Recanto das Letras

Sobre minha saída do Recanto das Letras

 

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Escrevi no site Recanto das Letras por mais de dois anos. Publicações prolixas, mais de 400 textos, atingindo um número não tão expressivo, cerca de 11 mil leituras. No entanto, isso não me desanimava de forma alguma. Ausência de leituras ou de comentários. Sempre gostei muito de escrever e também de ler. É uma paixão que tenho desde a infância. E que me nutre. Sobre gênero, escrevo sobre tudo e também leio sobre tudo. Sou, de certa forma, um múltiplo. Gostava muito do site e, com o tempo, fui interagindo com pessoas maravilhosas. Pessoas inesquecíveis. E escritores já tarimbados ou ainda procurando espaço, porém, com enorme talento. Diverti-me muito e também aprendi bastante. Saí muito melhor do que entrei lá pelos idos de 2013. Debati, divergi, concordei, elogiei, enfim, participei ativamente do site. Quase que diariamente. Mas, ao fim infelizmente, me decepcionei bastante.

O site, para quem não conhece, oferece a oportunidade dos escritores publicarem seus escritos, também áudios. Ou seja, todo o site é construído pelos escritores e publicadores. Sem estes, o site é apenas uma página em branco, sem nada a oferecer. Contudo, por mais que eu tenha contribuído com o site nesses dois anos, eu sou uma faísca. Há centenas, talvez milhares de escritores cadastrados nele. Certamente que minha ausência não faz diferença para eles. Continuará do mesmo jeito que era. Não por causa dos administradores e, sim, por causa dos seus talentosos escritores. Mesmo assim, acredito ser imprescindível que o site tivesse mais cuidado com o indivíduo avulso. Com o escritor desconhecido, como eu. Com aqueles que podem até não fazer muita falta, mas que merecem o devido respeito e consideração por seus esforços, afinal, sem escritores o site não é absolutamente nada.

Porém, pelo menos comigo, não foi o que aconteceu. Antes eu manifesto que isso não é nenhum tipo de revanchismo. O site vive sem mim e eu, muito bem obrigado, vivo sem ele. Na internet há milhares, talvez milhões de sites para publicar textos melhores que o Recanto das Letras, com mais ferramentas, como este que estou ainda aprendendo a usar agora: WordPress. Aqui há estatísticas, possibilidades de colocar áudio, vídeo, imagens, sem limites, tudo absolutamente de graça. No Recanto das Letras eu só podia publicar três textos por dia, sem formatação avançada, sem imagens, sem áudio e, minha opinião, com uma interface pra lá de pobre, sem possibilidade alguma de modificação. Esta é a verdade. Mas, então, por que publicou lá por tanto tempo?, alguém pode dizer. Muito simples, por causa da interação mais rápida e fácil com escritores. Novamente o mesmo motivo: o pulmão do site, o coração, mente e alma do Recanto das Letras são os escritores. Sem eles o site é pior do que um blog qualquer. Mais feio até do que essa configuração que escolhi aqui pra postar.

Mas vou deixar de lado a inutilidade do site sem nós, escritores, e vou explicar os motivos pelos quais fui persuadido a me desligar do site, talvez temporariamente, ainda não decidi. Fui sumariamente perseguido e assediado por um cretino que escrevia no site. Cidadão sem qualquer noção da responsabilidade que todos nós temos, a de respeitar o espaço e opinião do outro. No início, ignorei completamente seus acintes. Mas ele não desistia. Escrevia sempre em caixa alta para vários textos meus, me xingando, tentando me desestabilizar emocionalmente, o que, afinal, conseguiu com êxito. Perdi a paciência e passei a xingá-lo igualmente. Eu nunca fui de ir reclamar com a mamãe, por isso não o denunciei. Resolvo quase todos os meus problemas sem recorrer a terceiros. Não sou e nunca fui covarde e medroso. E revidei. Até que faíscas começaram a voar para todos os lados, atingindo alguns dos meus leitores. Isso já no início, não me recordo bem, do meu cadastro. Quando publiquei artigos religiosos polêmicos e outros textos políticos igualmente polêmicos.

