Artigos · Opinião

A crítica que constrói e a que destrói.

 

Figura1

Tenho refletido há muito tempo, meses mesmo, sobre a crítica. Especificamente, a crítica em blogs ou outros espaços de teor literário semelhantes. Não há tanto tempo, algumas semanas, venho tentando reunir os principais pontos dessas reflexões em um artigo que fosse nem muito longo, nem curto e raso; mas equilibrado e útil a mim e aos que esporadicamente ou não me leem.  A rigor, pretendo trazer algo sobre o que aprendi sobre a crítica construtiva, a destrutiva, mas também quero levantar outro tipo de aprendizado sobre relações entre leitores e escritores, WordPress e o botão curtir entre outros assuntos que achei pertinentes inserir ao tema, ao texto. No mais, se isso veio parar aqui, é porque cheguei à conclusão de que consegui atingir o que queria. Ou, pelo menos, considerei que fiz o melhor que pude.

Talvez todos saibam, mas é importante repetir aos que não sabem ainda. Escrevi por quase três anos no Recanto das Letras. Um site específico para escritores postarem suas obras literárias. Sejam poesias, contos, artigos dos mais variados temas, enfim, texto. Nesse período, convivi com críticos excepcionais para ajudar a construir. E outros igualmente excepcionais para destruir, irritar e provocar, sem qualquer outro interesse a não ser o de humilhar ou, não tão raro, se promover às custas da audiência alheia. Não que eu tivesse muita, mas era a pouca que tais queriam, porque eles tinham nenhuma. Contudo, esse último tipo não deve mesmo ser novidade pra ninguém, infelizmente.

Pois foi por causa de tipos como o último relatado que eu saí de lá. Não como causa única. A administração também teve seu papel, e de protagonista. É que eu reagi fortemente. Chegando a criar textos que talvez nunca chegasse a escrever quiçá publicar. Dado o tom beirar o sadismo. Não que eu não goste de uma boa ironia feroz. Um humor mais ácido me interessa sempre. Para uso próprio e também no espaço alheio. Mas como crítico de mim mesmo, procuro sempre ponderar, ainda que leitores digam o contrário, sempre tendo a formatar uma opinião saindo do prazer do elogio e da ira pela crítica, tentando encontrar o equilíbrio no caos. Nem sempre consigo, mas tenho que tentar. Em resumo: saí por entender que fui censurado, e que compensa perseguir escritores, mas que não compensa revidar com justiça. Como não me considero perseguidor, abandonei o barco. Em um ambiente assim, creio que não resta muito o que fazer a não ser sair mesmo. Ainda que eu não me considere inteiramente inocente, nunca procurei ser inteiramente culpado.

É útil esse relato para saberem que o que vai aqui tem teoria mas igual prática. Vivência. Mesmo assim, e eu nem desejaria o contrário, não se trata de um texto que contenha verdades absolutas. Indiscutíveis. Meu objetivo é apenas corroborar com alguns o que já sabem, ou fazer refletir um pouco sobre como anda nosso comportamento e o dos que nos cercam. Se alcançar esse objetivo, ficarei, no instante seguinte à publicação, realizado. Resta dizer ainda que a maior parte se aproveita para quem escreve, mas há também muito para quem lê e comenta. Enfim, servirá mesmo para quem escreve, lê e comenta o que lê. Também seria ingratidão não citar pelo menos dois autores que ajudaram-me a ter um pensamento mais sólido sobre o assunto. O primeiro é o autor de “Sobre a Escrita”, Stephen King. E o segundo é o escritor e outras coisas Luciano Pires, autor de títulos como “Nois… qui invertemo as coisa”, “Brasileiros Pocotó” entre outros. Ele é também o podcaster, do pra lá de maravilhoso, Café Brasil.

Desfeita a possibilidade de cometer uma grande injustiça (ainda posso estar cometendo uma pequena), nada é mais coerente do que começar pelo início. E o início é a página em branco. Ou o simples cursor piscante num quadrado que tem como título: deixe seu comentário. Não recorro aqui à mentira. Já escrevi textos e comentários que momentos depois percebi serem os maiores disparates. Talvez, se tivesse esperado umas 7, 8 horas ou, em casos extremos, uns 15 minutinhos, jamais teria dito o que disse ou escrito o texto que escrevi.

E é daí que vem um conselho excepcional que aprendi um tanto tarde, infelizmente, no “Sobre a Escrita” já citado. Isto é. Escreva, digite e lance numa gaveta real ou digital. Volte dali há uns dias, ou se é apressado como eu, em algumas horas, e veja se o você de agora concorda com o você de minutos, horas, dias ou semanas atrás. Se o que escreveu ainda é coerente, útil e, principalmente, se é claro. Mesmo assim, não é garantida a ausência total de incompreensão, afinal, estamos no Brasil. Mas será mais fácil replicar a incompreensão, demonstrar o analfabetismo funcional do acusador canalha e burro que te persegue. Ou apenas burro mesmo. Neste segundo caso, apesar de ser irritante, é bom ter um pouco de carinho com os animais. Afinal, maltratá-los é crime.

Falando sério, ninguém está livre do erro e da burrice. Todos, sem exceção, uma hora acabam se excedendo e escrevendo bobagem. Seja em comentário ou em texto. E aí? Como agir. Primeiro, tentar editar se for texto seu. Mesmo se alguém já leu. Coloque no fim do texto a observação de que editou porque se equivocou. Peça desculpas. Seja humilde e reconheça que errou. Ao egocêntrico teimoso isso é impossível, não só reconhecer que errou como também parar de errar.

Ah, mas tenho imensa dificuldade em assumir um erro, deixo lá e que se dane. Mas vem cá, você quer ser um egocêntrico teimoso e insuportável idiota? Que mal há em dizer, no caso de um comentário esdrúxulo: Desculpa, colega/s, errei! Não deveria ter escrito isso. Foi uma tolice e não se repetirá. Ou aos leitores no caso de texto: Prezados amigos, excedi-me completamente. Não revisei meu texto como deveria. E escrevi uma aberração total. Mas não faça isso jamais por pressão que não seja a sua. Faça quando foi você mesmo quem se analisou e chegou à conclusão de que errou. Do contrário, poderá estar cometendo outro erro, baixar a guarda quando era pra socar o adversário. Adversário no bom sentido. E socar também no bom sentido, isto é, argumentar com lógica e responder com inteligência. Na dúvida, reflita. Releia. O que não pode jamais fazer é responder irado, pois aí será erro em cima de erro.

