Contos · Série

O Cafajeste

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Gosto de mulher. Qualquer tipo, nacionalidade, sabor, cor, idade, temperamento, condição social, intelectual, estado civil etc. As casadas são as mais fáceis, e carentes. As divorciadas são difíceis mas não impossíveis. São difíceis porque quase todas foram espancadas por brutos, física ou psicologicamente. E sempre vêm com traumas que as levam ao dito: “estou dando tempo ao tempo”. Sou prático, e não dá pra brincar com o tempo. Estas precisam de mais tempo do que estou disposto a dar. Meu objetivo é ser gigolô e dar o golpe do baú. Vários e não um apenas. Mas curto demais os ínterins. Desde que renda rápido e muito. Por isso me concentro mais nas casadas e solteiras. Estas últimas não mudam. Pode haver a modernização que for, avanço de direito pela igualdade de gênero etc. Elas sempre esperam pelo Príncipe: Alguém assim como eu!

Gosto de mulher safada. Não barraqueira e escandalosa, dessas passo longe, a não ser quando estou bêbado. Mas daquelas que são elegantes em qualquer lugar que vão ou pelo que falam e o modo que falam e andam; porém, que dentro de quatro paredes sejam furacões. Tenho a teoria de que todas são safadas. Basta descobrir o mapa da mina de cada uma. Modéstia à parte, sou o melhor descobridor de minas nessa área nos últimos mil anos. Nada melhor que achar a mina de uma religiosa. Aquela que quer casar virgem. Uma vez descoberta, a surpresa é inigualável. Mais fantástica que As Crônicas de Nárnia. Parece que o celibato as deixa violentamente safadas. São possuídas por todos os demônios. Uma catarse inominável. Algo só comparável às casadas mal comidas por décadas. Pensei até em agradecer publicamente às igrejas, aos pais e aos namorados respeitosos por preparar carinhosamente tão DOCE mel, mas acho que não iriam aceitar bem meu elogio.

No entanto, estas religiosas também são problemáticas. Assim que terminado o ato tão inocente do amor, passam a chorar desesperadamente de culpa. Por isso adotei a estratégia que nunca tem me deixado na mão: chorar um segundo depois de amá-las. Se sinto a tensão delas aumentar durante, choro mesmo durante. Descabelo-me, urro. E elas ficam tão emocionadas com o meu possuir suas culpas que, por me ver assim, um ser tão sensível, mas miserabilizado com seus sentimentos e sacrifícios, que choram junto, mas de alegria. O Príncipe! Um Príncipe! Meu Príncipe!

Dizem que nenhum homem cafajeste como eu resiste ao choro feminino. Grande mentira. Todo o homem cafajeste como eu fica é irritadiço. Dá uma imensa vontade de abandoná-las lá peladas e indefesas, principalmente depois que já consegui o que queria. Essa é a pura verdade, ouça quem quiser. Por isso choro: para não ter que me irritar e cometer um desatino. Elas, sim, coitadas, são compromissadas com a dor alheia. Quando veem um homem feito como eu chorando como criança, querem ser mãe, cuidar deste sensível barbudo, cabeludo. E me abraçam, beijam, colocam no colo, fazem carinhos mil. Um primor estas damas!

Mas não choro somente depois e durante. Choro antes também para conseguir tudo o que não querem me dar. E dão, ah como dão! Sigo um padrão infalível. A “outra” não fazia. A outra não gostava. A outra me fez sofrer muito por não realizar meus desejos e fantasias. A outra privou-me de desejos tão “pueris”. É tiro e queda. Passo a chorar miseravelmente aos soluços, e digo que descobri que com os amantes a outra fazia tudo o que me negava. Aí não há durona que não ceda, até porque mulheres geralmente se detestam e amam se criticar, mas principalmente, superar umas às outras. Nisso são muito parecidas com o homem. E encho tanto de mimos e presentes após a concordância que, depois, não existe mais restrição pra nada. Mesmo que isso lhes resulte em claro prejuízo moral ou até físico. Chego a ficar com piedade pelo que as persuadia a fazer, mas logo passa. Fico assim por um tempo porque também tenho coração, as trato como se fossem rainhas por algumas semanas depois de conquistados meus anseios fisiológicos mais disparatados, o que não deixa de ser uma forma de compensação. Ficam tão subservientes, no entanto, que se lhes pedir para andarem nuas na rua, é bem capaz de me obedecerem. Mas não sou tão cruel.

O máximo que lhes peço é um ménage com alguma amiga, prima, tia ou irmã fogosa que tenham. E invento mil desculpas quando querem incluir algum amigo meu na trama. A desculpa que não falha é que meus amigos são todos gays. O que não deixa de ser verdade, aprendo muito com eles sobre mulheres. E têm uma capacidade quase infinita de ter amigas bonitas. Claro que, neste caso, para consegui-las geralmente tenho que fazer uns carinhos neles antes. Não deixa de ser uma estratégia arguta a deles para conseguir a atenção dos homens que nunca conseguiriam de outra forma: tendo amigas lindíssimas. Cheguei a cruzar com alguns que diziam sem rodeios: quer ela? Primeiro eu. Ainda diziam descaradamente, nem precisa abrir a boca depois, dou-te ela sem o seu menor esforço. Como às vezes os benefícios compensavam o duríssimo trabalho, eu fazia-lhes o favor e recebia o presentão sem, realmente, abrir a boca.

