Artigos · Literatura

10 Melhores Livros que li

Não dá pra negar que essas listas causam calafrios em quem ousa montá-las. Creio que a maioria se sentiria melhor montando um Top 100. Eu, inclusive. Difícil, no entanto, é achar tempo pra isso. Como muitos sabem, para o tempo, há muita procura e pouca oferta. Então, um Top 10 já está de bom tamanho. Também não creio que sejam necessárias resenhas. Vou procurar colocar somente as sinopses. Apesar de ser cristão, não vou colocar a Bíblia. Pois pra mim ela é muito mais que um livro. E é claro que vou dar as desculpas habituais dos que já fizeram tais listas:

  1. Não é definitiva;
  2. Posso estar sendo injusto ou esquecido;
  3. E é subjetiva.

Vamos a ela:

10 – Terras do sem-fim – Jorge Amado

terras do semfim

Durante a guerra pela posse da terra na região cacaueira do sul da Bahia, os irmãos Badaró enfrentam o coronel Horácio da Silveira. A luta pela subsistência se entrelaça com intrigas políticas, relações amorosas, crimes passionais. Dois romances improváveis se destacam em meio aos tiroteios e tocaias: o do jovem advogado Virgílio e Ester, esposa do coronel Horácio, amor condenado a um desfecho sangrento, e o de Don’Ana, a valente filha de Sinhô Badaró, e o “capitão” João Magalhães, um embusteiro que se faz passar por engenheiro militar.

Publicado em 1943, quando Jorge Amado tinha apenas trinta anos, Terras do sem-fim se tornaria um marco do seu “ciclo do cacau”, que inclui Gabriela, cravo e canela , Cacau Tocaia Grande , entre outros.

Curtas: Apesar de não ser dos mais conhecidos, este foi o melhor que li do autor. O principal motivo é por ele ser mais cru. Sem heroínas, sem muito apelo sensual, mas sem perder o melhor de Jorge Amado que é o retrato da alma brasileira, do jeito que ela é.

9 – O Alquimista – Paulo Coelho.

O AlquimistaQuando você quer alguma coisa, todo o Universo conspira para que você realize seu desejo. De tempos em tempos, surge um livro capaz de mudar para sempre a vida de seus leitores. O Alquimista é um deles. Com mais de 65 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, o mais famoso título de Paulo Coelho já se estabeleceu como um clássico moderno, atemporal e universal, que segue fascinando públicos cada vez maiores, de diferentes gerações. Simples, sábia e inspiradora, esta história refaz os passos de um pastor da Andaluzia que viaja para o deserto egípcio em busca de um tesouro enterrado nas Pirâmides. O que começa como uma jornada para encontrar bens materiais torna-se uma descoberta das riquezas que escondemos dentro de nós mesmos. As belas lições que Santiago aprende ao longo do caminho nos falam da sabedoria de ouvir o que diz o coração, de ler os sinais com que deparamos ao longo da vida e, acima de tudo, da importância de seguir os nossos sonhos.

Curtas: Xi, muitos vão dizer… Mas esses muitos provavelmente nunca leram Paulo Coelho. Formaram opinião porque professores, críticos, resenhistas, amigos e todos os brasileiros em geral dizem que Paulo Coelho não presta. Para dizer a verdade, nunca liguei para a crítica. Eu leio o que quero ler. O que importa é que esse foi um dos primeiros livros que li na vida. E sem ele, não teria chegado em Dostoievski, Amado, Machado, Marquez e todos os outros desta lista e os que não estão na lista. Esse livro é pra mim um dos melhores livros de todos os tempos, embora muitos considerem Paulo Coelho um nada, eu acho que ignoram sua importância para o País e para leitores como eu.

8 – Desonra – J.M. Coetzee

desonraSucesso de público e crítica – foi publicado em mais de vinte países e ganhou o Booker Prize, o mais importante prêmio literário da Inglaterra -, Desonra é considerado o melhor romance de J. M. Coetzee. O livro conta a história de David Lurie, um homem que cai em desgraça. Lurie é um professor de literatura que não sabe como conciliar sua formação humanista, seu desejo amoroso e as normas politicamente corretas da universidade onde dá aula. Mesmo sabendo do perigo, ele tem um caso com uma aluna. Acusado de abuso, é expulso da universidade e viaja para passar uns dias na propriedade rural da filha, Lucy.

