ir adiante com as três palavras, basta a primeira: Quero. Ela quer. Elas querem. A voz feminina da cantora representa todas as mulheres de uma só vez. Está dizendo: antes não podíamos querer. Não podíamos ter vontade. Pior, dávamos mesmo sem querer, por obrigação. Obrigadas a abrir as pernas e dar para vocês, brucutus! Agora não, nós continuamos dando. Talvez demos até mais. No entanto, precisamos ter vontade e querer. E vocês só vão ter quando dissermos: Queremos!

Quero te dar é absurdamente poética e mesmo filosófica por levar a diversas outras reflexões. Por exemplo, no texto original, há a ênfase ao dá. Quero te dar, Dá dá dá dá dá dá dá dá dá dá. A repetição quer trazer à tona primeiro: esse dar é para todos. Todas as pessoas. Não se aceita mais a desigualdade nem o privilégio. Educação, saúde entre outros direitos deverão ser dados sem distinção de cor, raça, sexo e religião etc. Em segundo lugar, deve ser dado, seja lá o que for, não somente em grande quantidade mas igual qualidade. Em terceiro lugar, as mulheres poderão dar muito mais, pois agora vão poder querer. E tudo o que se faz querendo é melhor, logo vão querer dar sempre e em grande quantidade. O que não resultará em prejuízo aos homens que, igualmente, irão querer dar tanto quanto recebem. Levando-nos aos direitos homoafetivos, claro. Enfim, não é só a que canta e rebola e, sim, todas e todos os que ouvem estão convidados a dar enquanto outros vão recebendo e dando também.

A conjugação verbal é outra proeza. Implica rapidez e factível possibilidade. Não está gritando Queria ou Gostaria, é quero! Hoje. Agora. Já. Quase uma ordem, exceto no que diz respeito ao social, educacional e afins, para esses é um desejo que se aproxima de ser realizado. Mas para outras esferas da interpretação, é uma ordem explícita, clara. Dá até pra sentir o verbo sendo trocado por “Vou te dar”. E o mais interessante, vou te dar de qualquer maneira, de qualquer jeito. O quero nessa interpretação é presente e imperativo, novamente trazendo a ideia de que tudo é possível para quem luta, sofre e quer com paciência e perseverança. Também uma conclamação. Todos os cidadãos e cidadãs, homens e mulheres, ateus e religiosos, estão sendo convidados a dar, e dar o melhor de si. É a concretização do é dando que se recebe.

Sobre os poetas, admirados pela raça universitária, jamais imperou tal grau de compreensão da sua época e da sociedade da qual participaram. Não chegaram nem perto de entender o que se dava ao seu redor. Vejamos um verso admirado pelos acadêmicos e seus tutores feito por Drummond: “E agora, José?” Vejam que inferioridade se comparado a Quero te dar. O poeta demonstra dúvida. Não sabe o que fazer e não sabe o que vai ser, e pergunta isso a alguém que ele acabou de destruir todas as certezas, tirando-lhe tudo. Nem o poeta ou José sabem o que vai ser ou o que direito aconteceu. E agora? Decretam. Poderia ter sido incluído pelo menos o verbo, fodeu. Ou sujou. Mas o poeta achava que isso era chulo. E a classe universitária pensa o mesmo. Só restou então ficar a pergunta sem resposta, denunciando que o poeta nada sabia e não contribuiu com nada para sua época. José se fodeu ao ser usado como bode expiatório para a ignorância do poeta.

O WLD Exilado já mostrou sobre Camões e sua incapacidade total de saber o que é o amor. Não custa repetir. “Amor é fogo que arde…” Isso é um total absurdo. Fogo não arde, assim como WLD, já me queimei. O que arde é a queimadura. Mas gostaria de acrescentar algo que o WLD nem imaginou. Se a queimadura for nas costas, a maior parte do tempo vai arder sem se ver, a não ser quando se usa um espelho. O que torna a comparação não inatingível mas oca de significado e relês. Ele achava que é impossível ao homem algo arder nele sem que se veja. E deu a esse “impossível” o nome de amor. Esqueceu das costas e da nuca. Poderíamos, então, trocar facilmente o amor por costas, ficando assim: Minhas costas estão tão queimadas que ardem sem que eu possa vê-las. Teria mais sentido.