Gosto de mulher madura, principalmente se for rica, claro. É necessário, contudo, imenso cuidado nessa categoria. Nela se encontram boa parte das inteligentes. Mas não tenho medo, também galguei esse degrau no meu repertorio de vivência. Mesmo as mais inteligentes, vez ou outra, não descartam um autêntico cafajeste. Algumas chegam a procurar. Digo isso porque a elas não se consegue enganar. Mas por gostarem de uma diversão casual, e garantida “diversão”, (afinal, quem duvida de que os cafajestes são os mais aptos a fazerem rir, fazer esquecer dos problemas e dar prazer?) não deixam de me dar o privilégio de algumas noites em suas maravilhosas, didáticas e sábias companhias. E a maioria não é avarenta. Pagam tudo. Eu, apesar de ter um guarda-roupa impecável, fruto de árduo trabalho sem roubo ou furto algum, não deixo de repetir sapato e roupas quando estou com elas. Observam rapidamente minha miséria, e passam a me dar de tudo. Uma chegou a me dar cartão sem limite. Mas era casada. Com um manso bi. E isso acabou por me afastar. Pra minha total infelicidade: o manso e a flor do manso, esta com aparência primaveril e gosto de jabuticaba madura, eram uma mina de ouro.

Mas, francamente, não gosto de macho. Ainda mais corno manso e bi. Era obrigado a vocês sabem o quê. Tive que fazer, que não me julguem os machões e puritanos. Vocês não sabem de nada! Nada mesmo! Quando rendeu-me dois anos de férias em qualquer país do mundo, vazei sem maiores explicações. Contudo, não os deixei infelizes. Deixei de presente um colega do ramo, representante sem igual da Mãe África. Acho até que gostaram mais dele do que de mim. Porém, Fabão era um racista enrustido. Não dá nem pra pronunciar o que fazia com o manso. De vez em quando conversamos, e ele me envia uns vídeos. Nunca conheci criatura tão perversa e mais maluca que o Fabão. Cheguei a me arrepender e ter pena do Otávio.

Mudando o foco, muitos são os que reclamam da dificuldade de compreender mulher. São uns idiotas, não percebem que as mulheres não querem ser compreendidas, querem ser ouvidas. Basta lançar a isca, quando o peixe fisga, deixe-o nadar à vontade, dê-lhe muita linha. Por isso tenho tamanho sucesso e procuro honrar o dito: elas gostam é dos cafajestes. É óbvio que gostam dos cafajestes, qual melhor ouvinte? Qual homem mais educado, divertido e cavalheiro? Machão de cara feia, impaciente, chega em casa e é só futebol, peido, falando aos berros, amigos igualmente fedorentos e bocas-suja, e muita cerveja, quando não pinga mesmo, deixando um cheiro horroroso por toda a casa. Urinando fora do vaso, usando o banheiro para a segunda opção mais demorada e esquecendo de dar a descarga, que mulher merece isso? Depois saem por aí reclamando de ser corno. Tal figura só poderia mesmo ser corno. Nenhuma mulher deveria ser obrigada a ter que lidar com tamanha anta imprestável, machista, vagabundo e porco. Assassinos de almas femininas.

Eu não. Eu as ouço, falo pouco. Sou elegante, educado, cavalheiro, cheiroso, sigo à risca a etiqueta comportamental digna de elogios até por parte de Dom Juan. Deixo-as falar por horas a fio, sem perder o sorriso condescendente e a aparência de interesse em crescimento contínuo. Com brilho nos olhos. Emociono-me quando choram, rio quando riem, fico sério quando estão sérias. Ajo como um espelho. Abro portas, sempre dando preferência. Sento-me só depois. Chego sempre antes aos encontros, levanto-me quando chegam. Dou-lhes sempre rosas no dia seguinte. Inclusive nos locais de trabalho, elas adoram presentes públicos. E besta de quem pensa que romantismo está ultrapassado. Mulheres são por essência seres romanescos. E quando soltam em conversas absolutamente entediantes: “Estou te enchendo com meus problemas”, geralmente respondo: “Minha linda, até seus problemas são fascinantes em você. Quem me dera fosse tão forte como você é, e lutadora para agüentar tanto. Cada vez que fala, tenho mais vontade de ouvir, até que o mundo se acabe. Difícil é prestar atenção com esses lábios que só você tem. É quase um crime você falar de si com um ser como eu, desprezível e sem experiência da vida.”