Pois bem, o cidadão parava um tempo depois de se ver completamente sem ter o que dizer pelas minhas respostas, mas não demorava muito e voltava. Numa dessas voltas, eu usei a ferramenta de bloqueio do site e bloqueei seus comentários. Neste momento, mostrou sua face suja. Criou cadastro falso, com CPF que não era o dele e disfarçando a identidade, que eu sabia exatamente qual era. E eu me vi perseguido de vez. Bloqueava um dos seus cadastros, e ele criava outro. Assim foi até que bloqueei quatro cadastros dele em minha página, cadastros obviamente fraudulentos e criminosos e fui obrigado, à revelia, a moderar todos os comentários para que ele não destruísse completamente minha reputação e afastasse meus leitores conseguidos com tanto esforço de interação. Mas não teve jeito, no processo perdi vários contatos, alguns pensavam que eu estava exagerando, pois não poderiam saber tudo o que estava ocorrendo e eu não queria causar mais escândalo. Por isso me calei e esperei que com o tempo tudo voltasse ao normal e o indivíduo sumisse da minha página. Ledo engano.

Só fui saber muito tarde, mas no período de bloqueios e moderação dos comentários, esse mesmo indivíduo passou a comentar em praticamente todos do meu círculo de leitores e escritores que eu lia e comentava. Sendo insuportavelmente chato e praticando assédio que nunca vi igual, desde que usava o Orkut. Pedindo inclusive para meus amigos passarem recado pra mim de que queria me convidar para ler seus artigos, mentira ridícula, e que não estava conseguindo contato. Eu fui aos poucos recobrando a liberdade que sempre quis ter em minha página. Liberando os comentários e depois deixando liberado até aos anônimos, para pessoas que não faziam parte do site mas que o visitam para ler tão somente e querem também expor opinião. Obviamente, ele descobriu isso, pois sempre voltava à minha página, e passou novamente a me atacar com injúrias, calúnias e todo tipo de provocações. Dessa vez perdi a paciência e vi que seria impossível me livrar do sujeito sem contra-atacar.

Subi ao ringue e passei a xingar e mostrar que sabia quem ele era. Posso ser tudo menos ingênuo. Até o linguajar característico aprendi a decifrar, o que não foi muito difícil, pois o indivíduo nem mesmo tem veia ficcional e não conseguia disfarçar. Nem mesmo as calúnias mudavam, sempre as mesmas. De tal modo, que os outros escritores também perceberam de quem se tratava. Alguns até me ajudaram a achincalhar o imbecil. Enfim, deu uma sumida, e apareceu agora no último mês meu de Recanto com a corda toda.

Inventando desafios literários incrivelmente ridículos, para que eu superasse textos dele igualmente ridículos, sem nexo. Tautogramas. Criancices, pois depois de tanto me atacar, acabara pensando que eu era seu parceiro, seu amigo. O que nunca fui nem pretendi ser. Como diria Olavo de Carvalho: pra ser meu amigo tem que merecer! Não é qualquer coisa que vai chegando e vira amigo. Concordo totalmente. Sou amigo de quem quero ser amigo. Claro que não o vi como inimigo, apesar de tudo. Aliás, seria dar muita importância para ele se o considerasse dessa maneira. Eu ignorei, então, os primeiros convites. Ele, se sentindo desprezado, foi propor a uma amiga minha o desafio, provocando e novamente incomodando. Essa amiga acabou me contando o caso. E eu fui lá zombar de sua atitude ridícula. Para novamente ver se parava de me perseguir. Não adiantou.