No campo, esse homem atormentado toma contato com a brutalidade e o ressentimento da África do Sul pós-apartheid. Com personagens vivos, com um ritmo narrativo que magnetiza o leitor, Desonra investiga as relações entre as classes, os sexos, as raças, tratando dos choques entre um passado de exploração e um presente de acerto de contas, entre uma cultura humanista e uma situação social explosiva.

Curtas: J.M. Coetzee nunca me decepcionou com nenhum título. Dele tenho Homem Lento, À espera dos Bárbaros, Este Desonra e Elizabeth Costello. Infelizmente ainda não tenho Tempo e Época de Michael K. Que aliás, não sai uma tiragem pela Companhia das Letras há anos. O que posso dizer sobre Desonra é só uma palavra: perfeito! É um autor que não costuma jogar palavras ao vento. Todos os seus livros não costumam ter mais de duzentas e poucas páginas. Seguiu o segredo de Graciliano: palavras foram feitas pra dizer.

7 – Cem anos de Solidão – Gabriel Garcia Marquez

cem anos“Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Buendia havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer a fábrica de gelo”… Com essa frase antológica, García Marquéz, Prêmio Nobel de Literatura de 1982, introduz a fantástica Macondo, um vilarejo situado em algum recanto do imaginário caribenho, e a saga dos Buendia, cujo patriarca, Aureliano, fez trinta e duas guerras civis… e perdeu todas. Em Macondo, os mortos envelhecem à vista dos vivos e os anjos chegam, sempre, em dezembro. Entretanto, García Marquéz nunca aceitou que suas narrativas fossem rotuladas como fantasia. Talvez porque isso exilasse Macondo num outro mundo, que nem a solidão ou a liberdade pudessem alcançar. Cem Anos De Solidão é a mais pura história do povo latino-americano. Mas ultrapassa o momento e expõe a alma dessa história – ou como é vivenciada.”

Curtas: Naturalmente, creio que vou gostar ainda mais desse livro quando tiver pleno conhecimento histórico da América Latina, o que não tenho. Mas a obra é tão fluída e cativante que dispensa compreensão de todos os paralelos históricos procurados pelo autor. Difícil mesmo é não se confundir com tantos Aurelianos.

6 – Ian Mcewan – Na praia

na praiaInglaterra, 1962. As profundas mudanças na moral e no comportamento sexual que abalariam o mundo ao longo daquela década ainda estão em estado de gestação. Edward Mayhew e Florence Ponting, ambos virgens, se instalam num hotel na praia de Chesil, perto do canal da Mancha, para celebrar sua noite de núpcias. Ele é um rapaz recém-formado em história, de origem provinciana, cuja mãe é deficiente mental, e o pai é professor secundário. Ela é uma violinista promissora, líder de seu próprio quarteto de cordas, filha de um industrial e de uma professora universitária de Oxford.

O desajeitado encontro íntimo desses dois jovens ainda marcados pelos resquícios da repressiva moral vitoriana é repleto de lances cômicos e comoventes, configurando uma autêntica tragicomédia de erros. Na praia, entretanto, vai além disso. Por conta da refinada arte narrativa de Ian McEwan, o drama dos recém-casados transcende o registro particular e o retrato de época para alcançar a dimensão de uma obra universal sobre o momento da perda da inocência, essa expulsão do paraíso que é um ponto de inflexão na vida de todo indivíduo.

Com sua prosa precisa, tão sutil quanto implacável, McEwan alterna os pontos de vista de Edward e Florence, radiografando seus pensamentos e motivações mais secretos. O sentimento trágico que fica no leitor vem da percepção dos estragos profundos e duradouros que um pequeno gesto, um único mal-entendido, uma palavra infeliz podem causar na vida dos personagens.

Com esse romance compacto, intenso, inteiriço como um poema ou uma peça musical, o autor confirma seu notável talento para captar e expressar os descaminhos da vida interior.

Curtas: Creio que está tudo dito na sinopse sobre a obra. Contudo, acontece algo curioso com relação a esse autor. Ele tem obras das que mais gostei, e também tem uma das que menos gostei: Sábado.