Já desde cedo sirvo às mulheres. Tinha um grande amigo na adolescência, que namorava uma garota lindíssima e completamente sedenta por amor. Mas o meu grande amigo insistia em guardar essa flor para o casamento, contra a vontade dela. Total absurdo. Com a história de algum celibato promovido por jovens de uma igreja. Ou seja, apesar de grande amigo também era um grande idiota. Eu não podia ver tão grande desperdício e sofrimento feminino, e fiz uma caridade a ela. Ou melhor, fiz um favor aos três: a mim, a ele e, principalmente a ela. Até porque anos depois ele mesmo me agradeceu. Depois do que fiz, ela se arrependeu amargamente e descobriu que o amava. Ficou grávida de mim, mas decidiram esconder o fato, inclusive de mim. Como se eu não soubesse… Mas gostei mesmo dela. E a segui por alguns anos. Mesmo depois de casada. E aqui vai um conselho para os que querem mulheres casadas ou não que tenham filhos. E que querem conquistar, mas sem ter que lidar com os pirralhos. Conquiste o filho(a)/filhos em vez de tentar conquistar a mãe. O coração da mãe está no filho, integralmente. Logo, conquistando eles, o que não é difícil, terá de bandeja o que você está tentando: o coração da mãe e todo o resto, sem qualquer esforço adicional. Foi o que fiz com ela quando teimava com aquela tentativa tosca de fidelidade, e fiz mais um grande favor por muito tempo ao meu grande amigo. Impedindo-o de ser corno de desconhecidos. Provavelmente ficou grávida de mim de novo. Mas dessa vez dei no pé porque estava passando a gostar mesmo de mim. Foi uma pena, grande pena. Era da minha absoluta preferência: loira dos olhos azuis, pele alva, de tão alva que tinha pontos rosa em vários cantos recônditos. E tinha cheiro de pitanga verde. Que me perdoem as morenas, mas prefiro as loiras. Embora aquela morena de olhos pretos me faça balançar tanto quanto uma loira de olhos azuis. E também as ruivas com aquelas características sardas. Enfim, que venham todas, todas, todas!

Mas voltando ao assunto da voz feminina. Deixo-as falar e falar e falar e faço-as viver até dizer chega. Deixo falar mesmo dos ex ou atuais. O homem que já experimentou a gratidão posterior que disso vem, sabe que ouvir uma mulher desabafar com paciência e emoção terá como prêmio a mente, a alma e o coração delas para sempre. Foi o que fiz aqui na Espanha. A viúva que “cuida” de mim financeiramente e que é cuidada por mim amorosamente custou-me quase cinqüenta noites de conversas, desabafos, reclamações, desesperos, tristezas, angústias, enfim, o pacote completo com direito a bis e tudo o mais. Não hesitei em fazer o maior sacrifício desde que nasci. Ouvi-a com impossível calma. Sem exagero, dessa vez eu merecia algum prêmio, e recebi. Nesse momento estou num SPA. Deixei ela e as filhas por umas duas semanas, para não se cansarem da minha presença. O marido morreu há muito tempo. E ela brigou com todos os familiares, o que pra mim é um presente sem igual. Assim posso cuidar das três sem interferências. Sim, é isso mesmo. Estou cuidando das três. Principalmente durante a madrugada. Estou até com olheiras profundas por causa do trabalho: prazeroso sem igual, contudo. Mas é claro que é uma de cada vez, e todas são maiores, apesar da mais nova ser ainda virgem aos 19, quando adentrei o Jardim da Viúva.

Porém, como disse, uma de cada vez. Não desprezo o valor da aparência da Família Tradicional. Jamais destruiria isso. Por isso tive o cuidado de amparar as três sem que a mãe soubesse do amor que dou às filhas e sem que as irmãs desconfiassem uma da outra que o amor que lhes dou é de conjunto. Um mestre! Porque pra mim, três não é demais, três é pouco. Já estou de olho na recepcionista e também na gerente desse paraíso. Estão me dando mole. Mas como o trio está rendendo não somente muito prazer mas também muito dinheiro, me contenho e penso: Gosto de mulher, safada, madura, ingênua, virgem, romântica, revoltada, depressiva, triste, alegre, feia, bonita, inteligente e burra também, gorda e magra, tábua e violão. Mas gosto muito mais de mim, e mais ainda, do dinheiro, e da boa vida que leva um vagabundo, malandro e cafajeste. Por isso, e só por isso, não vou, por enquanto, retribuir o interesse destas damas daqui. Só por enquanto, claro.

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34 comentários em “O Cafajeste

  1. Abstenho-me de concordar com a integra do texto! É tudo mentira! Ma, eppur si muove, si muove! (Que ela gira, ela gira!) Meu Deus! Como é difícil concordar com certas afirmações para quem tem (teve) mãe, esposa, filha, neta… Putz…que saia (escocesa, de homem claro) justa! Mas vai-se fazer o quê? Eu ainda fazia xixi nas fraldas quando ouvi um tio, irmão do meu pai dizer. “Todas querem um homem bom para casar, mas os que elas adoram mesmo, são os crápulas. Não casam com eles, porque são crápulas!” Mas eu penso diferente, afinal, quem não tem de vez em sempre, seu momento de crápula não é mesmo? O homem de “Lobo Mau” e as mulheres de “Chapeuzinho Vermelho”… mas que deliciosa farsa! O galo corre atrás da galinha, e a galinha corre do galo, até que ela finge um tropeção, e ele a alcança!
    Grande abraço jovem escritor. O Recanto ficou bem pequenininho sem você por lá!

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    1. Saudações, Ilustre amigo Athos de Alexandria! Mas isso não foi um comentário, foi uma injeção de ânimo. Faltam-me palavras para agradecer, ainda mais vindo de quem vem. Guardarei com carinho no coração tais palavras. Mas, humildemente, discordo de suas últimas palavras. Ficaria sem você, com você ainda é gigantesco! Ainda mais agora que escreveste novamente, depois de seu hiato merecido. Espere minha visita e leitura. Forte abraço, um feliz ano novo, caro amigo. Reitero: Muito obrigado mesmo!