Desprezado completamente. Passou a colocar a miragem na cabeça de que eu havia recusado por não conseguir superá-lo. Mas qual era o desafio? Produzir um tautograma que tivesse, igual o dele ou mais, 201 palavras, sem repetições. E passou a se vangloriar disso. Dessa vitória dos seus delírios. Eu, então, produzi um tautograma com mais de 240 palavras. E, ao contrário do que ele disse, o dele nem mesmo tinha 201, eram apenas 196, porque havia várias repetições. O meu tautograma foi totalmente direcionado a contar os episódios que se sucederam desde que ele passou a me perseguir. E alguns amigos entenderam. Ele não aceitou, claro. Mas não fiz para aceitar, mas para mais uma vez tentar provar para ele que eu não havia aceitado o desafio porque tinha mais o que fazer. E nesse tautograma o convidava inclusive a ser meu amigo, e me deixar quieto no meu canto. Dessa vez fui ingênuo.

Ele passou a botar defeito e falar um monte de bobagens. Provando que não queria minha amizade, mas tão somente me provocar. Não mais agüentei. Perdi o resto que tinha de paciência, definitivamente. E passei a me defender dos ataques com textos e piadas. Nenhuma com citações à sua pessoa diretamente, pois a covardia lhe era inerente. Em nenhuma de suas injúrias ele se identificava com a verdadeira identidade. Sempre se escondendo e se protegendo sob anonimato. Até que em um último texto bombástico. Eu o peguei na veia. Consegui entender onde doía no cidadão e cutuquei mesmo a ferida. Sem dó. Era minha tentativa mais certeira para ele me abandonar. E certamente, teria conseguido, não fosse o Recanto das Letras aceitar denúncia contra esse texto e me censurar apagando. Até aí, tudo bem. O Recanto das Letras não sabia de tudo o que havia ocorrido. Pois como disse, não sou de gritar mamãe me acode!

Recebi a exclusão com profundo desgosto. E o Recanto das Letras deu e-mail administrativo para que eu me defendesse. Caso se tratasse de engano a exclusão. Eu recorri ao Recanto. E contei tudo. Os cadastros falsos, o esconderijo sob anonimato para me caluniar. Tudo com provas. Pois os cadastros ainda estavam em meu poder, e só haviam sido utilizados para me atacar. Jamais foi publicado um único texto com os cadastros. Pedi para eles vasculharem o IP dos anônimos que me atacavam e veriam que se tratava do mesmo IP que me denunciava o caluniador. E também denunciei um texto que ele havia feito há algum tempo me caluniando abertamente. Mostrando ao Recanto tudo o que aconteceu para que eu escrevesse aquele texto. E pedindo o retorno do texto por, primeiro: não haver qualquer nome pessoal, era um texto fictício que ninguém jamais entenderia. A não ser os que estavam a par da perseguição do indivíduo, e segundo: por saber que sem esse texto ele de fato haveria vencido. Pois conseguiu me censurar. Impedindo meu legítimo direito de defender-me de ataques covardes e desleais.

Do Recanto das Letras eu esperava pelo menos, a exclusão do cadastro dele. Não esperava que eles fizessem retornar o texto. Achava isso impossível. Textos denunciados em sites de escrita dificilmente voltam. Isso eu já sabia. Mas esperava pelo menos a exclusão imediata do texto em que ele me ofendia e talvez uma exclusão por causa dos cadastros falsos. E o que foi feito? Nada! O Recanto das Letras “pediu”, mesmo depois de tudo o que mostrei, que ele excluísse o texto. Sim, isso mesmo. Pediu. E o meu texto foi excluído imediatamente quando ele denunciou. Eu questionei o Recanto, mas por que vocês estão pedindo para ele excluir texto que me ofende gratuitamente, já que nunca o provoquei em sua página, ele que visitava a minha, e o meu texto vocês simplesmente excluem sem pedir ou se inteirar? Não conseguiram responder. Disseram que estavam tentando resolver da melhor maneira possível. Eu vi que não iriam resolver nada. E não insisti mais. Mas antes dessa resposta, eu havia publicado texto informando que havia sido excluído o meu texto e prometendo contar aos meus leitores o desfecho do assunto.

