Crônicas

O Diário de Fábio

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Seus olhos foram se abrindo pouco a pouco, acostumando-se à brancura do teto. Enquanto sua mente tentava fugir da escuridão que reinou durante dias. A operação foi um sucesso. Mas Julia não sabia nada sobre isso. Julia não sabia nada sobre muita coisa. Tudo o que sentia era estranhamento, imobilidade, incômodo. Virou-se para a direita com dificuldade. Viu muitas flores e o que parecia ser uma agenda. Virou-se para a esquerda e lá estava sua mãe querida num cochilo profundo. Sentiu algo na garganta e tossiu, todo o seu corpo respondeu mal. Sua mãe acordou no ato, entre feliz e perplexa. Usou a mais a segunda sensação e chamou a enfermeira. Que rapidamente veio para apaziguar a mãe, e apagar a filha.

Julia acordou mais tarde. Percebeu sua mãe ao seu lado segurando sua mão com ambas as dela. Sentiu forte a ligação. Não mais do cordão umbilical da carne, pelo da alma: o amor! Lágrimas rolaram sem pedir licença. Todo o coração maternal era festa – Minha filha, finalmente, recuperada. Julia não chegou a ficar muito tempo a observar sua mãe, adormeceu rapidamente.

E essa foi sua rotina durante muitos dias. Um pouco acordada, muito tempo adormecida. Até que o pouco foi superando o muito e o igualou. E o superou. Passou a ver mais rostos. Seu pai, seu irmão, amigos. Passou a ir se lembrando, não de tudo, porque algo e alguém muito importante estava faltando. Até que o estalo se deu em sua mente. Com imenso esforço, proferiu a pergunta com o nome que, a simples pronúncia, fez cair uma lágrima teimosa de seu rosto. Tudo o que sua mãe fez foi balançar a cabeça; ir até onde estavam as flores, pegar a agenda que, na verdade, era usada como diário, e a entregou cuidadosamente nas mãos de Julia. Imediatamente se alterou muito, deixou cair a agenda e teve que ser sedada às pressas. Retornou horas mais tarde, com sua mãe vigilante ao lado. Apontou, sua mãe com reticência disse não. Julia insistiu e a teve. Abriu aqui:


14 De Março de 2011

Que dia, meu Deus, que dia! Não é fácil ter aulas com um professor que tem Che Guevara como exemplo de pessoa. Falar de Jesus é o mesmo que xingar. Não suporto mais toda aquela cambada esquerdopata me importunando, zombando e ridicularizando a minha fé e postura política conservadora. Um bando de idiotas é o que são. Que dia! Só quero esquecer.

22 De Março de 2011

Terminei com a Carol. Não dava mais para aguentar. Toda hora um barraco. Que merda! Garota lunática. Pois que vá se tratar para se relacionar com alguém. Eu não sou psicólogo pra aturar lorota o dia todo no ouvido. Já bastam meus problemas que não são poucos. Nem pai eu tenho. Mas hoje me sinto ótimo. Ela era mais um peso que namorada. Não quero saber de mulher nem tão cedo. São todas malucas e problemáticas. Todas!

05 de abril de 2011

Sei que falei que nem tão cedo iria me relacionar com mulheres. Realmente falei sério. Estou disposto a cumprir a promessa. Mas ontem foi uma grande tentação na faculdade. Uma nova aluna. Minto. Nem sei se é nova. Sou tão desatento… Só sei que é linda, meu Deus! Como é linda! Não sei nem descrever. É linda, linda, linda! Queria só saber o nome para poder escrever aqui e um dia relembrar: vi a garota mais linda do mundo, e estudou comigo. Chamava-se…

15 de abril de 2011

Julia, Julia. Julia. Julia! Mil vezes: Julia!!! Eu consegui me apresentar. Meu coração quase saiu pela boca. Não me sentia assim desde que tinha 13 anos de idade. Parecia uma criança. O que importa é que consegui. Mas quase passo vergonha. A sorte que ela passou a falar depois da apresentação, porque eu esqueci tudo o que ia dizer. E não foi por falta de ensaio. Assim que senti o contato do seu rosto, fui parar no mundo da lua. Ela me disse que seus pais vão fazer uma festa de aniversário pra ela, e só vai chamar alguns amigos. Disse que gostaria muito que eu fosse. Aceitei na hora. E comemorei o convite com um soco no ar. Ridículo. Ela ficou vermelha de vergonha! Eu queria ter uma casca de tartaruga para esconder minha cara de besta. O que vou dar pra ela? Parece rica. Deve ter tudo. O que eu faço agora, caramba?