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  2. hahahhaa…não sei se sorrio mais do texto ou do galo correndo atrás da galinha até ela fingir o tropeção..ssr…essa foi ótima.Quanto ao texto, gostei da frase da Martha, bem, na verdade ninguém está livre de se apaixonar por quem quer que seja, a gente é tão humano que é muito complicado falar sobre isso ainda mais quando vivemos num país que incentiva de todas as formas a pornografia, e o aduktério, onde ser “pegador” é status, inclusive para mulheres, mesmo ainda havendo com elas mais preconceito com relação a isso. Eu ando muito pensativa sobre essas coisas esses dias, no fundo todo mundo ama para ser amado, mas não se enganem, a mulher sabe quando um homem é cafajeste ou não, além disso tem muito homem por aí que sabem ser cavalheiros sem ser galinha. Tem muito homem aí que não satisfaz a mulher sexualmente, mesmo sendo maravilhoso e vice-versa, eu conheci uma casada que ficou 14 anos colocando o esposo “de castigo”…hahaha…depois disso ele encontrou outras e separou-se. Mesmo sabendo que seu texto é fictício, o pensamento do seu personagem, na minha opinião é um tanto equivocado………..boa noite

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    1. Obrigado pelo comentário e visita querida amiga. Verdadeiramente, as mentalidades são poluídas desde cedo. O material apresentado de maneira vasta por aí é deveras poluidor. Além do claro estímulo ao sexo pelo sexo. Sobre sua última deixa, o pensamento de um cafajeste sempre será equivocado, quando não preconceituoso, imoral, astuto e enganoso, enfim, pensamento cafajeste. Mas não só o pensamento, a própria conduta. Abraço, e se não nos falarmos mais por esses dias. Feliz ano novo.

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    1. Ok, querida Abá, compreendo. Mas permita-me uma consideração sobre sua crítica no primeiro comentário. De inicio, pensei ter entendido. Porém, relendo, acabei considerando que respondi talvez interpretando de maneira errada. Gosto muito das criticas construtivas, por isso quero entender melhor a sua. Explico. Você disse que o personagem tem pensamentos que considerou equivocados. Sua crítica foi com base na personalidade do personagem? Isto é, como cafajeste ele deveria pensar diferente. Digo porque provavelmente as mulheres entendem melhor de cafajestes que nós homens. Você achou o meu cafajeste não coerente com a categoria de cafajestes que vislumbra por aí? A simetria que o autor construiu para o cafajeste é imperfeita? A minha resposta à sua critica foi considerando que era dirigida em outro sentido, a de que você esperava verdades inequívocas da boca de um cafajeste, afinal, eu tenho certeza de que não sou um, e não poderia esperar ver num personagem assim, inequívocos. Enfim, se puder e se quiser, tire-me esta duvida. De preferência citando o trecho em que se dá o tal pensamento equivocado. No mais, desejo muito sucesso com os estudos. Abraço.

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      1. Na verdade não houve uma criiiiiitica ao texto, mas ao caráter do seu personagem, embora se imagine que o autor não é um cafajeste, sabemos que se trata de um homem. Acredito que homem entenda melhor o universo masculino do que o feminino….Seu cafajeste tem características muito pessoais (dele), embora se perceba o humor pelo exagero, o seu cafajeste no meu modo de vista é bem masculino e pensa típico da maioria masculina, incluindo até os que não são “cafajeste” .Por outro lado não podemos generalizar.Há cafajeste e cafajeste. Não não seria nenhuma defesa a classe….Srs….mas eu sei que nem todos pensam como o seu cafajeste….

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        1. Bem, continuo sem compreender. Talvez o autor seja cafajeste e burro, vai saber. O texto é ficcional, inclusive o personagem. Então a critica ao texto houve. Capto ela pelo que você disse, o personagem tem pensamentos equivocados. Eu criei ele, logo o autor criou um personagem que, por consequência, tem pensamentos equivocados. A meu ver, um cafajeste teria pensamentos equivocados quando ele não pensa como cafajeste. Mas o que você quis dizer, pelo que entendi, é que você acha os pensamentos do cafajeste do texto equivocados porque ele não é igual a outros cafajestes que você tem por parâmetro. Mas neste caso, creio que a critica não é construtiva, pois exigir que um tipo tenha todas as características do tipo é insano. Cito como exemplo, claro que não estou comparando, O Jogador de Dostoievski. Ou seja, ele é um tipo: O viciado em jogos. Não posso ler esperando achar nele características que conheço de um viciado em jogos. Mas as que o autor considerou relevantes. Você interpreta ainda nesta explicação que houve humor exagerado. Só se você conhecesse de fato todos os cafajestes para dizer que este é exagerado, pois pode ser que algum ache bem verídico, real e até menos cafajeste que outros que o leitor/leitora conheceu. Finalizando, eu sei que nem todos os cafajestes pensam como o criado. Isso seria impossível a qualquer autor que narre ou tente narrar um tipo. Mas, enfim, agradeço por tentar explicar o que quis dizer. Quero mesmo aprender, mas desculpa, acho que sua critica não foi benéfica, respeitando sempre seu direito de achar o que quiser. Abraço.