Continuando sobre o espaço em branco, é pertinente se perguntar, no caso do comentário em página alheia, o que vou escrever vai ajudar o autor de alguma forma? Ele vai aprender alguma coisa com o que vou dizer ou pelo menos vai refletir? Os outros visitantes vão achar aquilo condizente com o texto? Você está sereno para que seja educado? Está preparado para a recusa do autor e posterior réplica? Enfim, há pelo menos uma dezena de perguntas a fazer a nós mesmos antes de comentar um texto. Mas, a não ser que você queira brigar, eu não recomendo comentar um texto no qual você discorda de cada linha que o autor escreveu. Neste caso é melhor o silêncio.

Falando sobre o silêncio, uma crítica ou elogio não é somente uma ação que resulte em texto. O silêncio é uma bela crítica, pelo menos aqui no WordPress. Explico. Se eu não gosto de um texto, não curto. Se eu gosto, curto. O botão curtir tem duas faces, a do clique e a ausência do clique. E é bastante útil para todos. Claro que vai ser mais útil para os veteranos que já têm muitos seguidores, muitos leitores. Para alguém como eu e outros iniciantes não é tão significante. Ainda assim, percebi que é uma ferramenta importante para quem realmente se importa com o trabalho dos seus seguidos. Representa um recado discreto mas produtivo. Ou seja, quando curto, quero dizer ao autor que ele siga nessa linha. Que foi um bom trabalho. Quando não curto, quero convidar o escritor a repensar. Porque acredito que se ele continuar nessa linha vai fracassar. E assim acontece com todos. Nem mesmo foi preciso escrever uma linha. Tudo foi feito no mais absoluto silêncio e todos saem ganhando.

Mas estou contra os comentários? Absolutamente. Digo que se não há nada melhor pra dizer que: legalzinho, bonitinho, fofo como a autora ou: você é uma mula, anta e burro; o melhor é ficar no não curtir e no curtir. Você já está dizendo isso sem ser raso ou encrenqueiro. Mas não são somente os comentários curtos e rasos ou xingamentos gratuitos que são desnecessários. E isso também não quer dizer que um comentário curto e inteligente seja algo a se evitar. Já recebi comentários excepcionais e curtíssimos. De uma inteligência ímpar. Da mesma forma, recebi comentários homéricos e imprestáveis. Ridículos, tão ridículos que tive vontade de excluir por me preocupar com quem o escreveu. E também já vi em páginas alheias, escritores publicarem textos sobre política, e os comentaristas fazerem um desabafo da sua vida pessoal, ao ponto de quase ameaçarem se suicidar. Mas enfim, tudo depende de refletir sobre a utilidade, bom-senso e autocrítica antes de comentar. Com estas características como dosadoras das palavras, é impossível errar de propósito.

Contudo, assim como há excessos para comentários curtos que são bons e comentários longos que são ruins, há para textos não curtidos ou pouco curtidos e textos muito curtidos. Ou seja, não necessariamente os textos pouco curtidos são ruins, o que pode estar acontecendo é que o autor escreve sem se preocupar se muitos vão ler ou não. Os motivos quem os sabe é o próprio escritor. Ou ainda, pode ser um novo usuário não muito conhecido. Já do outro lado, dos que são muito aplaudidos, certamente que pode ser grande mérito. Coisa que nunca me atingiu foi a inveja pelo sucesso alheio. E digo de coração: fico feliz quando alguém tem sucesso e o merece. Seja sucesso de qualquer ordem. Mas não se pode negar que alguns há que são aplaudidos por muitos outros motivos que não talento ou trabalho árduo. O que importa é que não se pode usar como único o critério analítico da audiência ou ausência dela, aplausos ou ausência deles para determinar a qualidade de um texto ou do autor. Seja para dizer que é bom ou ruim.

Regressando ao aspecto da análise textual pré e pós publicação, estive observando algo que me chamou a atenção: diversificação. Eu, por exemplo, tenho que usar de variação contínua ou me torno alguém cansativo. E aqui mesmo, apesar do pouco tempo, fui. Escrever sempre dentro do mesmo campo requer além de conhecimento minucioso uma habilidade sobrenatural se, como eu, se escreve muito. Mesmo que o autor tenha leitores que concordem ou gostem da sua temática, na hora em que ela se tornar repetitiva, cansará. Por exemplo, de um modo geral, não gosto da política e das propostas de esquerda. Se eu passar a escrever sobre isso todos os dias, mesmo os que pensam como eu irão se irritar e se entediar. Ficarão cansados desta pouca variação. Isso vale pra humor ou contos que sejam sempre de suspense ou terror etc. Como tudo tem uma exceção, isso não deve valer para os que são muito criativos em abordar o mesmo tema ainda que diariamente, no bom popular: os que tiram leite de pedra. Ou para àqueles que moderam a quantidade versus tempo entre uma publicação e outra. Como não creio ser de nenhum tipo, nem dos criativos demais e dos moderados em palavras e tempo de publicação, devo variar a temática regularmente, ainda que volte em um momento oportuno ao mesmo lugar. Assim posso continuar a escrever muito, até onde meu tipo de vida permitir, claro.