19 de maio de 2011

Desastre total. Mais que total. Durante todo esse tempo eu achei que ia namorar Julia. Ela vinha conversar comigo todos os dias. Conversávamos sobre tudo. E ela era tão parecida comigo. Desastre. Seu aniversário foi ontem. Depois de muito tempo perdido e procura, comprei pra ela uma gargantilha. Nada de bijuteria. De joalheria mesmo. Nem paguei ainda. Quando chego à sua casa, pergunto por ela aos amigos e indo ao seu encontro, dou de cara com ela abraçada ao ex. E eu fiquei ali paralisado olhando. Como uma mula. Até que se beijaram. Minha revolta foi tanta que virei as costas e fui embora, deixei o embrulho na mesa e saí. Só ouvi o burburinho dos amigos. Ela me viu indo da janela e me chamou. Fingi que não ouvi e fui embora. Desastre!

28 de Maio de 2011

Ela veio até à minha casa. Teve a cara de pau de tomar café com minha mãe. Não me devia nada, mas desde o início sabia que eu não queria só amizade. Ontem pediu às amigas para me avisar pela terceira vez que queria falar comigo. Eu recusei pela terceira vez. Não, não e não! Mas adiantou? Nada! Não adiantou nada, muito teimosa. Por que você não quer falar comigo? Passa por mim e finge que não existo? Que que eu te fiz? Nós nem estávamos namorando. Você entendeu tudo errado. Blá-blá-blá. Segundo ela, o beijo foi de despedida. Eles só tinham dado um tempo. Ela terminou de vez. Disse pra ele que estava apaixonada por mim. Ele pediu um selinho de despedida. Só isso, Fábio. Só isso, Um selinho. Selinho é o caralho! O caralho! Mandei ela sumir de perto de mim. Me esqueça, me esqueça!

06 de Junho de 2011

Nem sumiu ou esqueceu. Pelo contrário, tornou-se amiga íntima de minha mãe. Vem até nos fins de semana. E minha mãe caiu na conversa mole da garota. Pior é que eu acho que a garota gosta mesmo da minha mãe, acompanha ela até em consulta ao médico. E não me deixa ir junto: “Você só atrapalha!” E minha mãe não fala em outro nome, Julia pra cá, Julia pra lá. A sacana contou tudo a ela, tudo. Até o dia do aniversário. Ganhou uma aliada. Não tenho mais sossego. Todo dia é: Pobre garota! Você é um insensível! Ela gosta tanto de você, birrentinho. Finjo ignorar, isso é horrível. Finjo. Por dentro estou pulando de alegria. Mas não quero dar o braço a torcer. Homens, quem nos entenderá?

18 de Junho de 2011

Não agüentei. Desisti. Que se dane meu orgulho. Surpreendi-a em casa olhando a chuva na varanda, de costas pra mim, enquanto minha mãe tomava banho para irem à igreja juntas. Sem prévio aviso a puxei, a abracei e a beijei. Nem sei quanto tempo durou. Acho que quase dez minutos. Minha boca ficou amortecida. Nunca gostei tanto de um beijo. Tentava saber o motivo beijando-a mais, e a cada vez, mais eu queria beijá-la esquecendo todos os motivos que não consegui descobrir. Estou flutuando. Não sei nem mais o que fazer da minha vida. Esqueci de tudo. Que o tudo se exploda e fique só eu e Julia. Julia, Julia, Julia! Só penso nela. Só quero ela. Acho que se morresse hoje, eu morreria feliz.

25 de Junho de 2011

Ontem fizemos amor. Não sei dizer como me sinto. Foi muito melhor que o beijo. É impossível definir. Eu realmente não consigo expressar. É mais que felicidade. É algo sobrenatural. Eu acredito que foram nossas almas que se uniram, não somente os corpos. Alma, espírito, tudo, tudo. Acredito que era tudo e mais um pouco. Mergulhamos pela materialidade na imaterialidade. Transcendentais. Não existe ninguém igual Julia. Nunca senti isso. E já transei com um monte. Mas com ela nem ouso falar esse verbo. Até amor fica relês. Melhor não dizer nada. Claro que isso aconteceu porque ela dormiu em casa. E foi à noite na minha cama. Lá se deitou e me abraçou. Pensei que estava num sonho. Acho que estava mesmo. Não sei bem o motivo, mas não falamos nada pra mãe que estamos juntos. Desconfio que nem precisa. Minha mãe amanheceu dando risada. Só me olha e fala, Ah, Julia… E cai na gargalhada. Eu acho que ela sabe. Acho não, ela sabe! Mas não quero falar nada. Nada!