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  3. Wld, acho que vc se alterou, desculpe não foi minha intenção, entretanto eu não estou a falar do autor e sim do personagem, se o autor se considera talvez cafajeste e burro ai já é outro assunto, eu não disse isso é muito menos insunuei, até pq isso seria muita falta de respeito.

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  4. Eu quis dizer que nem todo cafajeste pensa desta maneira, que ao meu ver, houve certo exagero de sua fala. Vc criou um personagem que pensa dessa forma exagerada que traz até um certo humor ao texto, não digo que não exista alguém assim, pois também não sei e não conheço pessoalmente….mas como eu disse, e se houve critica foi ao personagem e não ao escritor.

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  5. Ao texto não poderia criticar pois está bem escrito como sempre, no entanto esse tom do seu discurso está agressivo e sem necessidade. Mas desculpe não deveria ter colocado minha opinião.Abç

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    1. Bem, Abá. Acho que você pessoalizou minha critica. Em nenhum momento fiquei nervoso, quando fico me afasto e de maneira alguma respondo. Eu critiquei sua crítica. Expus minha opinião sobre ela. A sua crítica e não você é uma crítica inválida como construtiva, a meu ver. Mas quando alguém comenta, posta um comentário, deve estar preparado para uma resposta. Dei ela, só isso. Você agora já passa para o lado pessoal. Diz que meu? Discurso é agressivo e sem necessidade? O discurso do cafajeste? Enfim, seria ótimo se tivesse criticado o texto. Dele você inclusive diz, quanto ao texto, gostei da frase da Martha Medeiros. Ou seja, disse que não gostou do texto na sua integra mas gostou de uma frase que nem do texto é, mas uma citação, inconscientemente ou não, mas disse. Bem, se não gostou, também não é problema. Ninguém é obrigado gostar. Mas se eu não gosto do conteúdo de um texto na sua integralidade, nem me dou o trabalho de comentar. Enfim. Encerro por aqui. Poderia estender-me mais. Mas prefiro parar para evitar de aí, sim, ficar nervoso. Além de expor muito vicio no que você disse e expo-la. Quanto ao que eu disse sobre ser cafajeste e burro, era uma ironia para descontrair. Mas pelo visto não funcionou. Abraço e boa noite.

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  6. Citei a frase da Martha achei bastante pertinente ao texto e não para diminui- lo…. Eu tambem não disse que era uma critica, disse apenas que era uma opiniao…. Não tem como comentar o texto todo por isso peguei a frase. Não gosto quando distorcem o que digo…o que vc disse não parece ironia pra quem ler, mas por mim tá tudo bem, entendi agora seu ponto de vista. Achei que pelo tempo que comento seus textos já saberia que quando não gosto do texto eu digo e não faço média…..mas tá ok, obrigada por explicar. boa noite

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      1. Ok. Às vezes, nem sempre, divergir também é uma espécie de “média”. Demonstra personalidade para quem lê. Mas não estou dizendo que você faz isso e, sim, de como enxergo a divergência. Quando ela é vaga ou rasa. Opinião e crítica acabam sendo a mesma coisa de certa forma. Nem toda a crítica é uma opinião, mas toda opinião pode ser uma crítica. Pro bem ou pro mal. Eu apenas manifestei o desejo de entender a sua “opinião” e aprender se fosse o caso. Pois estou sempre aberto ao aprendizado. Venha de quem vier. Mas quando entendi, não gostei. E eu também não faço média. Nem comigo mesmo. Sou eu o primeiro a me criticar. Sou perfeccionista. E, você bem sabe, dá trabalho escrever. Mas amo o que faço. Independente do que recebo de volta. A crítica ao texto não me irrita. Inclusive venho há semanas preparando um texto sobre a Crítica construtiva e a non-sense, que logo será publicado. Mas sim a crítica ao personagem como se autor fosse, ainda que não diretamente mas que induza a esse tipo de raciocínio. Essa desprezo, menosprezo e abomino. Mas meu comentário não contém nem mesmo 1/10 de uma possível agressividade do seu. Até porque meu comentário é sobre o seu comentário e não sobre você. E eu respondi questionando as bases da sua crítica. E critiquei a sua crítica. O que se deu posteriormente foi que você se irritou com minha crítica à sua crítica e passou para o campo pessoal. Enfim, passo uma borracha nisso tudo, pelo menos de minha parte. Quero crítica e elogios de quem quiser dar. Mas a ambos responderei na medida do possível. Quem não gostar de resposta, melhor nem se dar ao trabalho. Eu comento um monte de gente por aí. Mas sabendo que vão responder. E se for crítica, já me preparo para outra crítica. Geralmente, faço ela de modo a não precisar retornar e dar o direito do autor replicar. E ponto final, duas visões estão dadas. É como ajo, geralmente. Sinta-se sempre à vontade para comentar, desde que aceite que eu também responda. Se não, acho que sua opinião em um dos seus comentários está correta: melhor não comentar.