5 – Travessuras da menina má – Mario Vargas Llosa

travessurasO peruano Ricardo vê realizado, ainda jovem, o sonho que sempre alimentou – o de viver em Paris. O reencontro com um amor da adolescência o trará de volta à realidade. Lily – inconformista, aventureira e pragmática – o arrastará para fora do pequeno mundo de suas ambições. Ricardo e Lily – ela sempre mudando de nome e de marido – se reencontram várias vezes ao longo da vida, em diferentes cidades do mundo que foram cenários de momentos emblemáticos da História. Na Paris revolucionária dos anos 60; na Londres das drogas, da cultura hippie e do amor livre dos anos 70; na Tóquio dos mafiosos dos anos 80; e na Madri em transição política dos anos 90. Assim, ao mesmo tempo em que conta a história de um amor arrebatador, ‘Travessuras da menina má’ traça um quadro das transformações sociais europeias e convulsões políticas da América Latina.

Curtas: Este livro é sensacional. E o autor é daqueles que li vários também. Mas há alguns problemas com a narrativa. Creio que houve um exagero no número de reviravoltas. Também há “coincidências” que são difíceis de engolir. Mas o livro é tão bom, mas tão bom, que o que seria um problemão com obras regulares, se torna probleminha insignificante neste.

4 – Dom Casmurro – Machado de Assis

dom casmurroDom Casmurro é uma obra-prima publicada em 1899.
Nesta grande obra, o gênio de Machado de Assis aponta com maestria os contornos da sociedade brasileira, valendo-se das lembranças de Bento Santiago, o Bentinho, sobre os eventos mais relevantes de sua existência.
Machado, utilizando-se da temática do ciúme, acaba por dar vida a uma das mais marcantes personagens da literatura brasileira, Capitu.
A obra é referencial e de leitura indispensável.

Curtas: Que dizer deste brasileiro e dessa obra? Gênio e orgulho nosso.

3 – A beleza e o Inferno – Roberto Saviano

A beleza e o InfernoA beleza e o inferno: entre polos tão opostos – que evocam o pensamento de Albert Camus – , estende-se o território frequentado por Roberto Saviano, habitado por sua visão da vida e da arte, e por seu engajamento. Introduzidos por um prefácio do próprio Saviano, os textos aqui reunidos traçam um percurso tão rico e variado quanto reconhecível e coerente. Do rapaz que já dá os primeiros, porém maduros, passos no âmbito da literatura e da militância antimáfia ao escritor consagrado que é convidado para a Academia do Nobel e abraçado pelas vítimas do terremoto em Abruzzo, Roberto Saviano continua sendo ele mesmo. Fala-nos do sobrenatural Lionel Messi, que venceu um gigantesco desafio contra as severas limitações de seu próprio corpo; de Anna Politkovskaia, assassinada porque não havia outro modo de calar sua boca; dos pugilistas de Marcianise, para os quais o suor do ringue tem cheiro de raiva e de redenção; de Miriam Makeba, que foi a Castel Volturno levar solidariedade a seis irmãos africanos, mortos pela mão camorrista; de Enzo Biagi, que, em sua última transmissão, entrevistou Saviano; de Felicia, mãe de Peppino Impastato, que por vinte anos teve que olhar o rosto do assassino do filho, antes de obter justiça; e de tantos outros personagens encontrados na vida ou entre as páginas dos livros, seja na terra sofrida e poluída dos homens, seja nas livres e vastas da literatura.
“Temos de agradecer a Roberto Saviano. Ele restituiu à literatura a capacidade de abrir os olhos e as consciências. “Mario Vargas Llosa, Prêmio Nobel de Literatura 2010

Curtas: Os motivos para este estar aqui não são completamente literários. Não que a escrita dele não seja boa, é excepcional. Mas o coloco aqui pelo que representa: coragem! Denunciar a máfia, viver escondido e se escondendo, como testemunha. Abandonado por muitos, jurado de morte. Enfim, este merece mais pelo autor que propriamente pela obra.