Há ainda mais. Amor não dói, ou arde. Amor é o mais puro sentimento que faz-nos ter alegria mesmo diante da mais completa tragédia. Ele é a própria felicidade em si. Quis dar uma de Paulo, poderia ao menos ter imitado, o seu fracasso não existiria se tal tivesse feito. Mas entrou para a história por tentar definir o que ele mesmo nunca sentiu. E toda a raça universitária repete essas bobagens como se ele tivesse de fato descoberto. Serve, no entanto, para mais uma vez dar visibilidade ao superior “Quero te dar”. Isto é, não se sente amor e não se descobre ele até que se queira dar ele pra outros. É necessário amar o outro para, então, ser amado e descobrir enfim o que é o amor. Como fazer isso sem o Quero te dar? Impossível fazer. Por isso o poeta errou tanto. Ele não queria dar. Era individualista e egocêntrico. O que se vê em todo o poema é isso. Sensações dele mesmo. Ferida dele, ardor dele e tudo o mais dele e para ele, nada para o outro, para o próximo. Ele se adorava e se cultuava e não amava ninguém mais. Não queria dar e não recebeu.

Há ainda um dos mais aplaudidinhos da raça universitária por cá, Vinícius. Esse escreveu tanta coisa sem sentido que é difícil escolher uma para a comparação. Uso então o Soneto da Separação por ser o mais conhecido e louvado pela raça. Nesse a coisa fica dramática. Há tantos erros, falta de lógica e vícios que é difícil escolher apenas uma sentença. Melhor ir logo pelo primeiro verso. De repente do riso fez-se o pranto. Ele achava que a união não produz pranto e que a separação não produz riso. Isso é infantil. Há separação que produz a maior gargalhada de felicidade. E de maneira inversa, há união que produz o maior pranto. Há uniões em que a mulher ou o homem gostaria que seu parceiro morresse, o que geraria não pranto mas plenitude sem igual. Ele desprezou todos os que riem de tristeza e choram de alegria. Algo imperdoável para um poeta, até mesmo o poeta mais inculto.

Quem não sabe que há pessoas rindo amarguradas e outras chorando de alegria esfuziante? Ele não conhecia nada da raça humana e quis padronizar a separação em um soneto. Fazer decretos paradigmáticos requer conhecimento absoluto. O que ele nunca teve e demonstrou. Mas “Quero te dar” não entra nessa seara do desconhecimento, pois não diz que se quer dar riso ou pranto, quer apenas dar a quem quiser receber aquilo de sua própria escolha. Isto é, é opcional e leva em conta a subjetividade de cada ser. Não há ditadura do querer e do dar. Quer-se o que se quiser e se dá ou se recebe qualquer coisa que se deseja. Poderia citar mais de Drummond, Vinícius, Shakespeare e tantos outros, mas creio ser desnecessário, além disso tenho outras considerações importantes a fazer sobre os motivos que levam a raça a ter tantos preconceitos e conceitos errôneos.