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      2. Mas só pra complementar algo que esqueci de dizer. Quando falei sobre a frase da Martha, eu quero dizer que li toda a sua primeira mensagem. No início você fala do texto e diz que sobre o “texto” gostou da frase dela. Depois você discorre sobre sua opinião sobre o que pensa ser nocivo na sociedade, enfim, nada sobre o texto. Vai falar dele somente no fim, quando cita o personagem e seus pensamentos “equivocados”. Neste caso, prevalece que do texto você só gostou de uma frase que não é do texto, e no fim, diz que não gostou de nada. Pois todo o texto é pensamento e relato do personagem. O que é um direito seu, se essa crítica estivesse pautada em algo mais que a cafajestagem incomum que você está habituada a vislumbrar ou a ter em depoimento, ou por conhecimento pessoal. Como ela é viciosa, isto é, é impossível um tipo ser o tipo universal, seja ele cafajeste, santo, romântico ou idiota, isso não existe em nenhuma obra no Universo, ou fora dele, disse e continuo pensando que a crítica é inválida. Trata-se apenas de um vociferar nada.

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  7. Entendi a sua crítica a “crítica”, pelo que eu percebi a frase transmite também uma das ideias do texto e de tudo que eu disse vc parece que se fixou apenas na última frase que para mim é a que teria menos relevância nesta mesma fala, pois antes de falar do personagem eu pensei em falar de “sentimentos” vividos pôr pessoas que antes de serem ” mulheres” ou ” cafajeste” são seres humanos…daí minha mente viajou mais para esse lado, mais subjetivo do texto, mais um a exposição de pensamento que uma “crítica”, mas isso não tem mesmo relevância alguma. Não haveremos mesmo de entender leitor/autor , escreve como sente e o outro recebe como lê, creio que o importante é manifestar- se é interagir, ou não? Também gosto de debates mas neste caso não há o que se debater pois não era o meu desejo inicial e apenas tentei responder sua pergunta, pena não tenha conseguido.

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    1. Cara Abá, na verdade acho que, parafraseando nosso colega em comum Miguel, estamos tendo conversa de surdo. Eu já expliquei mas não consigo compreensão. Não só permito manifestação e a desejo no meu espaço que a manifestação, se você subir a página daqui, está quase do tamanho do texto, e ele não é curto. A impressão que tive é que você tem uma ideia diferente sobre como se deve agir quando se recebe um comentário. Isto é, quem recebe deveria aceitar e ponto. Mas quando alguém faz isso, comenta algo seu, como eu fiz, você não aceita. Penso que há muito sim o que debater, e penso ser relevante tudo o que foi dito. Veja que o querido Athos também fez uma crítica em seu elogio, de certa forma, e eu a aceitei no ato, pois era sobre o texto, sobre a ficção. Eu não me concentrei somente em parte não. Concentrei-me no todo. A rigor, se não me importasse com a manifestação, não teria pedido explicação sobre manifestação que entendi mal. Mas acho que já fomos onde deveríamos. Sugiro digestão que pode vir melhor com um bom suco de laranja. Que nada mais é que reflexão sobre o que está dito. De minha parte, tudo está encerrado. Abraço.

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  8. Madona Mia !!! Per favore due !!! Vocês dois são simplesmente adoráveis pela eloquência e exposição de íntimas emoções. Adorei ver a geniosidade feminina da Aba e o capricho do WLD em teimar em ler e entender as entrelinhas do que quis dizer a encantadora ABA por debaixo das dobrinhas que ficaram apostas no papelzinho do comentário que ela escreveu. Que ótimos esgrimistas literários vocês são. Mas, pósto aqui uma mensagem símbolo das Olimpíadas de Inverno realizada nos EUA anos atrás. “Você é meu adversário mas não é meu inimigo. A sua resistência me dá força. A sua força de vontade me dá coragem. A sua determinação me enobrece. Embora eu deseje derrotá-lo, se eu vencer não vou humilhá-lo. Ao contrário, vou homenageá-lo. Porque sem você sou um ser menor.” Ou, o que disse o Abrahan Lincoln… “Porventura não estarei destruindo meus inimigos quando consigo transformá-los em amigos?” Bom, quem é casado sempre ora ou outra acaba tendo uma homérica briga com o seu parceiro, e às vezes, são ditas palavras infames que jamais queríamos dizer, e após passado o fogo da paixão da luta, temos vontade de enfiar-nos no ralo do banheiro e por a tampa por cima. Meus dois amigos! Há homens e há homens! Da mesma forma, há mulheres e há mulheres! O crápula é crápula, porque é um conquistador. Sempre tem uma aparência compatível para o adjetivo que faz jus e talvez, por “ter mais hora de cama do que urubú de voo”, tal experiência adquirida sob e sobre os lençóis e na intimidade, lhe faz a fama no lado externo. Por outro lado, há mulheres que querem viver experiências e há outras que sabem que isso existe, mas a sua personalidade a tira desse querer, e a põe nas mãos dos homens bons ( não ingênuos). Ora, estes dois podem sim fazer das suas quatro paredes e cama, um largo campo científico de experiências mil. Saindo dele, fecham o livro de anotações das experiências feitas e guardam para si as suas descobertas.
    Agora, por mim e para que o mundo seja cada vez melhor, ABA e WLD façam-me o favor de rir muito dessa “puta” luta que fizeram na minha frente, deem-se as mãos, abracem-se e sejam amigos para sempre. Mas, vejam bem! Isso não impede que vocês dois tenham outras e muitas brigas homéricas pela frente. Podem digladiar enfurecidos à vontade, desde que saibam, que é preciso saber o que fazer, no logo após.
    Grande abraço aos dois.