Finalizadas as considerações com a administração do site, eu falei a eles que iria inclusive editar os textos que poderiam induzir o denunciante covarde a me perseguir mais ainda. O que de fato fiz. E que ia finalizar o assunto. O que também fiz. Escrevi um texto explicando aos leitores o que havia sido feito, sem omitir nenhum fato, mas sem expor nome algum. Explicando tudo e dizendo que iria editar os textos que produzissem dupla interpretação e manifestando minha opinião legítima acerca da solução do Recanto quando alguém te persegue e ainda quer se fazer de vítima: Nada! E dei por finalizado o assunto. Um amigo que leu a conclusão ficou imensamente chateado, não vou citar nome para não expor ele à toa, e excluiu todos os textos em sinal de protesto pela censura ao meu texto e ao tratamento diferenciado que o site deu para duas situações que eram iguais, iguais se desconsiderada a perseguição que sofri, pois eu nunca fui o provocador e perseguidor.

Este amigo não me induziu a nada, mas eu fiquei tão triste por ele fazer isso, que acabei seguindo-o em protesto que deveria ter feito tão logo recebi a solução do Recanto das Letras. Apaguei todos os textos. Deixando somente um em que pedia desculpas aos amigos pelo fato e o outro da explicação sobre a conclusão do caso. Não demorou muito e, algumas horas depois, recebo aviso do Recanto das Letras para apagar esse texto da Conclusão. Nem mesmo um sinto muito pelo amigo que apagou todos os textos e pelos meus também igualmente apagados. Mas apenas uma intimidação: apague já esse texto. O texto não tinha nem mesmo crítica ao site. Eu dizia que o site estava isento, sendo toda a culpa do cidadão denunciador que constrangeu a mim e a todos, inclusive o site. E apenas a opinião minha de que não acontece nada com quem te persegue. Fui tomar novamente satisfação com o site. E dessa vez subiram o tom. Inclusive dizendo que se eu quisesse sair que me excluísse logo dali, pois eles não precisavam de usuários que iam contra o site.

Respondi que quem estava indo contra eles eram eles mesmos. Pois acabaram com atitudes parciais fazendo um ilustre escritor apagar quase duzentos textos e eu a apagar mais de quatrocentos. Nesse ponto, disseram que se eu não excluísse o texto que eles mesmos iriam excluir. Mal sabendo que eu já havia apagado tudo. Enfim, eu excluí todos os meus comentários nas páginas dos amigos. Excluí minha conta e estou aqui. Estes são os fatos infelizes. Felizmente consegui o backup de todos os textos que publiquei ao longo desses mais de dois anos. E, com tempo, irei publicando todos aqui. Mas não vou confiar na sorte, e vou também armazenar em e-mail, no meu Onedrive e também lançar em sites de compartilhamento. Devido aos fatos narrados, não sei quando e se volto ao site. E se voltar, claro que não vai ser por causa da querida administração do site. Que só existe por causa dos escritores, mas parece não se dar conta disso.

Finalizo agradecendo a todos os amigos do Recanto que me apoiaram, me deram palavras encorajadoras de afeto. Despedi-me de vocês mas prometi um até breve. E aqui está. Vou ir novamente postando meus textos e prometo novidades semanais para quem quiser acompanhar este meu exílio do Recanto. Assim matamos saudades mútuas. E recomendo também que não deixem jamais seus textos apenas no Recanto. Mas os publiquem em vários sites. Eu já devia ter feito isso. Pois se tivesse feito, nem precisaria ter excluído minha conta. Bastava por e-mail dar links. Inclusive ao caluniador. Queria muito ver ele conseguir o que conseguiu no Recanto aqui no WordPress, no Blogspot e no Onedrive.

No mais, agradeço a visita de quem conseguiu ler tudo isso com paciência e deixar um comentário. Fico muito feliz. E agradeço de coração. Fazendo um último pedido: não escrevam sobre isso lá no Recanto, pois não vão aceitar e poderão solicitar que vocês excluam textos que citem o grotesco episódio. Aos outros que me visitarem e não me conheciam ainda, aguardem. Logo irão me conhecer. Isso está só começando…

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30 comentários em “Sobre minha saída do Recanto das Letras

  1. WLD, meu querido!Estamos sentindo sua falta no RL…aquele texto apagado era o seu melhor texto de humor!Nunca tinha me divertido tanto, mas enfim, espero que aqui você consiga bons leitores também., na verdade, vai conseguir pois, seus textos são sempre muito bons e de conteúdos bastante interessantes. Desejo sucesso na nova fase.Um abraço……Abá

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    1. Muito obrigado, Abá. Também tenho saudades, não do RL, mas de vocês que estão lá. Poxa, agradeço mesmo de coração. Só de ter você, a Cris e o Nelson passando por aqui já valeu a pena criar essa bagunça. Abraço.

