Crônicas

Horror ao elogio?

Se critico, mal amado. Se elogio, mal amado. Se neutro, mal amado. Se calado ou falante, mal amado. Vejo que seria mal amado até quando vivo, até quando morto. Mas que se faz com uma fruta podre no meio de uma colheita farta? Ignoro-a? Jogo-a fora? Jogo-a fora ignorando-a? Se a tal tem pernas, por que fede perto me mim? Ó, talvez não seja fruta podre mas uma alma covarde que não tem forças para ir ao céu e vive com medo de ir ao inferno. Porém, jogar-se fora como, se jogada fora está? Há almas que mesmo o diabo desistiu. Covarde e falso. Mas como poderia ser um covarde sem ser falso; sem precisamente ser ressentido e invejoso? Inveja de mim? O nada com inveja do quase nada? A fruta podre querendo ser bagaço? Faz sentido. Eu entendo. Da podre só sai lodo, do bagaço, se se espremer bem, ainda sai caldo.

O que pensou? Tomou-me por tolo? Pensa que te respondo é por que fui atingido? Longe disso. A não nomeação direta é culpa sua, exclusiva. E sua flechinha é bumerangue. Ela revelou aos ares e a mim quem você é. Ou melhor, quem você não é, porque para ser, falta tudo. Lembra bem da coerência, é um nada. Unfollow? Por que me daria o trabalho? Sou eu  o medroso em nomear? Se te faço o favor é porque você exclusivamente merece. Observa minha cara. Repara nela ou se no espelho reluzente do papai próximo da escrivaninha que tem em cima plástico com uma maçãzinha incompleta está um covarde, frouxo e falso. Sou usuário de Linux com computador de gabinete aberto montado por mim. Compara as caras e as vidas e julgue onde está o homem e onde o verme. Achas que eu tenho medo de quê? Imagina que me calaria por causa de follows e unfollows? Muitas mulheres me calaram e me calam, homens, só dois: Jesus Cristo e meu pai. Contudo, isso seria impossível a você, porque não é um homem. Nem mesmo moleque.

Ó pobre criança, seu tutor que te ajuda a construir frases copiadas de outros que copiaram num processo ininterrupto de destruição cerebral e te ajuda a ser charlatão, sim, o poetinha abstrato incorrigível pois já velho, te convenceu a isso? Surpreso? Pobre babaca. Mamou em tetas fortes de uma mulher vigorosa ou numa rola? Deste seu leite a alimentação toda é prejuízo e causa náusea. Não consegue chegar ao botão? Quer me copiar enquanto tenta me provocar? Bem se vê que por trás do teu desprezo fingido conseguiu enganar a si mesmo, porque o que na verdade reina sobre mim é a admiração pela originalidade que ainda não viu nos teus professores cagados da esquerda e do centro da esquerda. Mas como pode ser assim, original, ainda que cheio de defeitos e vícios? Não, não, sinto muito te dizer, mas não pode. Não pode se chama um soldado a um duelo pelo anonimato da vaia entre milhares das arquibancadas enquanto quem você xinga está na arena com espada na mão e o nome na testa sem você para enfrentar. Mas eu aceitaria? Oras, como iria matar um morto? Desce daí, venha ser homem, mas antes: ressuscite!

Alguns já desceram e, apesar de ser da oposição, não se borraram. Pelo contrário, ao fim do embate, sobrou o respeito. Admiro quem não se caga todo pra pronunciar um simples nome. Pode ser até gayzista, abortista ou petista. Se não se borrar, aperto a mão. Mas se me pedir com mais carinho para fazer o que não tem coragem, enfio com prazer a mão no teu cu, arranco a bosta  e espalho na sua outra bosta que é a cara. Mas nem preciso, logo se vê que sua cara é uma merda e está cheia de bosta.