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    1. Prezado Athos, não concordo com tudo o que expôs, kkkk. Convido-o ao ringue. E neste ringue não há juiz ou luvas. Falando sério, meu caro amigo. Tenho sorte. Sorte por ter diversos Pais virtuais. Cito o Laércio e Você como alguns desses pais, sem demérito de outros que agora me esqueço. E também tenho mães, irmãs e irmãos virtuais aqui no WordPress e também os do Recanto que sempre aparecem para me alegrar e dar saudades. Já que citei mestre Laércio, que aqui também está, recordo-me que uma vez no recanto, após longa discussão com um boçal, o que não é o caso desta, ele me interpelou com sua habitual educação e esmero, inquirindo o seguinte: você não se arrepende disso? Isto é, se eu me arrependia de soltar todo tipo de injúrias contra quem me injuriava. Eu respondi que não. e nem mesmo apagava comentários do tipo. Nem os do acusador, detrator, injuriador, nem os meus igualmente duros. Por quê, se isso seria recomendável para a reputação, e até para que os leitores não pensassem mal de mim, alguém deve perguntar. Talvez os que leem tenham esse tipo de pergunta em mente. Mas devido ao que demonstro como temperamento, é bem provável que nem mesmo queiram arriscar uma pergunta desse tipo e saírem daqui com uma bela duma briga no currículo. Agradeço a oportunidade dada por você de responder tais porquês silenciosos. Em um primeiro momento, diria que não estou nem aí. Mas não seria e nem soaria completamente verdadeiro. Em um segundo momento, diria que faz parte da minha personalidade ir até o fim. Mas é outra meia verdade, tenho medo de altura e, pessoalmente não virtualmente, engulo quase todas as ofensas dos mais velhos, por respeito a eles, e dos mais novos, por já ter sido novo e compreender a instabilidade emocional juvenil. E Jamais serei preso por desacato a autoridade. Conheço pessoas, na vida real, que até para agradecer e fazer elogio, de tão estressadas que estão, dão a impressão ao elogiado estarem criticando-o. Certa vez, não vou entrar em detalhes, recebi um agradecimento de um professor e só fui entender que era agradecimento depois de duas horas, pois do jeito que ele falou, a impressão inicial que tive era que queria me bater. Em um terceiro momento, diria que não lido bem com crítica. Isso se aproxima bastante da verdade. Mas ainda não é, pois quando releio as minhas reações às críticas, elas estão longe de ser intransigentes. E também, se realmente não soubesse ser criticado, há sempre a ferramenta com o botão excluir. Algo que nunca fiz, a não ser quando criticavam outras pessoas que não eu no meu espaço. Essas foram as únicas vezes em que apaguei comentários. Em um quarto e último momento, sempre que sou criticado e reajo, ninguém aceita minha reação. E passam a replicar e treplicar. Não demora muito e já estarão me xingando, a não ser que me cale. Parece-me, posso estar errado, que quem escreve algo e é criticado deve engolir a crítica calado e ir gritar de raiva no seu banheiro. Essa parece ser a opinião comum, desde que não se seja o criticado. Se você é escritor ou leitor e não é parte do imbróglio, tende a olhar com parcimônia ao comentarista crítico e com olhar crítico analista para o escritor criticado, mesmo que o último tenha recebido uma crítica que mais soa como disparate. Sempre achando desnecessário o que o criticado diz em sua defesa. Alguns mesmo chegam a achar deselegante o criticado sequer esboçar uma reação contrária. E é por este motivo que deixo tudo como está. Esta é a verdade completa. E, muito raramente, corto relações com quem me critica. Os que me criticam é que cortam relações comigo por detestarem e não estarem habituados a serem contrariados. Quanto à querida Abá em específico, divergimos sempre. Diríamos que como colegas somos um paradoxo: totalmente idênticos e totalmente diferentes. E, enfim, creio que deixo toda esse be-a-bá em meu espaço, porque quero que outros leiam e reflitam. Quero aprender como comentar e criticar textos de colegas sem que eles queiram me matar. E, ao mesmo tempo, deixo, pra que outros leitores saibam que aqui podem criticar à vontade, desde que me permitam criticá-los também. Abraço, caro amigo, e novamente, agradeço sua ilustre, didática e agradável presença. Reiterando que não concordo com a parte do teimar entre outros, fico com o teimar, porque teima quem treplica e não quem replica.

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  9. Eu fiquei com raiva do cafajeste,( do texto) mas fico com mais raiva das mulheres que se submetem a cafajestes por acharem que sexo é amor ou somente pq querem um homem ao seu lado. Mas, há muitos anos que surgiu uma nova mulher , aquela que apenas quer curtir também , que não ta nem ai pra santos e cafajestes.
    Eu, nunca me meti com cafajestes, sempre fugi deles e como levei e levo o amor acima do sexo continuarei a fugir. Embora, casamos e achamos que conhecemos os santos e cafajestes, talvez o cafajeste se mostre o santo depois e o santo se mostre um cafajeste, pq as pessoas mudam ou simplesmente escondem o que são e quando escondem escondem bem. Assim como a virgem se mostre uma P… depois e a P… se mostre santa após casar e dar valor ao cara com quem casou. Costumo dizer que a vida é uma loteria, é um risco e não existe bola de cristal que saiba o que virá depois.
    Mas, deixo esse texto que li agora e veio a calhar kkkk

