Contos · Série

O Cafajeste – Parte 3

Então, tá, né?! Também gosto de você! WLD

Duas semanas, esse foi o tempo para esboço de uma reação. Muitas foram as minhas tentativas para recuperar Pâmela. Quase cheguei ao absurdo de ameaçar tirar a própria vida. Felizmente, domei esse desejo e, a partir do autodomínio recuperado, passei a erguer-me cambaleante.

Mensagens, flores, telefonemas, choro e humilhação. Foi do que vivi nesse período, além da dor de corno mesmo provavelmente nem sendo corno. Isto é, dor de ser trocado. De vez em quando, recebi um obrigado. Um “não chore”. Um: Ei, Reaja! Tratado como um nada. Afinal, ser tratado como alguém que precisa de ajuda não é exatamente ser tratado como um nada?

Mas minha mente não conhece sossego. Sou um arquiteto mental e não consigo evitar o desenho. A observação contínua das circunstâncias. Todo o manual do Cafajeste está memorizado. Foi gravado a ferro e fogo. E dele extraí a pérola: Corre atrás e não terá. Despreocupe-se, e ela vem atrás. Mas isso não funciona com um fraco. É preciso ser forte e suportar as ânsias obsessivas provocadas pela ausência. Talvez por meses. Necessário é antes correr atrás durante algum tempo; humilhar-se, para que depois ela possa sentir a ausência em momento oportuno.

A primeira parte havia feito com sucesso. Inclusive além do necessário. Inculquei naquela cabecinha loira que quando fosse necessário, eu estaria ali do seu lado. Disponível e pronto para aceitar de volta. Bastava uma crise, uma briga, um rompimento e ela então se lembraria de mim. Mulher dificilmente sofre só. Por ser extremamente sensível, vai procurar amigas, parentes e até mesmo (ou principalmente) um cafajeste como eu.

Meus estratagemas mentais nunca erram. Porque não planejo somente a execução, mas todo o cenário em que ela se dará. Foram dois meses de sumiço total. Saí do endereço de hábito. Troquei os números dos telefones. Deixei apenas uma pista: clube do qual sempre fui sócio. Era lá que ela devia me procurar se quisesse, e iria querer, claro. Passei a reconstruir totalmente minha imagem destruída. Exercícios e até ioga foram minha rotina diária. Além do flerte e o sexo casual, claro.

Ela teria que me encontrar mais saudável, mais bonito e mais feliz que no melhor momento em que estive ao seu lado. Se estivesse noivo de uma mulher linda, melhor ainda. Já disse antes: Mulher gosta de ver-nos sofrer. Ver a desgraça. Isso é um prêmio à sua vaidade. O exato oposto é o que detestam. Como ele se recuperou tão rápido? O quê, já está noivo? Parece mais feliz que comigo. E dizia que me amava, o cachorro! Essas quatro expressões é o que chamo de xeque. Será inevitável. Ela vai querer destruir esse noivado, namoro ou o motivo de sua alegria de qualquer jeito. Como? Correndo atrás como uma louca, claro! E por esses dias, eis uma pequena e grata surpresa…

– Pronto.

– Senhor, é o Junior do Clube dos Cafajestes. Tudo bem?

– Sim, tudo bem. O que deseja?

– É que uma moça te procurou aqui. Queria de qualquer jeito seu contato ou o endereço. Quase fez um escândalo. Chama-se Pâmela, e disse que era assunto de vida ou morte. Chegou a me oferecer dinheiro. A propósito, é linda viu. Mas estava totalmente descontrolada. E aí ficava mais linda.

– Cala a boca, rapaz. Não é pro teu bico. Você não forneceu nenhum dado, forneceu?

– Desculpa. Não, Senhor. Claro que não. Prezamos muito o sigilo das informações de nossos membros. Disse a ela que deixasse os dados dela e, talvez, quando o Senhor aparecesse, avisaríamos para que decidisse. Ela não só deixou dados como também uma carta. Estou ligando justamente para vir retirá-la.

– Ok, aguarde que estou indo. Até mais, e veja se não abre essa carta, animal. Ou terá sérios problemas.

– Entendido, Senhor. Jamais faria isso. Estarei no aguardo. Tenha um bom dia.