03 de Julho de 2011

Agora todos sabem que estamos namorando. Conheci os pais dela e o irmão. Fui muito bem recebido. A mãe dela é linda. São idênticas. Parecem irmãs. Se não gostasse tanto da filha, iria me apaixonar pela mãe. Simpáticos e divertidos todos eles. Senti-me em casa. O irmão é meio zombeteiro, mas gostei também. Jogamos um tempão Playstation. Eu perdi sempre. Ele é um viciado e apela. Mas o melhor de tudo foi o pai. Gostou mesmo de mim. Depois que fui embora, Julia mandou mensagem dizendo que seu pai comentou que sou um bom rapaz. O que jamais havia dito de nenhum namorado dela. Que dia! Que dia!

13 de Julho de 2011

Julia me convidou para ir acampar na praia. Não estou com um bom pressentimento. Eu aceitei, mas preferia ficar com ela em casa. Fazer amor de madrugada na cama de solteiro. Dormir juntinho. Bem apertado. Acho que é só besteira o pressentimento. Vai ver vou gostar bastante. Nunca fiz isso, vai ser uma aventura daquelas. Quero mergulhar com ela de roupa e tudo e contar as estrelas. A cada dia a amo mais. Quero casar e ter uma dúzia de filhos. É isso e nada mais. Nem sei como era viver sem ela. Um absurdo. Total absurdo!

16 de Julho de 2011

Vamos amanhã. Já me preparei. Minha mãe quer que leve blusas, blusas, blusas. Medo de que eu me resfrie. Diz que tenho imunidade baixa e não sei mais o quê. Ela ainda pensa que sou uma criança. Engraçado, ela anda triste. Dificilmente ri. Que será que está pensando? Deve sentir falta do pai. Eu nem lembro mais dele. Mas sinto falta de um pai, talvez por isso eu escreva aqui, se tivesse um, iria conversar com ele. Esse mundo é muito injusto. Assassinado por menores a sangue frio. Mesmo depois de dar tudo e não reagir. Testemunhas disseram que os menores saíram rindo. Minha mãe nunca fala sobre isso. Sei disso por causa de um tio. Lembrar disso me dá ódio. Muito ódio! E tristeza. Mas não me lembro mais dele.

17 de Julho de 2011

Acho que preciso fazer um texto para Julia. Daqui a pouco vamos sair, me veio algo à mente e, antes que eu esqueça, preciso escrever. Porque se ela ler isso um dia e não ver nenhum texto a ela, vai ficar decepcionada. E brava, porque ela é muito nervosa e exigente. Não sou bom em escrever mensagens. Mas preciso tentar. Preciso.


Que Seria de Mim?

Que seria do beijo sem tua boca?

Que seria do sexo sem seu corpo?

Que seria da beleza sem seu sorriso?

Que seria de mim sem você?

A Terra sem o sol

O café sem o leite

A mão sem os dedos

A morte sem a vida

Sem você eu não seria

Sem você eu não teria

Sem você eu só iria

Viver a vida morrendo a cada dia!

Você não é a metade, é o todo.

Não é só meu amor, é a minha vida.

Eu nunca te amei, eu te amo e amarei!

Só me abrace,

Não sonho nem quero mais nada!


Notícias Policiais

18 de Julho de 2011

Um casal de namorados foi surpreendido por dois elementos armados enquanto acampavam à beira-mar. Provavelmente o rapaz reagiu, foi alvejado com cinco tiros. Fábio Soares e Silva tinha apenas 22 anos, cursava direito. Foi encontrado sem vida. Sua mãe está internada em estado grave, teve um ataque cardíaco ao saber da notícia. A Jovem, Julia Tavares Almeida, 21 anos, foi alvejada duas vezes. Está também internada em estado grave. Terá que ser submetida à cirurgia para extrair a bala alojada na cabeça, mas a equipe médica não está otimista, a bala está muito próxima do cérebro. O outro disparo atingiu de raspão seu pescoço. A polícia fez buscas, mas não encontrou os suspeitos. O carro da jovem foi encontrado a 100 quilômetros do local do crime. Roubaram somente o aparelho de som.

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16 comentários em “O Diário de Fábio

    1. Sem palavras. A recíproca é verdadeira. Suas postagens são maravilhosas. Edificantes e inspiradoras. Além de emocionantes. Guardarei com imenso carinho esse elogio. Porque vem de alguém muito sincera e competente. Fico grato, Mayara. Muito obrigado! Ter você como leitora é um privilégio. 😉

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    1. Você é que me deixa sempre sem palavras. Afinal, você é única por aqui. Não encontrei ninguém que escreva como você. Esse espaço seu com aquelas letronas grandes é minha parada obrigatória. Eu fico grato demais, Jú. Beijos, linda. 🙂 Muito obrigado.