    ” Entenda uma coisa:
    Não existe mulher que “dá” no primeiro encontro
    Existe mulher que faz sexo quando está com vontade.
    Ela não te “deu”
    Ela nunca te pertenceu
    Então não venha com essa de “ela deu pra mim”
    Porque na verdade, ela não foi sua.
    Ela não conta primeiro, segundo ou terceiro encontro
    Ela valoriza os momentos
    Ela valoriza as conversas
    Os sorrisos
    Os olhares
    Ela valoriza aquilo que desperta vontade
    Aquilo que desperta tesão em viver.
    Se ela fez SEXO com você
    É porque ela quis.
    Não pense que ela faz sexo com todos
    Ou pense se quiser
    Até porque isso não é da sua conta.
    Você não “comeu” ela
    Ela ainda está inteira
    Ainda ri de coisas bobas na TV
    Ainda lê um livro antes de dormir
    Ainda sai com suas amigas no sábado a noite
    E almoça na casa dos pais no domingo.
    Você não “comeu” ela
    Porque gente não se come
    Se sente.
    Ela não saiu por aí gritando para todos
    O quanto a transa de vocês foi ruim
    Ou o quanto você foi grosso com ela
    Ela não precisa dividir isso com ninguém
    Então porque você precisa?
    Pra se sentir mais “macho” ?
    Pra se sentir mais “homem”?
    Não cara
    Ela não é metade do que você pensa
    Ela é tão extraordinária
    Que nem cabe dentro dos seus pensamentos.
    Ela não te ligou
    E ela não estava esperando você ligar
    Ela não precisa da sua aprovação
    Ela não precisa saber se foi bom pra você
    Porque se tiver sido bom para ela
    Ela vai fazer acontecer de novo.
    Não, ela não estava bêbada
    Nem drogada
    Ela fez porque quis
    Porque tava afim.
    Quando ela se arrumou naquela noite
    Ela já sabia que seria pra enlouquecer
    Ou enlouquecer alguém
    E pode ter certeza que você não a enlouqueceu.
    Você não ganhou ela na sua conversa fiada
    Ela foi porque tava afim
    Porque ela te escolheu.
    Não saia por aí dizendo que você a ganhou
    E que você ganha a hora que quiser.
    Ela não te viu como um pedaço de carne
    Ela não enxerga ninguém assim
    Ela gosta de conexões
    Nem que seja só por uma noite
    Ela gosta de se sentir ligada a alma de alguém
    De sentir o calor
    De olhar nos olhos
    De sentir prazer físico e emocional
    E se ela tiver te achado vazio demais
    Não vai rolar de novo.
    Você pode rezar
    Implorar
    Mandar flores
    Ela é decidida
    Tem personalidade forte.
    E no dia em que ela se casar
    Vai ser com um cara de muita sorte
    Porque de todas as conexões
    Aquela terá sido a mais forte
    Ele terá sido a alma que ela escolheu
    E os dois serão eternamente enlouquecidos
    Um pelo outro.
    E você?
    Ah cara,
    Você vai continuar perdendo tempo
    Falando por aí das mulheres que você acha que comeu
    Vai continuar perdendo tempo achando que ganhou alguém
    Você vai acabar sozinho
    Porque nunca soube se conectar
    Nunca soube sentir a alma de alguém.”

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  10. Que cafajeste ein Mr. Waldir?!
    De onde vem tanta criatividade?

    Agora, dirigindo-me ao cafajeste: Posha, eu sou uma senhorita solteira, romântica, bonitinha até e muito, mas muito idiota. Explico: eu me iludo tão, mais tão facilmente que na minha ingênua mente, saberei identificar essa raça “cafajestista” mas não sei. Ou melhor, sei! O fato é que eu tenho esperança no ser humano. Tenho esperança de transformar o ‘cafajeste’, fazê-lo amar-me. E simplesmente não querer mais aquela vida que outrora vivia. Você me entende? Tolinha eu, pode falar! Pode rir também, porque ultimamente até eu tenho feito.
    Aah, só uma última coisita, senhor seu cafajeste: muitas das mulheres que vocês “conquistam” só querem o mesmo que vocês: saciar o seu desejo sexual. 😉

    Wal, bela abordagem querido. E muito bom que você não faz parte desse universo tenebroso kkkkkkkkk – Beijos!

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    1. Rsrsrs. Esse é O Cafajeste. Tinha alguns parágrafos que cortei. Achei que já estava muito cafajeste. Se eu coloco mais, ia ser um “escândalo”. Mas será que você mudava esse cafajeste? Olha, não duvido. Mulheres são terríveis. Fazem rastejar pássaro e voar cobra. Ainda encarno uma dessas dia desses… obrigado por enfrentar esses textos polêmicos. Tem horas que fico com um pé atrás com interpretação errada do que quis passar. Isso me dá calafrios porque entro de fato no mundo do personagem que a linha de separação é nenhuma. E ai mora o perigo. Por isso muitos usam a inversão do gênero. Esta sepulta mais a má interpretação, no entanto, exige muito mais talento com a observação. Obrigado por comentar esse rexto, foi muito difícil fazê-lo. Por conta da minha personalidade, claro.

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