Está certíssimo em recusar um elogio. O que mereces mesmo é uma pica que adentre o seu ânus e saia pela boca. Contudo, se já cagaste o cu quando o cérebro, que te resta? Mudarei meu rumo? Deixarei de elogiar? O dia que em que eu mudar a direção por causa de um covarde, um bosta e um fracote como você, acompanhado por um velho comunista que não é real mas abstratamente idiota, eu corto fora o que você tanto deseja e dou ao meu cão.

Convido-o a apertar o botão. Vamos lá, eu te fiz um favor. Te mostrei um fragmento de coragem. Só um fragmento dela. Se não a tem para apertar um botãozinho, e se acha que pode mais tanto, nomeie-me e nomeie-se cuzão. Ou seria cuzinho? Vejo que não tem espada. Lanço a minha ao chão e te autorizo a trazer a faquinha de serra roubada. Traga junto toda a esquerdinha. Vamos ver se ainda presto pra alguma coisa. Pois o dia que pré-universitários e pós-universitários com seus professores de um só currículo desta era sodomizada vencerem-me, eu não serei mais eu. Que digo, que você é gay? Nunca conheci um gay, pessoalmente, que fosse covarde. É preciso ser muito homem para ser gay. Já gayzista não. Você é só um bosta. Um nada. Uma cópia da cópia da cópia que, a cada vez que surge, mais imbecil aparenta e é. Mas sei que agora não há muito a fazer. Já não nomeou-se e mesmo que o faça pela raivinha e o esperneio, não me servirá mais, pois o respeito meu só se perde uma vez.

Cá estive dia desses, mas não estou mais. É porque trabalho. Não nasci com moeda de ouro no pintinho. Mas se quiser, tem lá a página de contato, abaixo a de comentários. Dia desses, se eu achar que falou algo mais que mimimi nomeando-se, eu posso, de repente, pensar em te responder. Não me chame de parceiro, precisa ser muito mais que uma pulga para ser parceiro meu. De você quero só uma coisa: desapareça. Porém, se te faltar coragem, deixa comigo, eu farei você desaparecer. Aos homens e mulheres, de 5 a 80 anos, perdão, é que encontrei um cuzão.

“Se você se perguntou, sou eu? Não. Não é. Não sou poetinha abstrato. Se fosse você, não se perguntaria, teria certeza.”

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20 comentários em “Horror ao elogio?

  1. Não sei se rio ou se choro kkk Mas como não sei do que se trata, pode ser que o pentelho mereça…
    E eu já estava com um texto preparado a respeito de criticas e acabei de postar, mas creio que esse pentelho ai fez mais do que criticas…

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  2. Acabei ficando mais um pouco, porque foi impossível resistir a ler com esse título. E valeu a pena.
    Sabe o que isso me lembra? Não sei se já comentei contigo, mas aquelas polêmicas que havia em jornais, no séc. XIX e início do séc. XX. Os caras desciam a lenha, sem dó nem piedade. Tinham até um rótulo só para eles: os “polemistas”.
    Eu diria que vc está muito bem acompanhado de Nelson Rodrigues, Carlos Lacerda, entre outros polemistas de grande quilate. Parabéns.
    Um forte abraço!

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    1. Será que plagiei demais, Laércio, Hehehe. Aí também tem um pouco do Olavo, embora eu juro que só percebi depois. kkkkkkk. Depois com tempo, leia a entrevista com o WLD, que pode ou não ser o autor disso, e com sua mente capaz, me responda se ele escreveu isso pra alguém real ou foi ficção. rsrs. Abração, ilustre Becker.