Mas e quanto à crítica textual em si, quando ela pode ser realmente construtiva? Em uma frase: conheça do assunto. Porém, antes de entrar nela propriamente, gostaria de compartilhar um acontecimento pessoal. Talvez isso sirva aos que têm dificuldades de aceitar uma crítica, mesmo a construtiva. Isto é, sirva ao criticado, que não poucas vezes recusa uma crítica por rebeldia desnecessária. Tive professores maravilhosos em aula e fora dela e alguns nem tanto. Prefiro concentrar-me no que é bom, então, relembrarei algo que na época não pareceu nem bom ou louvável, mas que depois me foi útil ao extremo. Numa aula de filosofia em que estavam presentes cerca de 12 a 15 alunos, a professora nos convidou para fazer uma espécie de relato sobre como havia sido nosso dia. Sobre como chegamos nele, física, mental e emocionalmente. O texto teria de conter essa abordagem sem desconsiderar o passado que nos trouxera àquele hoje. Enfim, algo profundo e reflexivo, mas…

Estava num dia péssimo e rascunhei um monte de bobagens em pouquíssimo tempo. Fui, obviamente, o primeiro a entregar aquela paçoca. De imediato, a professora olhou-me com espanto e depois reprovação. Eram duas aulas – geralmente era uma por semana, mas nesse dia ela iria completar aula de português por falta do professor em questão – e deu-nos o tempo de uma para tal e a segunda seria de considerações, leitura e debates. Ela, enfim, aceitou. Posteriormente, percebi que estava agendada uma surra. Ela deixou o meu do lado esquerdo da mesa, sozinho, enquanto empilhava os outros que iam sendo entregues do lado oposto. Leu todos, comentou todos e o meu ficou lá jogado. Pra minha felicidade, pois era ridículo. Porém, ao terminar todos, após algumas críticas, correções, conselhos, risadas e caretas, colheu o meu, respirou fundo, e disse mais ou menos assim:

“Nem vou ler. Sei que se trata de algo sem conteúdo, sem qualquer objetividade e utilidade. O tempo que você usou para escrever isso demonstra que se trata de lixo total. Você não quis perder seu tempo “precioso” e eu não vou perder o meu tempo lendo esta coisa. Preferiria que tivesse entregue uma página em branco. Seria, ao menos, criativo. Na sala dos professores, você é sempre o mais elogiado. Queríamos colocar você em outra turma sem terminar o ano letivo. Avançar você um ano em todas as matérias. Não conseguimos por alguns motivos entre eles o da idade. Felizmente, vejo agora. Pois o proveitoso e ideal para você seria retroceder dois.”

Caminhou até minha carteira e entregou o texto. Sem deixar de continuar, dali mesmo onde estava, com a humilhação:

“Os textos de vocês levarei comigo, vou guardar em casa como recordação, porque ano que vem me aposento. Quero guardar algo da turma.”

Eu, claro, segurei o choro. Mas meus olhos por muito pouco não me traíram. Revoltei-me completamente. Juntei meus pertences e pedaços e sumi da sala. No momento, pensei em reclamar na diretoria, porém repensei. O que iria dizer? Escuta diretora, quero vingança contra quem me disse a verdade? Pensei em xingar ela, discutir. Mas nunca foi da minha índole ser escandaloso e desrespeitoso com mais velhos e professores. Não que eu seja anjo, mas nunca fui um demônio. Sei que demorou passar a raiva, a frustração e a vergonha. Pra falar a verdade, sinto vergonha até hoje. E só relato porque entendo ser coerente. Mas, apesar revolta e vergonha, acabei entendendo depois que ela havia me dado um grande presente. Conhecia-me melhor que eu mesmo para saber que refletiria cedo ou tarde sobre o episódio. E que iria absorver a crítica absurdamente construtiva. Pois nela havia o escape do elogio inesperado e desconhecido. O que ela estava querendo dizer era: sei que você pode fazer muito melhor que isso, pois faça! Eu, finalmente, em algum momento, absorvi da maneira que ela deve ter previsto. Uma paulada, mas aceitei de modo produtivo. E entendi que muitos estão errando continuamente por falta de pauladas e excesso de elogios. Afinal, a crítica mal dada destrói menos que os elogios excessivos e exagerados. Não vou dizer que depois do fato deixei de errar. Errei muito e continuo errando. Mas sempre tentando acertar.

Claro que isso não vale para todos. A crítica pública, que foi o caso dessa, deve ser usada como ela usou, tendo amplo conhecimento e domínio da personalidade que se está a expor. Sem falar que deve deixar um escape para não haver total destruição da auto-estima. Do contrário, vai piorar ainda mais o criticado, de maneira irremediável. Tem gente que não vai entender nem se ela for dada de maneira privada ou, para nosso caso atual, por e-mail. O que seria sempre recomendável por aqui. Há críticas que só poderiam ser dadas por e-mail. Principalmente quando se está lidando com desconhecidos ou blogueiros e escritores que conhece há pouco tempo. Agradeço aos que não me criticaram publicamente por um trecho mal escrito, por erros ortográficos, morfológicos e sintáticos, mas que preferiram avisar-me privativamente com desejo de que eu cresça e que outros não venham a julgar-me erroneamente por “errinhos” bobos. Porque seria, no mínimo, um constrangimento fazer isso de maneira pública. E é o que aconselho a quem conseguiu chegar até aqui. Pra que expor alguém ao ridículo? Se o que se quer é ajudar, muito ajuda quem não atrapalha. E até por e-mail ou outra maneira privada, não vai mal um pouco, só um pouco, de educação e respeito.

A crítica, e aqui uso o que estou aprendendo e aprendi de um episódio do Café Brasil“A Crítica Nutritiva”, que recomendo fortemente aos meus amigos – pode ser dada com a razão. Com o interesse pelo que o outro pensa e escreve e em como ajudá-lo a pensar e escrever melhor. Dá-la, presume tentar se colocar no lugar do outro, mas também amplo conhecimento sobre o que está falando. Tornou-se lugar comum ver gente falando do que não sabe: desde mecânica até medicina. Se não sabe, vá saber. Se não quer saber, não saiba mas, ou diga que não sabe, ou não fale nada. Com esses princípios, dificilmente o crítico pesará a mão. Lembrando de verificar como está o estado de espírito, e de reler antes de usar o botão enviar para certificar-se de não ter deixado ela, a crítica, pouco clara. Sem isso, melhor ficar quieto. Uma dica útil seria a de escrever no Word ou no bloco de notas antes de colocar na caixa de comentário. Porque no WordPress, e aqui é uma crítica que ainda pretendo mandar a eles, não é possível excluir comentários que fizemos no espaço alheio, se por algum equívoco mandamos incompleto, defeituoso ou ácido. Se houvesse pelo menos como editar, evitaria bastante dor de cabeça para o comentado e o comentarista. Em todo o caso, não é de todo ruim. Pois há pessoas maldosas que querem somente xingar, depois excluem e deixam você sem direito de irritá-la como te irritou. E se você tentar devolver no espaço deste tipo, automaticamente será bloqueado. Já vi o bastante para saber que há pessoas desse naipe.