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      1. Li seu comentário no ônibus e fiquei com um sorrisão desse tamanho ❤

        Antes eu acreditava que escrever é o que tirava da realidade, hoje eu vejo que escrever é a parte da minha realidade. E interagir nessa blogosfera com escritores como você é uma das coisas que tem feito muita coisa valer a pena WLD querido ❤

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        1. Eu não disse que você me deixa sem palavras, Jú? Primeiro, agradeço pelo escritor. Segundo, Que frase espetacular para um comentário, impressionante como você escreve fácil coisas complexas. Refiro-me à sua mudança de percepção: “Antes eu acreditava que escrever é o que tirava da realidade, hoje eu vejo que escrever é a parte da minha realidade.” Até agora a ampulheta ta girando aqui… Fantástico! ❤ ❤ ❤ ❤ Ótima noite, Jú querida.

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    1. Caro J.R. Sinto imensa gratidão pelas suas palavras. Estou lendo seus textos, meu amigo. Pouco a pouco conhecendo seu grande talento, que é enorme, aliás. E é muito gratificante ler isso de você. Não diga obrigado, Obrigado eu pela sua leitura e retorno. Um grande prazer. Abração, ótima tarde e noite.

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  1. Meu caro amigo, esse seu conto é absolutamente sensacional!
    Gostei muito do choque que dá no leitor a mudança de tom quando começa a leitura do diário. Na leitura do dia 6 de junho, cheguei a pensar que Julia começaria a ter um caso com a mãe de Fabio, razão pela qual ele teria se suicidado – motivo pelo qual o diário foi parar em suas mãos. Já pensou que reviravolta? rsrsrs… O belo poema me lembrou a igualmente bela letra do “Samba em prelúdio”, de Baden Powell e Vinícius. O final foi emocionante. Levaram só o aparelho de som – gosto desse tipo de contraste entre o trágico e o banal, como na letra de “Construção”, do Chico: “morreu na contramão atrapalhando o tráfego”. Ou melhor, no caso do conto, o trágico movido pela banalidade. Que, infelizmente, no caso, tem sido a regra, como se vê no noticiário policial.
    Em resumo, espetacular, não menos que isso.
    Um forte abraço e um ótimo dia pra vc.

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    1. Muito Obrigado por essa quase resenha. Digo quase, não porque faltou, mas porque sobrou. O correto seria então dizer mais que uma resenha, não? Amigo, realmente agradecido. E sobre o Banal, é exatamente isso, “o trágico movido pela banalidade”. A situação é de se amargar. Eu tenho pouco tempo de vida, mas já vi coisas que gostaria muito de esquecer, tal o nível de condução do trágico pela banalidade. Tenho certeza que você viu muito mais. O Espetacular devo devolver. Espetacular é ter você como escritor, produtor, leitor, comentarista. O grande criador de Mico e Muco, que pode parecer pra alguns muito simples e fácil, mas a carga que tem de arte e criatividade ali é algo do outro mundo. Único e genial. Inimitável. Obrigado por ler esse seu amigo. É realmente uma honra. Ótima tarde e noite, caro Laércio.

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      1. Meu caro amigo, eu é que só saio ganhando, seja ao ler seus textos (ficção e não-ficção), seja nessas nossas proveitosas conversas. Espero que continue escrevendo e publicando, pois a boa literatura e a boa política agradecem! Um forte abraço e boa noite.

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    1. Obrigadaço, Caro Bruno Bucis. Acho que você tem razão quanto ao excerto “jornalístico”. Também fiquei com uma sensação estranha depois que li de novo hoje essa parte, não por ser editor, mas por ser leitor de notícias mesmo. Mas achei melhor ficar sem editar, até por respeito aos que já haviam lido e dado retorno. Perdoe por isso, Bruno. Prometo melhorar. Forte abraço, boa noite.

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      1. Imagine, nem é para tanto! hahaha. Não tira nem um pouco do brilho do seu texto, muito melhor um autor que sabe usar as metáforas do que um que sabe escrever notícias, não é mesmo? Mas, se quiser, posso te ajudar em uma ocasião futura, só chamar. Espero não ter soado pretencioso, sei que certamente seus comentários ajudariam muito em meus textos – todos eles muito longe da perfeição. Um beijo, boa noite. Parabéns pelo seu incrível trabalho com as palavras (e com os leitores)

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        1. De maneira alguma, Bruno. Pelo contrário, acho que foi uma das poucas vezes que absorvi uma crítica de maneira completamente positiva. Pois vi base nela. Não foi vazia, e muito educada, por sinal. Aliás, você é absolutamente claro. Não dá nem pra tentar interpretar diferente do que você quis dizer. Fico é muito feliz de poder contar com você. Certamente que numa ocasião futura lembrarei de ti. E, qualquer coisa que necessite, o que duvido pela sua capacidade, estarei aqui. Fique despreocupado, impossível eu ou qualquer outro ver no que disse pretensão. Forte abraço, obrigado por tudo de novo. Ótima noite.

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