2 – O livro dos mártires – John Foxie

O livro dos mártiresEm memória da devoção e da coragem. O livro dos mártires é um clássico da literatura mundial, ignorado até há pouco tempo pelos cristãos do Brasil. O livro reconta as vidas, os sofrimentos e as mortes triunfantes dos mártires cristãos da História. Iniciando-se com a história do primeiro mártir – o próprio Jesus Cristo – este relato histórico excepcional traça as raízes da perseguição religiosa. Expõe os casos de mártires famosos como John Wyckliff, John Huss, William Tyndale, Martinho Lutero, Thomas Cranmer e muitos outros. Por que ler esta obra em pleno século 21? Infelizmente o tema do martírio religioso recusa-se a ser relegado aos arquivos da História. É assunto tão contemporâneo quanto as manchetes de hoje. Cristãos em diversos países hoje vivem e defendem a sua fé sob a ameaça de morte. Muitos acabam pagando o preço máximo. E cada uma dessas mortes suscita uma interrogação na consciência de todo cristão: o que eu faria no seu lugar? A reflexão inspirada pela morte dos mártires pode nos levar ao cerne da nossa fé.

Curtas: Depois de ler esse livro, custa muito se autonomear cristão. E traz uma infeliz constatação sobre cristãos que mal tocam nas suas Bíblias: eles não têm ideia do tanto de sangue derramado para que pudéssemos ter esta Preciosidade com dezenas de traduções em nossas mãos.

1 – Crime e Castigo – Fiódor Dostoievski.

crime e castigoUm dos romances mais importantes, mais lidos e festejados da literatura, Crime e castigo (publicado originalmente em 1866) conta a história de um crime e suas conseqüências. Trata-se de um enredo de suspense e de grande tensão, de uma profundidade psicológica única, passado na turbulenta Rússia tsarista do século XIX.

Raskólhnikov é um jovem pobre, ex-estudante da universidade, que vive nos bairros marginais de São Petersburgo. Dono de uma mente febril – como todos os grandes personagens de Dostoiévski (1821-1881) –, convence a si próprio que, devido à sua extrema miséria, está isento de qualquer lei moral. Porém, quando resolve colocar a teoria à prova, as coisas não saem como o esperado, e ele sofre miseravelmente. Crime e castigo, parece dizer o romance, são duas faces da mesma moeda, duas realidades indissociáveis que brotam da mesma semente.

Curtas: Não há nada o que dizer. Assim como Machado: Gênio absoluto.

Vai parecer que sou misógino. O que não é verdade. Ultimamente tenho lido mais autoras que autores. E são excepcionais. Mas, infelizmente, num top dez não deu ainda. Talvez mais pra frente.

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16 comentários em “10 Melhores Livros que li

    1. Sem dúvidas de que seu gosto literário é excelente. Os outros dele também são excepcionais. Principalmente o Quincas e o Cubas. Mas ele tem carta na manga. Tempos atrás li O Alienista. Uma espécie de conto longo, não sei se você já leu. Sensacional. Coisa de gênio mesmo. É só o que dá pra dizer. Fica até chato. Abraço.

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  1. Desses ai só li Terras do sem fim e Dom Casmurro rsrs . nunca li nada de Paulo Coelho. Também nunca tive dinheiro pra comprar livros e , tirando uma coleção de
    Jorge Amado que comprei ,só lia mesmo os livros da Biblioteca. Rsrsrs

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    1. Que ótimo, caro Erlan Tostes. Esse foi um dos primeiros livros que li, O Alquimista. Gostei muito pela simplicidade. Não entendo até hoje a birra com Paulo Coelho. Claro que alguns títulos dele não chegam nem perto do Alquimista. Mas isso acontece com a maioria dos escritores, creio eu. Forte abraço.

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  2. Meu caro amigo, nessa lista, me surpreendi justamente com o nº 1, considerando a ideologia do autor. Só não lerei, para confirmar, porque ele foi tão espinafrado pelo Alfredo Bosi e pela minha ex-professora de literatura que me falta o mínimo de disposição… Abraço!

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    1. Sério, Laércio? Bem, digamos que não conheço completamente a biografia dele. Alguns episódios. Li outros dele, igualmente impressionantes. O Jogador, Memórias do Subsolo. E Inclusive Os Irmãos Karamazóv. Não senti lado nesse último. Os diálogos que ali se fizeram desembocaram quase numa profecia quanto ao futuro russo. Do que li, achei de uma genialidade incrível. Mas se depois puder explanar melhor sobre a ideologia, fico grato. Abraço.