Mas e o elogio? É proibido? Quanto ao elogio, o conselho no podcast é outro. Dar com os olhos brilhando. Mais emoção que razão. Procurar mesmo constranger, enrubescer o elogiado. Por quê? Oras, há coisa mais sem graça que elogiar como se fôssemos robôs e como se o elogiado fosse uma máquina de respostas automáticas? Claro que, e aqui acrescento meu pensamento e não o do C.B, deve-se tomar o maior cuidado. Cuidado para não levar o elogiado/a do sexo oposto ou homossexual/bissexual a pensar que se trata de flerte. Mas, no geral, tal elogio efusivo tem várias utilidades não para o comentarista mas para o elogiado, cito as duas que considero relevantes e sucintas: a de estimular o trabalho de um parceiro que muito se esforçou e a de dar ao mesmo a oportunidade de demonstrar humildade. Logo, você está ajudando o elogiado a ser ainda mais elogiado pelos que o leem. Quando dá a ele a oportunidade de mostrar sua grandeza na recusa do elogio e no agradecimento humilde e simpático. Estimulando outros a elogiá-lo por não só ser bom escritor e colega, mas por ser bom ser humano. Nesse ínterim, no entanto, pode aparecer alguém achando que você é exagerado. Puxa-saco. Que quer se aparecer ou apenas ganhar leitores. No meu caso, não ligo para os amargurados que pensam que a única coisa sincera e bela é coice em vez de abraço. Que a sinceridade só é xingamento, crítica destrutiva e falta de educação e respeito. Recomendo o mesmo aos colegas, pois dar atenção para opinião desse tipo é procurar viver magoado, entristecido, chateado e com receio infantil de elogiar alguém que merece e precisa de elogio. Além de perder a oportunidade de construir novas amizades por causa de boçais revoltados.

Embora o texto esteja longo, considero que ficaria incompleto sem uma última observação. Na verdade ficará, pois há muito o que poderia ser dito. Mas sigo com a última: a da convivência com os diferentes. É preciso saber conviver com pessoas que pensam diferente de nós e são diferentes de nós. Agem diferente, têm estilo diferente, enfim, sejam opostos mas não inimigos. Que mundo insuportável seria aquele em que todos são iguais. Analogamente, seria como limitar todo o WordPress a um assunto. Claro que isso não pressupõe que você se afaste de todos os que pensam de maneira parecida ou se comportam e enxergam a vida como você. Na verdade, é preciso se cercar de tais pessoas para proteção própria quando da divergência coletiva de contrários, evitando assim se sentir completamente sozinho. Mesmo assim cercado, vejo com bons olhos eu ser religioso e conviver com ateus. Ter um posicionamento político mais à direita e conhecer como pensam e o que pensam meus colegas que são mais à esquerda entre outras diferenças. E acho que não é exagero dizer vice-versa. É interessante essa troca de divergências, desde que com respeito. Ou gostaríamos de ser um país separatista e intransigente mais do que somos? Precisamos aprender a ser diferentes.

Diria que aprendi muito mais sobre ateísmo com ateus e fundamentei mais minha crença com ateus que com irmãos na fé. O mesmo com a posição política. Isso também nos fortalece no aspecto da exclusão quase que total do preconceito. Pois se você conseguiu sair dessa convivência sem desabar, tudo o que vai restar são os conceitos. As diferenças nos ajudam a conhecer mais sobre nós mesmos e sobre os outros. Ensina também como divergir e ainda assim amá-los. Privar-se disso é privar-se de si mesmo. É claro que será inevitável algumas rusgas, algumas provocações. Mas se o divergente for pacífico e inteligente assim como você, uma hora ou outra te dará ou você dará a ele a oportunidade de colocar panos quentes e encerrar sem que chegue à pancadaria verbal. E mesmo que ela aconteça, de vez em quando é bom pra se divertir…

Espero ter agora ou no futuro ajudado alguém, nem que seja em um ponto ou fortalecer um outro que já tinha mas não conseguia expressar. Se isso acontecer com alguém hoje ou no futuro, serei grato. Pois foi esse o objetivo. E se alguém se sentir apto a acrescentar algo útil a isso, sinta-se à vontade e convidado. Seja por e-mail na página de contatos ou por aqui mesmo na página de comentários. Agradeço muito mas muito mesmo quem leu esse texto na sua íntegra. Eu brinco com leitores de duas linhas, mas sei que a grande maioria acaba não lendo por falta de tempo mesmo, não por não gostar de ler. Por isso publico esse texto no oba-oba das folgas. Talvez seja mais fácil para alguém ler um dos meus textos grandes. Até porque nessa época são poucos os que postam. Finalizando: criticando ou elogiando, procuremos melhorar. Em resumo, foi isso que quis passar.


Uma pequena defesa: Não pensem que escrevo tanto porque fiquei louco, porque não trabalho ou porque não tenho família. Minto, acho que a primeira opção é um pouquinho verdadeira. A verdade completa é que vários desses textos já estavam escritos, faltando somente uma ou outra revisão, releitura. Alguns nem isso. E outros são republicações. Quem me acompanha há um tempinho sabe do que falo. Mas há ainda um último fato relevante, nos últimos dias estou mesmo coçando. Aviso porque pode haver alguém tão maluco quanto eu que goste deste manancial de linhas. Desde já aviso: isso não vai durar pra sempre, aproveite enquanto posso e enquanto você pode!

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24 comentários em “A crítica que constrói e a que destrói.