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        1. Obrigado, Cleidiane. Fiquei muito feliz com seu retorno. Desculpe a demora em responde-la. Surpreende-me o fato de achar esse blog e, especificamente, esse texto em uma pesquisa com fins universitários. Geralmente chegam aqui por indexações bem exóticas como as que cito num texto recente intitulado: “Como chegam nesse blog”. Mas, enfim, seja bem-vinda. Espero fazer jus à sua gentileza e leitura. Forte abraço.

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    1. Muito legal, Nununo. Hehe. Estou também em vias de perder todas as horas. Sobre o WordPress, é incrível. Mas como estou ficando velho, já viu, só trapalhada. Perdidaço, mas uma hora eu aprendo. Abraço, Amigo, você aqui vai fazer um sucesso daqueles. Contista igual não há.

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  2. Caríssimo amigo! Vou contar como o reencontrei, agora aqui no wordpress, o que explicará minha demora a entrar em contato novamente. O hotmail estava bloqueando meu próprio acesso (será administrado também pelo RL? rs) até que hoje finalmente consegui acessá-lo. E vi um e-mail do RL avisando que meus textos apagados (ou seja, todos) seriam definitivamente excluídos. (O protesto continua no perfil: http://www.recantodasletras.com.br/autores/laerciobecker – não sei como ainda não censuraram, rs) Isso me obrigou a fazer o login, para copiar tudo num arquivão de word e republicar noutro site. Procurei seu nick e não achei. Então coloquei no google. Só WLD apareceu um monte. Coloquei WLD + RL: bingo! Pois bem, explicado o caminho das pedras, estou ainda mais perplexo com os desdobramentos que eu desconhecia. Caramba, se aquele tratamento desigual já havia sido repugnante, o que aconteceu depois, que vc relata acima, conseguiu ser ainda pior! Aliás, ao ler seu texto acima, me deu uma dor na consciência porque juro que não foi a intenção, mas pelo visto meu protesto acabou radicalizando uma situação que talvez pudesse ter se resolvida doutra forma. O problema – e não quero aliviar minha culpa, mas é apenas uma constatação – é que, cá entre nós, de que vale publicar num site que faz uma coisa dessas? Sinceramente, em minha injustificada inocência, não podia imaginar que eles conseguiriam fazer algo pior – e conseguiram. Se lá já não pretendia voltar tão cedo, agora é que não volto mesmo. Millôr ensina: “nunca diga desta água não beberei, mas ferva antes”. Tudo bem, mas só se fosse o último copo. Há muitos e muitos outros sites. Eu queria no webartigos, onde já tenho material antigo, mas o problema é que eles só aceitam inéditos. Já este que vc encontrou é muito melhor. Acho que vou republicar aqui também. Meu caro, então peço-lhe minhas sinceras desculpas por ter, contra a minha vontade, precipitando uma coisa que lamento profundamente, que foi sua saída do site. A não ser que concluamos que este wordpress é melhor. Nesse caso, a sabedoria popular mais uma vez acertou: há males que… Um forte abraço e meus votos de sucesso!