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      1. Vixemaria, eu disse o primeiro, pensando no Jorge Amado, mas, ao ler sua resposta, fui ver: o primeiro é o último… assim como no provérbio. Não tinha percebido que era uma contagem regressiva. Disfarça, disfarça…rsrsrs…

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        1. kkkkk, na verdade, você está certo. Eu é que estou completamente sem noção. Quase um oriental, mas nem isso. Pois aí seria ler de trás pra frente e não de baixo pra cima. hehe. Completa razão no comentário. Estranhíssimo eu gostar de Jorge Amado, ta quase aquilo do “amo te odiar”. Nem eu mesmo consigo explicar. Tenho dele Gabriela, Tocaia Grande, Capitães de Areia. Mas li outros, que nem me recordo. Enfim, digamos que sem considerar sua ideologia, foi um bom escritor. O mesmo ocorre com o Sr. Gabriel, que também gostava daquela Cuba. Parece que era amigo íntimo do barbudo lá, Fidel. E o Ian McEwan que é um ateu daqueles, e eu que não tenho paciência com ateísmo. Vai entender né. Talvez essa seja a minha defesa de que sou somente contra as ideias mesmo. rs. Abraço, amigo. Disfarça digo eu.

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          1. Não, o erro foi meu porque se eu tivesse dito “o primeiro”, tudo bem, ficaria ambíguo, mas eu disse “o nº 1”, ou seja, eu o induzi a erro porque não percebi a numeração. “Mea maxima culpa”. Pois é, quanto a essas contradições, todos nós as temos, é inevitável. Diríamos até: é humano. E tem outra coisa, nos romances que vc cita talvez não esteja tão marcante a ideologia dele. Ao contrário de “O cavaleiro da esperança”, em louvor a Prestes.

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            1. Verdade, caro Laércio. Este, os Capitães de Areia, dá uma beliscada. Ou melhor, dá uma mergulhada. Um desavisado com o perigo do “meio” social poderia achar normal o Brasil ter índices tão altos de criminalidade. Não que ele leve a isso propositalmente, mas acaba levando mesmo acidentalmente. O que achei estranho é que na “ditadura” (64 em diante) não tive notícias de gritos dele, propriamente. Parece que combinaram umas tréguas. Ou será que desanimou com os comunas? Vai saber. Mas obrigado pela dica, desse título nem passo perto. kkk. Abraço.

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              1. Pois é, meu caro amigo, a trajetória política de JA é curiosa. Se não me engano, ele chegou a ser eleito deputado para a constituinte de 46, pelo PCB. Mas depois, com a fase dos romances ao estilo Gabriela, Dona Flor etc. (que Bosi chama de engordurados ou algo assim), ele aparentemente abandonou suas convicções políticas, sabe-se lá por quê. (Rachel de Queiroz também, mas essa se bandeou de mala e cuia; ex-comunista, aplaudiu o movimento de 64 e era amiga do gen. Castelo Branco.) O curioso é que o casal Amado-Gattai se dava bem com ACM. Dizem que porque ele era um grande defensor da “baianidade”, que estaria acima de tudo. Não sei o que vc acha disso, mas eu acho que qualquer pré-juízo favorável a alguém por critérios exclusivamente geográficos (local onde nasceu) é uma tremenda bobagem. P.ex., fiquei abismado quando, durante a eleição do atual Papa, muitos brazucas ficaram lá na Praça de S. Pedro, com bandeira estendida, pedindo um Papa brasileiro. Que, dizia a imprensa, poderia ser o D. Odilo Scherer. Ora, o que eles sabiam de D. Odilo? Nada. Ou melhor, sabiam sim, mas só uma coisa: “é brasileiro e é o que importa”. Gosto de desmontar essa predileção tosca (que se apresenta como “patriotismo”) (inclusive, aliás, principalmente em Copas do Mundo e Olimpíadas) com o seguinte argumento: “quer dizer que, se vc fosse austríaco, teria orgulho de ser conterrâneo de Hitler?” Mas enfim, trata-se de uma luta inglória, já desisti. Só não contem comigo para torcer pelo time da CBF, rsrs… Um forte abraço!

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    1. :D, tenho certeza de que irá gostar. Recomendo, inicialmente, para quem tem falta de tempo. Na praia. Embora seja um belo soco, tem pouco mais de 130 páginas. Bem ao seu estilo que gosta de acabar com personagens nas escadas, né, Má. rsrsrs. (brincadeira mas é verdade). Abraço, ótima semana.

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