  1. E agora? O que dizer? Me deixou sem saída aqui hein! rsrs
    Sério agora, quase tudo que escreveu, eu já meio que aprendi na “lida”, mas sempre tem alguma coisa ou outra a se observar. Sou a dos textos longos, então não responderei em duas linhas, obviamente.
    Achei fantástica a forma como decidiu ver o que sua professora fez, acho que demoraria muito tempo pra assimilar tal crítica. Ainda acredito que poderia tê-la feito de forma melhor e menos humilhante. Que bom que “tirou leite de pedra” pois pra mim foi o que foi, grosseria pura. Entendi sua visão e acredito que está correta, ela sabia que poderia fazer melhor, e se sentiu desvalorizada com seu trabalho. Foi onde, na minha opinião, ela errou e não fez o que você conseguiu, ela não pensou nas possíveis consequências. Você reagiu bem e é um homem inteligente, mas ser inteligente não te faz forte emocionalmente. Você é, mas outro poderia ter sido destruído com que ela falou. Então, não concordo, por melhores intenções que fossem, com a atitude dela. Se fosse sua colega de classe, provavelmente teria sido reprovada, pois falaria pra ela o que você não falou. E olha que posso falar muito ou pouco, mas falo o que penso. Sei que o objetivo do seu texto não era falar da sua professora, apenas exemplificar, mas não deu. Desculpe por isso.
    Quanto aos comentários, concordo, tanto um quanto outro (textos) procuro pensar muito antes de publicar e muitas vezes, nem publico. Seu texto foi realmente longo, mais que esperava, mas foi útil e vou tomar pra mim seus conselhos.
    Imagino ter caído na sua lista de comentários longos e imprestáveis. Mas sua professora me deixou indignada.
    Bjo querido.

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    1. Cara amiga MorgauseDs, Obrigado. De certa forma, fiquei um tanto apreensivo. Textos assim costumam afugentar comentários. Não sei, mas é um risco tecer críticas usando termos como útil, inútil, bom, ruim. Geralmente, posso ser considerado exigente, ou pior: intransigente.
      Fiquei por isso feliz com sua intervenção e a da querida Mayara, quebrando esse gelo não só para esse texto mas para outros que porventura venha fazer no futuro. Até porque esse é estilo mate-me de tanto ler. E quase um convite para alguns não comentar. Mas falando sobre a professora, sim, considero que dentro desse contexto que narrei foi grosseria.
      Porém, foi mais ou menos assim como disse, e posso ter pegado mais pelo lado vergonhoso.
      De qualquer forma, ela era assim. Não sei se ainda vive, desejo que sim, mas ela era assim para criticar e para elogiar. Suas aulas eram carregadas de acidez ou elogios e até beijos.
      Provavelmente sintoma de depressão, quem pode saber. Não seria a primeira. Mas acho que o que a irritou mesmo foi por ser ela a que mais me elogiava. Enfim, acho que esperava maior empenho. Mas quanto à rudeza fortíssima, reagi daquela forma porque estava acostumado a receber elogio demais. Até porque me esforçava. Foi a queda do troninho de isopor. Porque com os outros era mais ou menos assim. O tom que ela usava parecia brincadeira. Ah! Garota, faz isso direito, cabecinha vazia, hein! Enfim, aquelas mãezonas que cutucam. No texto é difícil transpirar isso. E no contexto que expus, pior ainda. Por isso agradeço a oportunidade não de defender ela, mas de expor melhor o contexto para que talvez atenue um tanto a força da crítica. Sobre a última parte do seu comentário, agora também penso assim. Provavelmente demorei mais que você. Mas aprendi na hora certa.
      Também tive textos que não publiquei. Acredito que poderia ter sido até processado, hehehe.
      Teve textos que fiz contra o tal que cito no início, citando inclusive o nome, que se tivesse publicado ia ser uma bomba. Mas não foi só esse. Textos políticos e religiosos também.
      Dá uma dorzinha porque gastei tempo pra dedéu. E vê-los ser completamente imprestáveis dói. rsrs. Mas é melhor assim. Não só pra diminuir sensivelmente os erros, como também para deixar mais claras algumas frases. Ou, em último caso, abandonar o texto.
      Agradeço novamente. Muito obrigado. Tenha um ótimo domingo.

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      1. Você tem razão. é o tipo de texto que dá um certo medo de comentar, mas sou compulsiva. O que posso fazer? rsrs Sério, eu lia e já queria comentar algo no meio, tem textos que me instigam e acabei me fixando na sua professora. Passei maus bocados com uma professora de Português e acho que isso nunca desceu bem em mim. Mas entendi sua resposta e realmente esclareceu mais, o tipo de professora “das antigas”, eu entendo. Peço desculpas por ter me fixado nela, quando o que realmente me impressionou, foi como você lidou com isso. Era pra ser, antes de tudo, um elogio a sua postura. E quanto aos textos, tem um olhando pra mim a quase um mês, de cunho político, totalmente fora do meu habitual, mas que está me incomodando muito. Vou acabar publicando, mas estou esperando aqueles 15 minutinhos e tentando mudar o tom. Vamos ver.
        Continue assim, sei que não precisa que eu fale isso, mas isso te confere originalidade e credibilidade. Ao menos eu, penso assim.
        Beijo e ótimo Domingo pra você também.

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        1. Mas de maneira alguma te desculpo, não há o que desculpar. Pelo contrário só agradecer seu carinho e tempo dedicados a ler esta epopeia de post. Sei bem do que você fala sobre a professora de Português, tive uma assim, mas não foi a que cito, foi uma de História. Esta, definitivamente, odiava-me e era recíproco. Detestava nela até o jeito de rir. Algo feio de se falar, mas fazer o quê, é a verdade. Deus me livre do diabo, mas acho que ela era pior. Agora essa “das antigas” não gostei. Se ela era das antigas, por conseqüência, o aluno não é lá muito “novo”. Vem pro pau, vamu brigar, rsrs. Esse texto seu que menciona, já despertou a tal ponto minha curiosidade, que vou ficar de olho no Leitor e no e-mail. Gosto demais de política, não muito de político, claro. Beijão, e desculpa por te superar no tamanho dos comentários. Isso é uma baita falta de educação da minha parte. Off: sabe algo que não coloquei no texto porque ainda não descobri? Como saber quando o leitor quer finalizar a conversa e eu o constranjo a continuar. Acho que faço isso o tempo todo. 😉

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          1. Hahaha você é realmente alguém que me tira um sorriso fácil. Não me incomoda em nada o tamanho das suas respostas, adoro lê-las e principalmente saber que gastou tanto tempo, só pra me responder. É muita consideração sua.
            Engraçado ter falado, pois ia brincar com você perguntando se queria disputar comigo quem escrevia mais. rsrs Mas era brincadeira, eu realmente gosto. Você com a professora de História, no meu caso, a única de quem realmente gostava era a de História e era recíproco. Eu era uma peste, nem vou tentar negar.
            Quanto a sua dúvida, devo admitir que tenho o mesmo problema, então começo a contar o número de palavras. Por alto, é claro. Quando vão diminuindo, já sei que está na hora. As vezes pode ser você quem está sem tempo, aí, acredito que terminar a conversa com : 😀 ou 😉 apenas, já diz tudo. Quer dizer que gostei do que disse, mas não posso/aguento mais escrever.Quando estou ocupada, as vezes, demoro por não ter percebido que me responderam, acontece direto comigo. Enfim… Isso sou eu interpretando, não sei se é esse o protocolo. rsrs