Dirigi-me até lá alguns instantes depois para pegar a carta e persuadir Junior a manter ela na espera. Um pouco de espera para quem está no desespero acentua a tal ponto o descontrole que esperava ter dela o controle absoluto da mente, coração e até da alma. Cheguei ao local e solicitei rapidamente a carta. Ali mesmo, a um canto, abri e dei-me com isso:

Onde está você? Por que sumiu  e fez desaparecer todos os contatos? Disse que me amava. Disse que jamais desistiria de mim. Disse tantas coisas lindas. Tudo mentira? No momento que mais preciso, você desaparece. Nem mesmo uma ligação. Nada de mensagem! Sei que te magoei, mas fui sincera. Embora me arrependa amargamente. Que decepção! Mas perdoe-me. Perdoe-me. Eu agora descobri que não posso viver sem você. Ah, se arrependimento matasse. Aquele canalha do Paulo me enganou. Estava saindo com quase todas nós e enganando uma a uma. Foi demitido. Pegamos ele transando com uma colega no meio do voo, dentro do banheiro, enquanto só o copiloto comandava. Um escândalo. Abafado pela Companhia para evitar processos e perda da credibilidade. Eu me sinto tão só. Pensar que abandonei tão grande homem por um cafajeste daqueles. Quero você de volta. Nem que tenha que virar o mundo de pernas pro ar. Você faz tanta falta! Ah, até do seu desespero que tanto parecia me incomodar. Como ele agora me dá prazer quando lembro! Por favor, dê-me sua presença de novo. Nem que seja pra brigar, me xingar. Nem que seja pra me dar adeus! Não me prive dela. Por favor!

Te amo demais, P.

Ah, projeção e desenho. Ah, perfeição! O impulso infantil queria me dominar. Ligar dali mesmo. Fazer as pazes e passar a noite com aquela criatura dócil e maravilhosa. Mas isso seria um grande equívoco. De maneira alguma permitiria errar segunda e definitiva vez. Vai sofrer, mulher. Vai sofrer bastante.

– Ei, samba-canção. Vem cá, sim. Você mesmo leitor de cartas alheias. Se ela aparecer aqui de novo aos prantos, o que é quase certo, não forneça meus dados de jeito nenhum. Só depois de um mês ou até um mês e meio. Presta atenção. Quando der, diga pra ela te jurar que nunca vai dizer quem deu. Aceite o dinheiro, mas cobre o dobro do que ela te oferecer. E só dê os meus contatos e endereço quando ela estiver próxima de ameaçar se matar. Aliás, melhor, só dê quando ela ameaçar se jogar debaixo de uma carreta.

– Isso é que não. Não consigo ver mulher, ainda mais aquela, sofrer desse jeito perto de mim.

– Será possível? Será que vou ter que falar com a gerência pra te trocar? E que anda lendo correspondências dos membros?

– Eu não li, não, senhor?

– Em quem você acha que eles vão acreditar, hein? Sabe há quanto tempo sou membro daqui?

– Ok, patrão. Não está mais aqui quem falou, mas manifesto minha desaprovação quanto a fazer mulher sofrer, isso é uma ingratidão.

– Manifeste sua bunda, animal. É por causa de homens como você que o mundo está dominado pelas mulheres. Vocês se sujeitaram a elas como a animais domésticos. Um afago e já estão abanando o rabo. Pois faça o que te ordenei. E me ligue de vez em quando para me inteirar do que anda ocorrendo. Agora vou, e nem sonhe em fazer diferente. Eu saberei e cumpro minhas promessas.

– Certo, patrão. Mas me diga, só uma curiosidade, é rosinha?

– Se é, muito rosa, mas não é pro teu bico, já te falei cueca freada. Tire os olhos, vá comer suas quengas bigodudas. E me largue, que tenho mais o que fazer.