Desde sempre, quase todo o valor artístico, literário e poético da nossa civilização está diretamente ligado ao puxa-saquismo ou, aos que preferirem, à publicidade. Quem seria Machado de Assis sem os puxa-sacos universitários e docentes? Sem os puxa-sacos de sua época e de agora? Não seria ninguém. Seria tão conhecido e reconhecido como eu. Não digo que a publicidade é sempre imerecida, eu não gosto de decretar nada. Porém, em vários casos é exagerada, levando à supervalorização do que é comum. A maior parte dos louvados poetas e escritores reconhecidos em todo o globo o são por causa dos críticos puxa-sacos e da raça universitária que os construiu. Eles que incrustaram ao longo dos séculos e décadas na história a importância e dignidade que hoje muitos desses “artistas” têm e não deveriam ter. O único problema de um Paulo Coelho, por exemplo, não é sua escrita ruim, se é que de fato é ruim, pois quem diz isso, nunca o leu, ou sua propensão à auto-ajuda e aconselhamento mas a falta de eruditos puxa-sacos e formadores de universitários paga-pau. Tivesse ele o tanto que teve e tem Drummond, Camões e Machado, hoje, certamente seria reconhecido e tido pelo maior de todos os tempos.

Essa adoração aos louvados das academias é fruto da fraqueza da análise crítica que se dá principalmente nos ambientes universitários. Os estudantes são ensinados a chegar lá e olhar os professores, muitos deles completos analfabetos, estupefatos e amedrontados por esses terem títulos e estarem aptos a dar ou não títulos. Doutrinação. Tudo isso é acentuado pelas suas recomendações literárias que, na verdade, não são dadas como recomendações mas empurradas goela abaixo como algo de valor certo, intrínseco e imutável. É evidente que o resultado é uma multidão de puxa-sacos sendo lançada no mundo todos os anos a perpetuar a fama dos escritores e poetas que mereceriam o eterno ostracismo pela sua incompetência inerente. Esses formados saem de lá tão eufóricos e embasbacados com a lavagem cerebral que qualquer que questionar “tais deuses” é passível mesmo de estar cometendo o pior dos crimes. O mais interessante nisso tudo é que os formadores acabam produzindo imitação do lixo que ensinaram em tão grande escala que é impossível ao formado compor uma só poesia sem conter os mesmos erros, pessimismo e falta de lógica dos “deuses” por eles assimilados.

Por isso mesmo desprezam tanto algo como “Quero te dar”. Claro que tudo tende a mudar e já está mudando aos poucos. Há boa vontade por parte de alguns estudiosos que formulam o Enem em inserir tais versos de valor sem igual na classe divina da literatura e filosofia ocidentais. Não penso que vá ser fácil. Não será. Porque há outros fatores que atrapalham o endeusamento dessa pérola do querer. O DNA favelado é um desses fatores. Qualquer escritor e poeta pobre que não faz parte das panelinhas mauriçocas e patriçocas da alta sociedade brasileira e mundial sofre em dobro para ter seu valor reconhecido. Seu talento deve ser redobrado, até triplicado. A ausência de títulos em universidades que não fazem parte das panelas prejudica a biografia padronizada criada pelos paga-pau. Isto é, eles arrotam os títulos e as faculdades cursadas pelos “deuses” antes da leitura de qualquer obra, e com insistência tartaruguiana, para que os olhos do leitor fiquem no mais absoluto puxa-saquismo antes mesmo de ler as obras. Assim, quando vão ler, já o leem com extrema admiração, respeito e atenção, porque a mente estava preparada como se prepara a massa do bolo e do pão. Mistura-se, tempera-se, bate-se e só então vai ao forno.

O aprendiz de puxa-saco não pode ler o autor sem antes saber que o tal trabalhou nisso e naquilo. Cursou isso e aquilo. Um exemplo, Fulano de tal nasceu e foi obrigado a cursar medicina e num ato de desapego digno de uma criatura sobrenatural, opta pela literatura mesmo sabendo que isso implicaria na sua total miséria. Reparem que ele é um abastado, mas se torna miserável por vontade própria. Tudo isso é uma grande mentira. É clichê biográfico. Era um idiota que não ia jamais ser bom médico. Foi expulso da faculdade e seus pais o mandaram à forra. Ele então vai escrever bobagens e encher o saco por aí, até que entra para o grupo e vira “deus”. Infelizmente o aprendiz acredita em toda essa parvoíce biográfica. Está completamente conquistado, um toba assado pronto pra ser enrabado. Ele não vai questionar nada enquanto é estuprado mentalmente. Vai estar pronto para admirar, louvar e aplaudir os “deuses” recém adquiridos. Sente-se superior com seu diploma na mão e olha a todas a sua volta com desdém total. Temos, então, mais um puxa-saco e paga pau a eternizar toda a cambada sem talento que vigora há décadas ou até mesmo séculos no Brasil e no mundo. Por vezes, não poucas, “deuses” tão idiotas e burros quanto alguns mortais de nossa época e de todas as outras.