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            1. Poxa, gostei desse elogio. Vou cuidar dele. Sobre ser peste, com todo o respeito, concordo. Acho que você era da turma do fundão, será que esse linguajar é velho hoje? rsrs. Sobre as dicas, gostei. Eu pensei que esses sorrisos e tal era só isso mesmo. Uma amiga comentou com um coração e fiquei com vergonha de perguntar como é que fazia. Deve ser a praga do messenger que me viciou nesses emoticons. Messenger? Puts, agora rodei. Cem anos é pouco, kkkk. Mas se você tem o mesmo problema, então temos um problemão. Eu não sei se ajuda, mas pensei em outro sinal, sabe aquelas pessoas que sempre tentam supor de tudo? Eu! Pois bem, veja se faz sentido. Às vezes, algumas pessoas podem fazer o seguinte: fingem que não viram a resposta: Demoram tipo umas 12 horas, somem do WordPress. Não curtem mais nada para não dar na cara, e depois voltam e dão uma curtidinha quase que com medo de tomar um choque. Desligam tudo e saem correndo, só voltando no dia seguinte para a poeira baixar e não ter que responder. Faz sentido? Loucura? Off de novo: deixei agendado algo dedicado a você e a outros três queridos daqui para amanhã acho que por volta das 8. Espero que goste. 😉

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              1. Owwwnnn. Vou aguardar ansiosa.
                Em off também, não sabia como fazer as carinhas, ficava olhando e pensando: como você é ultrapassada! Mas gosto de pesquisar e morro de vergonha de perguntar, então fui no Prof. Goggle e pronto, mas custou viu? As carinhas são só isso mesmo, 😀 😉 🙄 (sabe fazer essa última?) etc, mas no contexto de terminar a conversa, acho que uma resposta só com a carinha pode querer dizer isso também. Eu morria de medo de postar ❤ e acharem que eu estava me declarando, quando é só um:amei ou carinho mesmo. Agora perdi um pouco o medo.
                Eu realmente era da turma do fundão. Uma peste, detestava estudar, só algumas matérias, e nessas eu me aplicava, mas sempre tive boas notas, ao menos boas suficiente pra nunca reprovar. 😉 Outra coisa que perdi o medo de falar é: sou TDAH de carteirinha. Então, meus professores tinham certa dificuldade, como têm até hoje com meu filho, em saber como lidar. Mas sempre dei meu jeito e aprendi a amar estudar. Mas não foi e não é fácil. Bons tempos de fundão da sala. Eu também tenho mania de supor tudo, é terrível porque acabamos supondo coisas que não estão lá. Mas concordo com sua suposição, acho que tem muito disso, mas não me incomoda nem um pouco. Talvez me incomodasse a um tempo atrás, mas agora não mais. Eu, por exemplo, faço um milhão de coisas aqui em casa e sou eu pra fazer tudo, então, muitas vezes, não tenho como responder na hora, aí nem olho, ou fico angustiada pra responder. E como digo sempre, até pra comentar, eu preciso estar focada ou não sai nada. Então, posso bem ser uma dessas pessoas de que falou, mas juro que não é falta de vontade de responder, são emergências mesmo.

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                1. Bom dia, cara MorgauseDS, já foi postado ta, não é nada demais, só uma música que viciei de tal modo que devo ser responsável por umas mil visualizações. Esta carinha não conhecia não. Obrigado, já estava cansado de usar só duas… Somos parecidos, tenho medo exagerado de ter que finalizar conversa e ser mal interpretado. Fiz até uma brincadeira em um post sobre isso de certa forma. Conversa de namorados 1999. Rsrs. Haja velhice… abraço. E ótimo domingo.

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  2. Olha eu aqui ^^
    Em primeiro lugar quero parabenizá-lo pelo texto produzido: coerente ao que propôs-se do início ao fim. Longo? Sim, inclusive quando você disse ” E é o que aconselho a quem conseguiu chegar até aqui” eu sorri e pensei: yeeeeah, eu cheguei hahah ^^, mas eu não me importo, é como você disse, o problema deles é que nem sempre temos tempo para lê-los.
    No que diz respeito aos comentários/opiniões, eu não me importo de receber aqueles comentários simples como: “amei, legal, etc, etc”, penso que se alguém dedicou um minutinho de seu dia para escrever pequenas (embora pouco “úteis” palavras) o que conta, de fato, é a intenção.. visto isso, se a intenção foi boa, certamente ficarei feliz 😀
    Uma opinião no contexto geral, é que críticas positivas, elogios e afins, devem ser feitos em público, por outro lado críticas negativas, sem dúvida, devem ser feitas em particular. Essa regra é de ouro, pois já não é gostoso a sensação de quando se é criticado negativamente, imagine em público! Eu choraria! 😡
    Veja bem.. Concordo plenamente com a #MorgauseDs no que diz respeito a sua ex professora, eu teria a mesma atitude dela, mas admiro sua reação diante de tal acontecimento, enfim, sem mais delongas no tocante a esse fato do seu texto.
    Só para finalizar meus dizeres, concordo contigo na questão das curtidas X não curtidas, disse tudo! E, sem dúvida, temos que aprender a conviver com as diferenças, afinal somos todos filhos do mesmo Pai e futuramente viveremos todos juntos, certo?! *-*
    Aah, Waldir: objetivo alcançado com sucesso ;D
    Abraços.

