Crônicas · Poesia

Um velho

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O Céu chove lá fora suas águas

Enquanto chovo as minhas aqui dentro

O punhal da tristeza me acerta a garganta

Produzindo uma ânsia que nada abranda

Eu olho para o céu e ele produz nuvens escuras

Para as árvores e as folhas param de balançar

Para seus olhos, mas eles estão no chão

Para minha vida e ela se desintegra, inútil

Cura as minhas chagas, Ó SENHOR!

Esta alma leprosa precisa do desassombro

As lembranças dos que foram me sufocam

Não posso pensar nos que ainda se vão

Morrerão enquanto me matam

E o que sobra é um quase nada

Um velho na sua tal sobrevivência

Mais pobres que eu me olham com pena.

Mais pobres que eu!

Desde que aprendi a rir,

Nunca mais deixei de chorar.

Dos jovens, o pedido por conselhos,

E eu os dou,

Vocês sabem de tudo e TUDO,

Vocês só me repreendem e me desprezam,

De mim sentem nojo

Por ver em mim seus próprios futuros

Ser ultrapassado, vocês também serão

Por que não morre? Vocês também morrerão.

Mas antes disso,

Vão se gozar e me deixem lembrar!

Vão se morrer e me deixem sofrer!

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6 comentários em “Um velho

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