É claro que esse tipo de fanático jamais aceitará que Quero te dar ou qualquer outra como, por exemplo, beijinho no ombro sejam reconhecidas como “divinais”. Não, porque não sejam tão grandes como as obras de Camões, Assis, Drummond e Vinícius, na prática, são muito maiores, mas porque eles inconscientemente sentem que incluir na galeria assim a esmo é a derrota total de todo o sistema montado para criar puxa-sacos. No pedestal da burrice e arrogância, que é tida como sabedoria e talento, devem estar uns poucos. O puxa-saquismo de convencimento só funciona quando seletivo, constante e dogmático. A exclusão de muitos e a seleção de poucos cria um sentimento de superioridade ao aprendiz de puxa-saco que o fará ser mais puxa-saco ainda e soberbo. Se eles deixarem que qualquer um entre para a academia, não existirá a Academia dos Puxa-sacos. Isso não vale somente para a literatura mas para todas as artes. Todo o valor apregoado não é valor mas convencimento de que há valor onde não há nem mesmo sombra disso. É o uso da mágica, ilusionismo e hipnose para dar cabo do cérebro humano. Lembrando que o resultado é formação industrial de puxa-sacos, o que gera também muito dinheiro, e evita que muitas editoras que imprimem essas obras ridículas vão à falência. Há interesse comercial em se fazer idiotas admiradores de tolos, os primeiros são os mesmos que comprarão um monte de porcaria que não vende e está criando teia de aranha em galpões enormes onde tais obras foram impressas.

Se observarmos um escritor como Waldir L. e também o quero te dar, veremos que esses escritos já superaram em audácia, criatividade e talento ao Dostoievski, Tolstoi, Kafka e James Joyce. Ulysses não é nada comparado a duas frases de Waldir L. e ao verso quero te dar. Obviamente que ninguém vai assumir isso a não ser eu. A maioria vai mesmo rir dessa constatação, mas é a mais pura verdade. Waldir L. só não supera mesmo em valor literário a “quero te dar” porque ele nunca quer dar nada a ninguém a não ser sua habitual falta de educação e palavrões. Se quisesse dar, seria o maior escritor de todos os tempos em uma ou duas décadas de formação de puxa-sacos. Claro que se conseguisse montar uma rede de puxa-sacos. Como isso não vai acontecer, por não ser afeito a redes sociais, e já ter percebido que o WordPress sonha ser um Facebook, resta a ele publicar esse texto e aguardar num dia futuro os cães virem dizer que foi ele e não eu a escrever essa porcaria. Assim ele terá com quem brigar.

Falo de brigar porque ele e eu sabemos que o WordPress é uma rede social, não um espaço para se escrever material literário. A maior parte dos que estão nesse tal WordPress só vendem, conversam, brigam, reclamam, ameaçam se matar, publicam fotos e vídeos sabe-se lá do quê e para quê, outros querem namorar e transar e, ainda outros, formam panelinhas para curtirem-se mutuamente. Perdem todo o tempo do dia retribuindo curtidas, fazendo fofoca e enchendo o saco de uns poucos que querem escrever mesmo. Logo, rede social. Muda só o nome, em vez de amigos, têm-se seguidores. O que parece também haver no Facebook, mas por lá é mais exigente, parece ser necessário milhares para ser chamados de seguidores. Pelo menos que eu me lembre, antes de vir para o matagal.