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    1. Obrigado, Mayara. A coerência muitas vezes não foi meu forte. Já cheguei a colocar título num texto e quando eu mesmo fui ler (depois de já ter publicado) percebi que o título não se encaixava em lugar algum, hehehe. Mas você levanta uma crítica construtiva ao texto. Tento pensar sempre os lados das questões, porém é quase impossível. Veja que joguei os comentários desse tipo, legal, interessante, etc. Todos no lixo. Ao mesmo tempo, proibi-me de fazer tais comentários em páginas alheias: a tal “coerência”. Poderia, de repente, ter saído dessa com algo como: mas comentários curtos também não é sinal de algo raso. É como se fosse um segundo curtir. Algo para, ei, concordo com tudo, e não dá pra me estender, estou ocupado ou algo do tipo mas quero te parabenizar mais do que só curtir. Enfim, você é craque, pois em nenhum momento senti-me criticado, e ainda fiquei feliz. E provavelmente você nem pensou mesmo numa crítica. Mas em não ser incoerente e criticar quem tão graciosamente te visita e, com certeza, te encoraja. Como se fosse um tapa nas costas, ou um simples abraço. Quanto à professora, é o que disse a amiga MorgauseDs, digamos que sem um contexto pareceu mais grosseria do que foi. Mesmo assim, fiquei acredito que meses ruminando de raiva. Fui entender quando já se passara muito tempo e, infelizmente, não deu pra agradecer. Porque faria isso mesmo. Mas entendi exatamente o que você quis dizer e o que disse a amiga MorgauseDS, tremendo pontapé. Sobre essa parte do somos filhos do Pai, é isso que gosto em você, o amor. A verdade. Sinto que tudo o que passa nas suas postagens, além da beleza e tudo o que acompanha, é a verdade. Você vive o que passa. Você deseja mesmo o que coloca lá de anseios por coisas boas. Se todas as pessoas falassem de Deus como você fala, a imagem dos cristãos seria completamente diferente. Um beijo. Te curto. Não deixe de me curtir, mas se deixar, não vou deixar de curtir você não.rsrs. 😉

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      1. Você vai me ver por aqui sempre, então pode ir acostumando-se! hahhahha *-*
        Querido, muito obrigada mesmo! Hoje é o dia da gratidão e acredite, serei eternamente grata por ter conhecido tão admirável homem/escritor!
        Beijos.

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        1. Você é maravilhosa, já estou ficando chato de tanto que a elogio. Mas esse comentário já me deu uma injeção de ânimo tal que estou até feliz de ir dar uma faxina, rsrs. E ir pra igreja. (Crente domingueiro). Estar em comunhão com Nosso Pai. E com meus irmãos próximos e distantes como você. Beijo no coração. Que Deus a ilumine mais e mais.

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          1. Estou sentindo-me maravilhosamente feliz! *-*
            Eu costumo ir aos sábados.. acredito ser o dia correto, pois foi no sétimo dia que o Senhor descansou, portanto é o dia para adorá-lo. Mas nada contra quem vai aos domingos, inclusive eu, quando fico impossibilitada de ir aos sábados, não deixo de ir no domingo. O importante é nutrir as nossas almas, afinal esse é o intuito de se ir na igreja ^^
            Que Deus o abençoe infinitamente, pois você merece!
            Beijos ❤

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  3. Bom dia WLD! Se eu não fosse tua comentarista mais antiga, certamente não comentaria mais seus textos…Srs mas vc me conhece ….eu sou teimosa feito mula e o que me faz tecer um comentário, critica e elogio não é as “regras” do escritor e sim às minhas , portanto, fique a vontade para excluir caso não esteja conforme seus padrões.ssr…..é verdade, parece que pelo WordPress você ficou mais exigente, será impressão?! Desculpe os erros, estou no celular,mas vamos la.Porque continuar te comentando?Porque os textos são bons, outros muito bons, e outros excepcionais.Este, embora ficou entre os bons (sinto falta dos seus textos de teor teologicos que me acrescentaram mais e dos contos estilo “Bigode” que eram hilariantes) não é uma critica ao texto, mas um apelo ao conteúdo , por favor, não vá me xingar …Srs …(.eu sei que não vai…). Troço chato ter que “vide a bula” antes de comentar…..Do texto, professora também me chamou atenção, ela pegou pesado, ao meu ver…eu não veria aquilo como você viu e certamente sairia chorando pelo corredor da escola……isso me fez pensar: até que ponto devo ” treplicar”. Gosto de textos que me fazem pensar, isso é um elogio, meu querido.Talvez o comentário não seja mesmo a melhor forma de transmitir ao autor o que se pensa a respeito do seu texto, pois acontece as vezes de ocorrer a má interpretaçao, tanto do texto lido quanto do comentario, então basta um joinha ou estrelinha e tudo certo.Mas nao! Considero toda troca positiva, ainda que seja uma merda, o comentario e o texto. Não digo por seus escritos, mas pelos meus. Aqui os perfis são diferentes do RL , eu ainda não me acostumei….por isso estou apenas lendo e conhecendo os escritores, depois estarei comentando e tomara que, ate lá eu já tenha aprendido a comentar para agradar o escritor.kkkk…pois até quando elogio pareço que estou criticando .. .e , eu me recuso a ser monossilabica….tomara que com sua réplica logo abaixo eu aprenda a ser menos teimosa……Abç

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    1. Bom dia, Abá. Ficaria muito triste se isso acontecesse, você parar de comentar ou mesmo ler. Até porque nós dois temos algo em comum que a meu ver é uma das minhas maiores qualidades: não guardar rancor. Dizer logo e se livrar do eterno ruminar. Claro que isso traz consequências como arrependimento e ter que pedir perdão muitas e muitas vezes, pelo menos comigo isso se deu bastante. Mas não propus regras e sim reflexões, mas foi bom ter dito porque alguns podem interpretar dessa forma. Siga as suas, sempre. Comentário não excluo. Nem com xingamentos a mim. Só se xingar colegas que aqui comentam ou outros nomeando-os. Cada um é responsável pelo seu espaço, mas não censuro o meu jamais. Más interpretações ou boas, todas são aceitas. Como você falou corretamente, são meus padrões, cada um tem os seus. Como disse uma vez a um colega: onde dois pensam igual, um não pensa. Sobre ter mudado, talvez parecendo mais exigente, acho que sempre fui. Comigo sou insuportávelmente exigente. Mesmo assim, concordo que mudo. Mudo todos os dias. Sempre procurando ser melhor que ontem. Agora mesmo já não sou o de ontem, estou ainda mais exigente. Agradeço o elogio: bom. E o elogio excelente aos outros. Além do feedback sobre a linha textual que gostou mais. Isso é gratificante e produtivo. No entanto, achei que o bigode era mais cafajeste que o Cafajeste. Isto é, ele era um cafajeste enrustido. Enquanto o outro pelp menos vivia o que fazia. E a minha impressão é que dele não gostaste. Não vou te xingar, a não ser que seja xingado, aí geralmente devolvo até por respeito aos que querem me xingar e não conseguiram. Esse vide bula é desnecessário. Como disse no início do texto, não há nada do que escrevi que seja verdade absoluta ou algo indiscutível. Apenas minha ideia de como agir e reagir. E um convite a refletir, nada mais. Não dito comportamento a não ser o meu. E não teria saco para ser nem gerente de loja 1,99. Sobre a última parte, seja teimosa. Seja você. Aceitando que os outros sejam outros. Forte abraço. Ótimo domigo e obrigado pela visita e opinião.