E tinha mesmo. Lembrar de alguma morena boa para servir de estepe, objeto e noiva, o que dá tudo na mesma. Lembrei de Carla. Comidinha da boa dos tempos da faculdade. Obviamente, estava compromissada. Dei uma rondada, em três dias já estava comendo e havia mais um corno na terra. Em 5 já estava desfeito o compromisso. Em 15 já estávamos noivos e com data marcada para o casório. Tudo sendo projetado de acordo. Nesse ínterim, Pâmela já havia ido três vezes no Clube. E estava causando certo escândalo. Ao ponto de o gerente me ligar solicitando urgente solução. Desembolsei uma nota para que ele suportasse a palhaçada por mais algumas semanas.

Elas passaram rápido. Enquanto passavam, enchi o apartamento de fotos de Carla. Contratei um pintor e mandei fazer uma pintura dela nua. De quase dois metros. Uma maravilha. E aguardei. Como uma cobra depois de dar o bote aguarda o efeito devastador, até que vai depois tranquilamente comer a presa.

Seis dias depois de Junior dar o endereço e contatos, quem bate à minha porta? Muito tempo. Por que demorou tanto? Fortinha a garota. Como pôde ficar mais linda com olheiras, descabelada, emagrecida e sem sangue no rosto é o que não dá pra explicar. Certamente, alguma magia feminina desconhecida até do manual. Eu já esperava o desespero total, e até socos e pontapés. Mas tinha medo do choro convulsivo. Queria que tudo fosse minorado pela surpresa de me ver bem alimentado, feliz e noivo de uma morena pra lá de linda. Isso foi cruel. A cabecinha loira, ao aceitar meu convite e entrar, estava embasbacada. Mas, o que é isso? O que é isso? Noivo? Engoliu por um tempo, discorrendo sobre outros tempos e perguntas sobre minha ausência. Todas respondidas com omissões e mentiras. Até que, enfim, soltou tudo.

– Nunca me pediu em casamento. Fiquei muito mais tempo que esta daí com você.

– Minha amiga (isso foi pra machucar mesmo, chamar de amiga e nem mencionar o nome é pra doer, aprendam cuecas), eu conheço Carla há muito tempo. E você mesma me disse que sua profissão dificultava casamento, lembra?

– Disse isso por dizer. Sempre sonhei casar. Você é um canalha. Nem me chama mais pelo nome, é provável que nem se lembre. Vagabundo. É isso que você é. Ai, me desculpa. Não estou nos meus dias normais. Na verdade, há mais de mês que estou mal. Nem no emprego fui mais. Acho que vão considerar abandono. Eu não estou bem… Muito arrependida…

Passou a chorar. Desgraça, chorar não, não, não.

Não adiantou. Chorou desgraçadamente. Mulher apela o tempo todo. Filha da mãe! Soluçava, e aquilo me matava. Tive que abraçar, tive que beijar e tive que comer. Que sacrifício! Já disse que não suporto ver mulher chorar, isso é meu ponto fraco. E não é de pena, é de raiva. E elas usam isso comigo. Pilantras. Claro que depois tive que chorar. E como foi difícil fingir. Estava pouco me lixando pra Carla, que estava pra chegar. Aproveitei a oportunidade e comi outra vez, lentamente.

Quase fiz amor, seja lá o que isso significa. Mas Carla não veio. Maldito trânsito. Chorei de novo e mandei Pâmela sumir. Chorando da maneira mais ridícula que se já se viu. Batia até no peito e falava fino. Ela saiu com imensa dó e culpa. Depois de umas duas horas, Carla chega. Tive que comer também. Voraz e maluca. Carla é um espetáculo, só que é fanha. Quando grita e geme é horrível. Que horror! Deu pra mim a noite toda. Fez de tudo, até uma espanhola. Como parece haver leitores de várias nacionalidades por aqui, cito outros termos para melhor entendimento. Todos colhidos da Wikipedia, portanto, não sei se é verdade. De acordo com ela, O que foi feito pode ser chamado de uma cubana, uma turca, uma francesa ou ainda, uma russa. Em último caso, uma gravata. E mais em último caso ainda, para os virgens e punheteiros da web, um sabiá entre os peitos numa bronha alucinada. Mas veja bem, com peitinho não dá. Tem que ser peito que bate na cara quando se corre. #prontofaleiealguemescreveu.