Por falar em matagal, e para concluir a análise de “Quero te dar”, agora mesmo minha mulher está só de calcinha olhando pra mim e apontando para a bunda e dizendo: quero te dar. Acho que vou ter que me despedir de vocês e enviar minha análise pelos cipós da região. Espero que não chegue manchada de bosta. Mesmo assim, nem seria necessário, tudo isso é uma enorme merda.

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6 comentários em “Análise crítica de “Quero te dar”

  1. Ah, mas nem que tivesse sido, cara amiga. O seu dardo é muito especial e único. Na verdade só fui por dois, pelo menos que eu saiba. Três, porque eu me indiquei na minha indicação. Hehehe. Muito obrigado. E se eu fosse indicar hoje, o seu espaço certamente estaria na minha lista. Aliás, é 15 né. Então já uso o direito que me deu e te dou 15 dardos. Beijos, linda. Ótimo domingo e feriadão.

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  2. Em relação ao “Quero te dar” preciso dizer-lhes que propriamente eu não faço parte da humanidade, apenas vim passear por aqui, dar uma olhada. Então como um passante pelegrino e vendo aquela paisagem de tão longo texto entendi que a condensada frase “Quero te dar” e uma janela do “Windows” onde está nomeado abaixo “Poesia”. A gente clica na janelinha e aparece um mundo de tamanho Jupiteriano para a frase poetica “Quero te dar”. E eu fui às lagrimas tamanha a força da paixão e sentimentos que dela nos invade. Como eu disse, sou exo-social, e ao contrário do meu ilustre e verdadeiro amigo WLD, que interage com emoção à comentários e criticas, eu gosto deles e delas, contudo pouco se me dá e pouco me importa àqueles (as) virulentas. Estou a anos luz de distância de seus alcances e cosenguem-me tão somente, que eu faça um ar de enfado. Tais são como livros, ou como o video acima, ou como o comentario justficativo defeso do tal. Todos sem exceção, contém a mensagem do autor, dirigido à sua turma ou grupo social e às suas atinentes e preciosas liberdades. Neste enfoque o video, seu autor, sua produção e seus adeptos têm de mim, o maior respeito, contudo o Athos possui o sentido do gosto e, sob o crivo deste, afirmo categoricamente… Não gostei!!! Claro, por eu não gostar, é evidente que nada vai mudar no conceito dos admiradores de tão elaborada e artística poética produção ( há ironia sim nesta última frase e sei que a multidão de entusiásticos do tal estão defecando montão pela minha opinião). Sou um ser estremamente eclético de gostos contudo ha coisas que não me descem. Por exemplo… Gostar sexualmente de homens! Ora, meu universo de predileção sexual tem exclusividade nas mulheres. Mesmo quando eu ainda era uma fedelha criança, quando eu “comia” sexualmente uma bananeira, fazia um buraco nela na bitola e na altura compatível da possibilidade de estupra-la e mandava ver. Porém neste instante, eu viajava. Estava abraçado com e entre as pernas da minha bela musa tão sonhada, desejada e homenageada em poesias masturbatorias em banheiros, atrás de muros, barbarização de patas, galinhas, ovinos, muares e outros, além das minhas pobres mãos, que só calejava a direita, de tanto pensar em curvas anforineas, mamárias turgidas e alabastrinas, colunas duplas talhadas na cor de marfim com maciez de veludo, peles de pessego, pelos virilhais sedosos ao toque e cheirosos ao nariz… Divaguei… É só falar em mulher que divago. Pois é homens não. Musica de mal gosto, barulhentas, “non sense”, estupidas também não. Vinhos dos bons, champanhe idem, filmes somente os divinos. Poesias, somente as que vem da alma, escritas na escrivaninha cedida por Deus e com penas de ganso do Paraíso. Perdoem-me alguns erros de grafia pois estou escrevendo num celular cujo corretor de texto e formador de texto tem absoluta antipatia por mim.
    Grande abraço WLD.