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    1. É com muita alegria, prezado Laércio, que recebo este teu retorno. Eu tentei umas duas vezes contato pelo seu hotmail, não consegui retorno. Mais tarde, fiquei sabendo que você estava com problemas para acessar o e-mail por uma amiga em comum. Pedi para que avisasse a você sobre este blog que havia criado. Não sei se conseguiu, pelo que você relata, parece que não. Em todo o caso, fico, de verdade, feliz por poder reencontrá-lo por aqui. Realmente, os desdobramentos mostraram-se ridículos, no mínimo. E este novo capítulo dessa novela com o que você relata sobre a ameaça de exclusão definitiva, tornou-se mais um desfavor, ainda que estejam seguindo prazos e as motivações sejam outras que não esses episódios grotescos, criados por eles mesmos. Contudo, jamais me deve desculpas, pelo contrário, eu é que lhe devo agradecimentos. Livrei-me (livramo-nos) de algo claramente nocivo e limitante. Infelizmente, sinto falta de alguns amigos que lá estão. Não fosse por isso, e eu me arrependeria até de ter entrado. Eu escrevi lá por três anos, aproximadamente. E eles parecem não ter se dado conta de que todo o sítio é construído e gera lucros por causa dos que lá escrevem como eu e você. Fazer o quê. Deixemos que eles um dia aprendam. É o que desejo pelo menos, antes que seja tarde… Sobre o WordPress, a ferramenta é excelente. Tenho aqui mantido inter-relações ainda iniciantes de grande valia com contistas, teólogos, poetas e comentado política também. Fui muito bem recebido. E sobre a estrutura do site, é completamente superior em vários sentidos. Com recursos de formatação e postagem completos, incluindo vídeos, fotos, áudios, enfim, toda a gama multimídia. Inicialmente é um pouco complexo, por necessitar de uma configuração manual. Mesmo assim, bem pouco. Pois pode-se usar os temas que facilitam e muito o processo. Desejo mesmo que você faça parte. De meu lado, estou aqui creio que há umas duas semanas, posso dizer que é excelente em todos os sentidos. E se não postar por aqui, não deixe de me indicar sua nova casa virtual, certamente estarei lá para lê-lo e aprender. Forte abraço, de seu amigo e admirador.

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      1. Caríssimo! Pois é, estou aprendendo. É tanta coisa nova (e boa) neste site que meu semi-analfabetismo digital me limita conhecer tudo tão rápido. Vc tem razão, é muito superior ao RL. Muito mais recursos. E por que, apesar disso, continuávamos lá? Acho que por comodismo. Algo que, salvo engano, é até natural do ser humano. E concordo, o que mais podemos lamentar é a perda de alguns contatos. Mas só de alguns, eis a triste realidade. Digo isso pelo seguinte: quando apaguei tudo no RL, anunciei meu protesto por meio de comentários a umas cinco pessoas, com quem tinha mais contato por lá. O teor do comentário, que foi padrão para todas, vc pode ver aqui: http://www.recantodasletras.com.br/contoscotidianos/5458868 . Duas responderam por e-mail, duas deixaram o comentário lá e – pasme, meu caro! – uma, na moderação de comentários, simplesmente não autorizou sua publicação! Ou seja, a [censurado] censurou meu singelo comentário, em que me limitei a dizer que saí do RL e resumi o motivo, só isso. Aí eu pensei cá com meus botões o seguinte. Olha, eu já reconheci numa crônica que sou basicamente um covarde. Ninguém espere de mim gestos heróicos que não os terá. Mas é justamente nessa triste condição, de covarde, que um dos maiores desvalores numa personalidade que eu mais reprovo é alguém conseguir a façanha de ser mais covarde que eu. Ou seria a pusilanimidade? Tive de recorrer ao dicionário de sinônimos do Antenor Nascentes, mas a distinção que ele faz entre covardia e pusilanimidade não me satisfaz. A palavra “pusilânime” me parece mais gravosa. Contudo, a rigor, não sei como qualificar esse comportamento, que interpreto dessa forma: o “medinho” de que aceitar a publicação do comentário alheio poderia atrair alguma “retaliação” por parte do site. Ora… é preciso ser muito [censurado] para ter um receio tão infundado. Então, essa censura dessa pessoa, com quem eu tinha bom contato, confesso a vc, foi a segunda maior decepção que tive no RL. A primeira, é lógico, foi com o próprio site, no tratamento que deu a seu caso. E para a evolução desse tratamento, creio que finalmente encontrei as palavras que pretendia usar desde o princípio, mas me faltaram: o tratamento desigual foi repugnante, mas as intimações finais foram revoltantes. Então foi isso, uma evolução do repugnante ao revoltante. Um site que faz isso não merece mais uma vírgula nossa por lá. Porque vc tem razão. Nós perdemos os contatos, mas ganhamos um site melhor. Em compensação, veja só, o RL ganhou inteirinho para ele aquele [censurado] que foi o pivô dessa história. Bem, que façam bom proveito, pois ambos se merecem, certo? Bola pra frente. Um forte abraço!