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      1. Kkkkk….eu também sou muito exigente comigo por isso não ando a escrever porque tenho pensado muita porcaria e quero poupar meus leitores disso..Srs..Rancor é para os fracos!Nos somos fortes! Não haveria o porquê, afinal o importante é saber conviver com as diferenças que nós une.Seus textos já me ajudaram muito então só tenho a agradecer pela sua iniciativa. Quanto ao Bigode, bem…kkk….ele é um homem! Kkkkkkkkkkkkkkk…O cafajeste me pareceu uma caricatura de um homem.Não sei se vai entender o que quero dizer com isso… Eu gostei do texto e pouco do personagem. Já o Bigode vc trouxe a ele uma humanidade, abrasileirado, algo muito próximo do leitor e que facilmente nos identificamos, eu diria que se fosse um personagem de novela seria uma espécie de “Basílio e Dona Jura”.Eu gosto de comentar, acho só curtir uma coisa muito vazia até pq nem da p saber se o texto foi realmente lido.Não vou parar de comentar não…sempre que puder estarei aqui, mas como disse quero priorizar outras coisas este ano e me afastar um pouco do mundo virtual, talvez eu melhore meu desempenho espiritual talvez eu piore de vez, quem sabe….mas é isso.Beiju

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        1. Obrigado. Muito bom saber que de alguma forma meus textos têm sido úteis. Sobre o bigode, Olha eu restringindo a interpretação de quem lê… Mas entendo o bigode como um cafajeste antes de ser cafajeste. Quer, mas não tem coragem. O outro é mais “honesto”: vai e executa. Não é que eu não entenda, mas deixa pra lá. Já dissemos tudo o que deveria, creio eu. Mas fico feliz por ter gostado daquele conto, deu muito trabalho. Como quase todos. Agradeço por comentar. Acho que o curtir é muito bom se usado bem, claro. Quanto a curtir e não ler, isso pode ser verdade. Desejo que cumpra seus objetivos. Abraço.

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  4. Oi Waldir, um texto bastante profundo esse. Muito completo e apropriado também. Penso que muitas pessoas têm o dedo solto (porque aqui não cabe língua solta hehehe). É fácil fazer críticas profundas olhando a tela de um computador, a grande maioria de pessoas não diria o que escrevem se estivessem olhando nos olhos da outra pessoa. Assim que quando comento algo me imagino olhando a pessoa nos olhos. Além disso acredito que as palavras produzem vida e morte, e não quero que minhas palavras matem os sonhos ou ilusões de outra pessoa. Por isso, faz tempo decidi que se o que vou dizer não edifica, ajuda (a melhorar) ou anima, prefiro simplesmente não dizer nada. Gosto de passar pelos blogs de pessoas conhecidas e desconhecidas para animar. Acho que aqui todos estamos em um processo, buscamos melhorar, somos uma rede e estamos conectados de alguma forma, por isso não quero matar o processo de melhoria de ninguém com minhas palavras. Penso que podemos dizer o que queiramos, se o que queremos dizer, ainda que difícil e duro, saia de um coração que deseja o melhor. Levo muito a sério o “Ama ao teu próximo como a ti mesmo”. Por essa razão não faço comentários que não gostaria que me fizessem. Obrigada pelo texto, que tenho certeza te deu muito trabalho em redigir. Valeu apena cada minuto investido na leitura. 😉 (ohhh e não houve palavrões hehehe)

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  5. Bem, não é a primeira vez que discorro contigo a respeito de comentários. Claro que na verdade sempre queremos e esperamos comentários elogiosos ao que escrevemos, contudo desde que nos expomos numa vitrine ao publicá-lo, devemos esperar de tudo. O mundo não é uma ópera de uma nota só. O mundo é diversidade, pluralismo, antagonismo, competição, bondade, maldade e, enfim, amor e desamor. As pessoas não são iguais nem em aparência, sexo, altura, cultura, educação, civismo, ideologia, ética, religião e gostos. Então, ao texto posto sabe-se lá o que vem em resposta às nossas idéias e mensagens. Minha sugestão é tirar para si a parte construtiva deles, excluir as que acharmos indevidas, impróprias ou mal educadas, e seguir em frente com a nossa missão de contar ao mundo aquilo que queremos com palavras. Penso que jamais devemos excluir comentários sejam eles como forem. Todos são na verdade, o leque de reações que conseguimos da sociedade com a nossa intervenção literária e estes passam a integrá-la como pontos de vista daquela. Penso que ao conjunto da criação, os tais dão mais tempero e sabor ao principal lido.
    Enfim, havemos de ter um olhar mais terno e profundo, mesmo com as criaturas indesejáveis e, à agressão, sugiro ser melhor a mão estendida de busca e amparo.
    Já retruquei de forma mal educada à malcriação recebida, porém, percebi no logo após que me diminui, fiquei menor ao fazê-lo. Opino que seja melhor uma resposta ponderada, pensada, sensata e bem educada, mesmo que discordando do comentário, do que abrir uma luta com o opositor ao rés do chão. O social é uma floresta com uma diversidade infinita de árvores. Não a queiramos de uma espécie só, e não devemos exigi-la como gostamos. Deixemos-la com os seus mistérios, meandros, segredos e escondidos. Devemos apenas, vivê-la.
    OBS: Li com prazer os comentários das suas seguidoras. Meus sinceros parabéns a elas.
    Grande abraço WLD.

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