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    1. Prezado Athos, bom dia ou outro, pois não sei se virá nesse horário ou em outro ou em nenhum. Eu realmente reajo às palavras, não propriamente aos comentários e críticas. Gosto também deles e delas. Desgosto quando só são provocações, latidos e chamados pela matilha para latidos compartilhados disfarçados de comentários e críticas. Ou quando claras tentativas de formular, classificar, rotular e punhetar. Sou um provocador e por isso percebo provocadores. Não deixa de ser um talento. Contudo, cuido das minhas provocações para que elas não sejam tentativas levianas de desconstruções e promoção de barracos. Parafraseando seu ilustre comentário que agora o é, desde criança presenciei muitos barracos. Em um deles, ficou certo trauma. Daí minha personalidade em evitá-los. Só há um modo de evitar eles, fazendo um maior em que os barraqueiros se sintam normais, passando a sentir vergonha alheia por identificar no outro o que neles não conseguiam. Desse modo, eu os alço à superioridade que nunca tiveram, se sentem melhores, e passam a me olhar com parcimônia, enquanto eu os olho com pena. Induções. Um provocador consegue achar fácil o nervo. Quanto ao vídeo, esse tipo de rebolado de bundas só pode ser gostoso quando não platônico. O pau não levanta, sente-se asco. Isso é proposital. Quem se excita com àquilo tem graves problemas sexuais. Se eu estiver fisicamente presente numa produção assim, não sei o que faço. Talvez pelo meu humor pérfido, fingiria dar pontapés nos traseiros. A poesia nunca existiu. O que existe desde sempre é o texto. Que alguns classificaram, poesia, crônica, novela e conto, romance etc. Gêneros. Só existem dois gêneros, como na humanidade macho e a fêmea, na literatura a pena e a folha. Claro que a muitos isso parece absurdo, porque foram ensinados assim. Aceitaram e adotaram. Eu escrevo texto. Se for muito texto, será um livro. E é quando leio um livro que vejo a fraqueza dos rótulos. Estão lá poesia, crônica, novela, romance, sátira, artigo, biografia e tudo. O que é? Um texto gigante. Nada mais. Mas as pessoas precisam do rótulo. Como o que quebra a perna precisa das muletas. Ao contrário de você não estuprei bananeira, era um punheteiro feroz. Depois me tornei um buceteiro feroz. Agora sou um homem de bem. Ou pelo menos gosto de me imaginar assim. Sobre homens, é bom você ser claro mesmo, pois sem a clareza podem te julgar errado e dar em cima com alguma fantasia sadomasoquista. Despreocupe-se. Esse pouco se lhe dá não soa convincente com preocupação posterior. E afinal, gostar de um peludo é como você disse que tem, senso de gosto. Também não gosto de peludos ou mesmo depilados, mas enquanto eles não quiserem me forçar a gostar, fiquem à vontade para se gostarem. Fico feliz no entanto por você, querido amigo, ser como eu, não olha pro vento que passou mas espera outro que virá. Compreende que as rusgas não precisam levar ao campo da inimizade, mas da amizade maior. Sem reclamações tolas, aceitando ataques e contra-ataques, sem mimimi e choramingos típicos de párias. Erramos, acertamos e no fim tudo se torna uma grande piada. Como você disse certa vez, sabemos o que fazer depois. Grande abraço Athos. Continue por aqui quando quiser e puder. Eu farei o mesmo lá onde a página é marrom, mas o conteúdo não é bosta.

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  3. Meu caro amigo, olha, seu sensacional texto só consegue um rival à altura: seu próprio comentário, em resposta ao Athos. Gostei da parte sobre o Machado de Assis (sim, “o rei está nu”). Gostei de vc desmascarar o WP: é rede social, sim, muito mal disfarçada. Vc consegue aliar brilhantemente um conteúdo forte, com um estilo próprio e um humor cáustico (que é exatamente o que eu gosto, rs). Um forte abraço e um ótimo dia.

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