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        1. Meu querido amigo. Demorei um pouco para responder seu comentário por força maior. Confesso que ri. Não por achar graça, mas por ser tão grande a coincidência do que narras com o que me aconteceu no contexto geral que se eu contasse, iria parecer que copiei seu comentário. Mandei emails para alguns que mantive contatos. Uns verdadeiramente, ainda bem que poucos, 4 ou 5, ignoraram completamente. Um(a) não somente fez isso mas fez questão de bloquear emails futuros, como se eu estivesse interessado em mandar, pois só percebi na tentativa de mandar um email de finalização, que obviamente não necessitaria de retorno. Outro(a) me respondeu excitado(a), tão logo viu que eu não era um robô, e estava disposto a explicar o que me questionava, deixou me

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        2. Continua. Deixou-me num vácuo pra lá de infantil. Mas é realmente de se estranhar, e creio que é recíproco, que alguns sejam tão falsos, mesquinhos e traiçoeiros a ponto de fingir por meses nos acompanhar e depois darem evasivas tão ridículas que fazem com que eu desconfie que sejam contratados do site para angariar escritos e escritores. O que em geral não seria de se estranhar, mas não sei se seria louvável. No entanto, eu ainda tive outro vislumbre. Alguns respiraram aliviados. E Creio que muitos… por diversos motivos bem covardes. Mas como você disse, bola pra frente. Fico imensamente feliz é por não ter perdido contato com você e alguns que mais gostei por lá. Isso me tira todo o prejuízo que tive. E ainda mais pela expectativa de poder ler mais dos seus textos. Inclusive segui o webartigos e vou com tempo ler. Até que possa reorganiza-los e republicar. Grande abraço amigo. E não desista. Eu também sou um analfa tão grande quanto tu nesse aapecto. Hehehe. E consegui mais ou menos deixar isso livel, certamente você que é muito mais inteligente e sensível aos detalhes, conseguira. 👍

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  3. Caríssimo, bom dia! Impressionante. Realmente, é de rir, há uma coincidência, ou melhor, um padrão de comportamento. Interessante notar como é nesse tipo de situação, ou seja, de crise, que caem as máscaras. E obviamente não falo só do caso RL, mas como um todo. Basta notar, na política, como caem facilmente as máscaras dos falsos oposicionistas. A crise tem essa virtude. Mas quanto à palavra que eu não encontrava ontem, vc pescou “le mot juste” (como diria seu amigo francois.marie@arouet.com.fr ): mesquinharia. É essa atitude, de “medinho” de perder a última bolacha do pacote, que é a honorabilíssima oportunidade de publicar naquele site de [censurado] – pura mesquinharia, vc acertou em cheio. É a mesma dos [censurado] que têm medinho de falar abertamente qualquer coisa que possa desagradar o chefe ou o governante. Têm medo do poder e fruem de suas migalhas – como ratos. Ficam pelos cantos, principalmente ouvindo, e depois vão contar tudo para o “papai” que bajulam até o [censurado] arrastar no chão. Esse é ponto, dessa gente não esperemos amizade, porque eles não são amigos, são bajuladores. Cobrirão vc de lisonjas enquanto isso render reciprocidade. O elogio, para esses [censurado], não passa de moeda de troca. Daí o resultado que ambos experimentamos. Ah, tem mais um detalhe que deixei escapar. Ontem vc comentou sobre as motivações expostas pelo RL. Pois bem, andei lendo as “condições e termos” do contrato e nada encontrei que justificasse a exclusão do autor por criticar o site. Sim, há lá algo sobre exclusão de textos ofensivos, o que é de se esperar em qualquer site. Mas quanto à censura do seu último texto e quanto à exclusão do seu cadastro, ainda mais pelo motivo alegado, não encontrei previsão nas tais cláusulas. Vc poderia até recorrer ao seu outro amigo, o ruibarbosa@ruibarbosa.com.br , para estudar o caso, mas acho que o esforço não vale a pena, ainda mais diante da superioridade deste site WP. Aproveito para agradecer a republicação de seus textos aqui. Antes de encontrar o WP, pensei que eles tinham-se perdido na exclusão do RL. As Notícias de Egu são sensacionais, aqui vc poderá até criar uma Coluna do Egu, rs. Um forte abraço e um bom dia pra vc!