Claro que desmaiei lá pelas seis da manhã. Consultei as horas no celular quando acordei, 14:30. Puts, sorte que era domingo. Mas se fosse segunda iria ser sorte também, já que não trabalho desde muito tempo. Carla deixou um bilhete dizendo que às 22:22 retornava. No celular, duas chamadas de Pâmela não atendidas, e uma mensagem bem sapeca:

Precisamos conversar. Sinto-me horrível por te fazer sofrer. E também por fazer você trair. A culpa é toda minha, não se culpe. Mas você precisa terminar. Claramente ainda me ama. Não pode continuar enganando ela e seu coração que é meu!

Ah, filha da mãe! Já quer inverter o jogo, não? Calma, calma! Tudo isso foi previsto. Me aguarde e verá! Mas de uma coisa ela estava certa, precisava me desfazer de Carla, a ninfomaníaca. Assim que ela chegou, fiz cara de sério. Ia ser difícil não rir enquanto dissesse aquela babaquice.

– Carla, senta aqui. Preciso falar sério com você, é uma confissão.

– Nossa, nunca te vi tão sério. Que foi?

– Isso está me matando por dentro. Não quero enganar você. Eu gosto de homens.

– Como?

– Eu sou gay também, sou bissexual. Sei lá, gosto de um macho na cama, peludo. Faz tempo que me privo por sua causa. Agora não aguento mais. Estou subindo pelas paredes de vontade de dar.

– Minha Nossa Senhora! Você só pode estar de brincadeira. Nosso casamento está marcado. Como pôde fazer isso comigo?

– Você sempre teve amigos gays, e disse que lutava contra preconceitos, pensei que fosse me entender.

– Sim, eu tenho amigos gays, amigas lésbicas e também bi, mas não quero casar com um ou uma.

– Isso daí é homofobia!

– Não é mesmo, isso é meu desejo. Aceite se quiser. Não me toque, não me toque, mentiroso. Minha vontade é espancar você.

Espancou nada. Não quis foi casar. Isso realmente não. Na verdade, fiz a ela um favor. Já que ela tinha bastante dinheiro. Muito mais que eu. E iria se casar pra dividir tudo. Imagine se faço isso? Ela deveria me agradecer.

Deixei o caminho livre. Óbvio que não ia dizer pra Pâmela. Não ainda. Havia um momento certo. A minha vingança estava só começando, só começando. Eu ainda tinha muito trabalho pela frente. Talvez eu conte depois. Ou não.

Leia também os anteriores.

O Cafajeste

O Cafajeste – Parte 2

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18 comentários em “O Cafajeste – Parte 3

  1. Meu caro, isso já está ficando do tamanho de um romance! Aliás, um excelente romance, muito divertido, rs. O curioso é que, para a escala de valores do protagonista, que se diz cafajeste, a perspectiva de vingança está acima da de golpe do baú… Um forte abraço e um bom fim de semana.

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    1. Obrigado, caro Laércio. Embora eu acho que criei algo que não é conto, não é crônica, não é novela, não é romance, desconfio que seja nada. rsrs. Pois é, eu to achando que esse cafajeste ainda está gamadão, não? Abrindo mão até de golpes e dinheiro só para executar vingança? Sei não. Acho que a tal Pâmela acabou com ele mesmo, kkkk.

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        1. Perfeito. Nem me lembrei do folhetim. A respeito, também não sei muito para que me lembrasse. Sei que grandes autores se utilizaram desse gênero, por assim dizer. Sobre o logo último. Vou ter que pensar uns dois dias nisso, rsrs.

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              1. Caro amigo, os folhetins dele foram publicados como romances. Há os em nome de pseudônimos (Suzana Flag etc.) e outros em nome próprio. Prefiro estes. Mais especificamente, dois: “Asfalto selvagem” (que a Globo lançou como minissérie “Engraçadinha”, lembra?) e “O casamento” (que é bem sórdido). Um forte abraço.

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                1. Se lembro, Aquela Negrini, um terror da molecada. kkkkkkk. Essa eu realmente sabia que era dele. Mas não sei até que ponto a adaptação fez jus ao que estava escrito. Não conheço esses outros que citou. Deve ser excepcional. E fico ansioso por ler. Esse ano ainda tento pegar esse camarada pelas ventas da brochura. rsrs. Abraço, amigo.