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      1. Muito bem lembrado, eu tinha esquecido do Olavo, que aliás sabe usar palavrão. Essa verve ele tem. Tem também o Reinaldo Azevedo e alguns outros. São boas influências, sem dúvida.
        (Olha, confesso que tenho alguma birra com o Olavo, mas é coisa antiga. Como diria Nelson Rodrigues, de uns 10 mil anos atrás. Provavelmente, já não haveria mais nada a ressalvar, mas sou teimoso e birrento, pior que mula. Acho que nunca darei a mão à palmatória. A não ser que o Olavo diga que é torcedor do São Cristóvão. Aí, não tenha dúvidas, estará selado o acordo de paz – rarará, como se ele soubesse, ou se preocupasse, com a opinião desta mula, rsrsrs.)
        Mas enfim, acabei de ler. Já comentei lá. Agora, sua pergunta é muito difícil de responder! Claro que, como não tenho sangue de barata (talvez a cara), quando lia ambos os textos, foi impossível não pensar nisso. Contudo, era um pensamento intrometido, que afastei reiteradas vezes, pelo motivo que já comentamos noutra oportunidade: devemos respeitar a capacidade ficcional do autor. Então, o que posso dizer é: sendo ou não ficção, foi muito bem construído, muito bem escrito. Brilhante. Essa é que é a verdade.
        De qualquer modo, colocar em dúvida, no próprio texto, se era real ou não, foi uma tacada de mestre. Nem Rui Chapéu acertaria uma dessas.
        PS: uma pergunta que alguém poderia fazer a vc, em tom de chacota (ou não, a depender de quem for), é: a série de “talvez”, “quem sabe”, “sim ou não” etc. é coisa de relativista, hein? rsrsrs… durma-se com um diagnóstico desses, rsrsrsrs…
        Um forte abraço, meu caro amigo

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  3. Olha que cheguei agora e estou pondo em dia minha leitura (deveria estar escrevendo um post,mas não posso resistir) e o que encontro?
    Acabei lendo primeiro a entrevista e vim correndo ler esse. Na verdade não me causa curiosidade alguma se foi ficcional ou não, adorei o texto tanto quanto a entrevista. Não tenho palavras tão bonitas pra descrever ou comentar, nem tento na verdade, mas posso dizer que confio no seu trabalho e sendo ou não ficcional, verdades foram ditas. Poderia, inclusive me apropriar de partes e mandar pra algumas pessoas ou apenas uma. Vai saber. 😉
    Posso dizer: perfeito? Ok. Então, está perfeito.
    Dificilmente deixaria de seguir alguém, cujos textos eu admiro tanto, por incapacidade de diferir entre o que é real e o que é fantasia. Talvez não gostem de Nelson Rodrigues? Pode ser. Liberdade de ir e vir, natural, não me abalaria, até porque seu saldo foi positivo.
    Parabéns WLD ou Waldir ou Eva. rsrs (Não me interprete mal, mas é que não faz a menor diferença pra mim 😉 )
    Bjooooo

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      1. Preenchendo e se preenchendo…é isso.
        Eu que te agradeço, me fez tirar um texto que fiz e nunca publiquei por receio, não de perder seguidores, mas de outras coisas um pouco mais sérias. Também me lembrou que a Patrícia (eu) não sou a MorgauseDs e sou ao mesmo tempo. Isso ajuda muito.
        Bjoo meu lindo e um Domingo maravilhoso.

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        1. Fiquei um tanto curioso. Quando disse tirar quer dizer publicar? Se foi isso e está publicado, gostaria de saber. Vou ler quando arrumar um tempo. Enfim, obrigado. Eu realmente te agradeço, tens sido importantíssima pra mim aqui. Sendo MorgauseDS, Patrícia, Pati ou todas e nenhuma. Beijo. 🙂

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          1. Rsrsrs pode me chamar como quiser ou achar melhor, sou todas e nenhuma. Não é mesmo?
            Não, esse texto não foi publicado ainda, resolvi seguir minha intuição e vou faze-lo no momento certo, mas tirei da caixa e estou revisando e atualizando. Não é nada demais, só me deu alguma dor de cabeça na forma em que estava e para evitar perseguição, vou abrandar um pouco. Mas realmente não é nada demais. Vai ver. É só que preciso fazer algo com ele e não sei o quê. A questão é, seu texto me fez olhar mais uma vez pra ele. E isso é muito bom, me fez pensar e é o propósito quando leio algo.
            Então retorno dizendo que você também tem sido importantíssimo.
            Obrigada lindo.
            Beijooo

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