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                2. Sugestão: se for pegar pelas ventas da brochura (boa!), serão do seu gosto as crônicas políticas. Vc vai se deliciar. Aliás, vc vai virar fã.
                  Quanto à Engraçadinha, quando passou a minissérie eu já tinha lido o livro. Achei que foi fiel, sim. O problema é que tenho grande preconceito contra a Globo. Tudo que toca fica pasteurizado, insosso. Acho que foi fiel, mas certamente perdeu muitos dos comentários sarcásticos que ficam espalhados pelo texto.
                  Mas ganhou a Alessandra Negrini…
                  Abraço, caro amigo.

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                3. Aquela moça tem alguma coisa de errado ou de muito certo, e não envelhece, ou envelhece ficando mais bonita, o que é uma característica terrível para os chutados por ela, certamente. kkkk. Penso a mesma coisa. Além da Engraçadinha, lembro de outra que a Globo fez até bem feito. Luna Caliente com o Paulo Betti. Não sei se é Beti, Betti Ou Bete. Enfim, eu achei muito rodrigueana comparando com a Engraçadinha, só que com um tom mais chegado ao suspense. Não sei se foi ele a escrever, mas acho que não. Sugestão anotada, caro amigo. Abração.

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                4. Pois é, linda. Só que… no ano passado, não sei se vc a viu numas propagandas, acho que de celular. Tive a impressão de que fez plástica, sei lá.
                  Quanto a essa Luna Caliente, não assisti. Aliás, nem sabia que tinha algo assim. Mas, pela sua descrição, lembra da Presença de Anita, com a Mel Lisboa?
                  Um forte abraço.

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                5. Sim, lembra, algo parecido. Um “senhor” e uma garota. Clichêzão Lolita. Mas tem uma dose de suspense e ar sombrio, adaptado à época, acho que pelos 60 ou 70, que eu achei interessante. Mais ainda por só ter três ou quatro episódios, sem aquela palhaçada de cenas dos próximos capítulos, rsrs. A atriz é até parecida com A Mel Lisboa, acho que o nome é Ana Paula Tabalipa, Talipe, enfim, nomaiada artística já sabe né. Google deve resolver, mas tenho preguiça, rsrs. Eu acho que iria gostar, se tiver tempo de assistir. Provavelmente deve estar no youtube. Forte abraço, amigo.

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                6. Ah, então acho que já sei. Não assisti, mas soube pelas propagandas. Sim, bem rotulado: em ambos os casos, clichezão Lolita. E, cá entre nós, Lolita só há uma: a de Nabokov. Já assisti às duas versões cinematográficas e, na minha opinião, nem uma delas alcançou a grandiosidade estilística do livro. A tradução do Plinio Doyle (acho que é esse o nome), pela Cia. das Letras, é excelente. A ponto de eu não saber dizer que os méritos de estilo são de Nabokov ou do tradutor.
                  Caro amigo, um forte abraço e um ótimo dia pra vc.

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                7. Somente uma, caro Laércio. Certamente. Não lembro qual foi a tradução. Esse eu peguei numa biblioteca há muitos anos. Nunca mais voltei nele. Mas da leitura me lembro que foi bem chocante. Forte abraço, me ocupei demais hoje, e só me resta desejar ótima noite!

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  2. Concordo plenamente com o amigo Laércio: Magnífico romance!!!
    O melhor, ou pior – depende do ponto de vista – é que como está ficando cada vez melhor, bate uma ansiedade por ‘mais’ que você não tem ideia! Nem tenho mais o que dizer, incrível nos mínimos detalhes.
    Ps: Acredito que a dupla sertaneja escreveu uma música feita pra ele! hahhahaha – DEMAIS!

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    1. Muito obrigado, Mayara. Ler isso de você me deixa orgulhoso e animado para continuar a escrever não só essa série mas muitas outras. Sua opinião é muito valiosa e desde que cheguei tem sido responsável por me estimular e muito. Sobre o vídeo, kkkk, acho que poderia ser o inverso, mas não havia tido conhecimento dessa música até agora nessa postagem. Engraçada coincidência. Até que gostei da música. Rsrs. 🙂 Abraço, Mayara.

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