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    1. Perfeito, Laércio. E obrigado pela sugestão da criação da coluna, rs. Vou pensar com carinho. Quando você explora a questão dessa mesquinharia, me abre uma outra reflexão. No sentido de sofrer o dano previamente com medo de sentir depois, faz sentido? Explico. A omissão em estar do lado de alguém quando visivelmente este alguém sofre um dano injusto. Com medo de sofrer o mesmo dano, ele próprio se dará o mesmo dano antecipadamente, pensando com isso estar se livrando do dano. Assim sendo, tal cidadão não percebe que omitir-se é nada mais do que já estar persuadido a não exercer sua liberdade de expressão, pensando com isso assegurá-la. Sendo assim, com medo de perdê-la, já age como se a tivesse perdido, achando com isso estar poupando de perder, quando é claro que já ele próprio se censurou. Trata-se de algo absurdo, mas é de absurdos que a idiotice se mantém idiota. Veja que ocorre o mesmo com a política em exemplos distintos, como você bem verifica. Na verdade, a política, ou melhor, a forma de fazer política no Brasil, apesar de quase sempre vergonhosa, tem nos brindado com inúmeros exemplos das condições que se encontram nossas relações de forma geral. Quase uma peça baseada em fatos reais e personagens pra lá de reais. Sobre a questão do grande Rui (RS), acho que seria amolar tão grande figura com assunto de pouca importância. Mas você tem razão. Os termos não preveem de forma alguma as circunstâncias que levaram à censura. No fim, usei de ironia, confesso que perdi a paciência. Enviei texto para que eles o aprovassem antes de publicar. Hehe. Não tinha intenção de publicar. Somente de demonstrar que havia clara censura. O que me veio de resposta foi que não havia censura mas contrariedade aos termos inexistentes, como notamos. Respondi que a censura não é somente a prévia, mas a posterior também é censura. Aliás, geralmente é a mais frustrante. Se os textos fossem filtrados previamente, eu diria que seria uma censura menos frustrante. Sobre o que você dizia ontem, acerca da preferência deles, é realmente muita falta de critério. Não por ser eu, mas ali qualquer um, até poeta analfabeto deveria ter a preferência de continuar no site em comparação com o tal (censurado). Triste julgamento. Certamente vão se arrepender dos desdobramentos, se é que não se arrependeram. Mas depois do que me relataste, parece que foram fundo na infantilidade. Abraço, e ótimo dia caro amigo.

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      1. Bingo, bingo! Meu caro amigo, vc acertou na mosca! Vamos a um exemplo que me parece bem plausível: seria o mesmo que um cubano se recusar a defender a liberdade de expressão da Yoani Sánchez com medo de ter sua própria liberdade de expressão cerceada. O sujeito pensa que não exercer seu direito é uma forma de preservá-lo do seu tolhimento – quando, na verdade, é apenas um auto-tolhimento. Sabe o que isso me lembrou? Da auto-censura assumida pelos jornais no período pós-64. É um pouco diferente em virtude das motivações, que são sutilmente distintas. Já li alhures que essa auto-censura, feita dentro das redações, e portanto prévia!, era ainda mais rigorosa que a censura oficial. Para querer demonstrar ao Poder: “vejam como sou um jornal exemplar”. É a velha história do “ser mais realista que o rei”. Típico do quê? Bajuladores, novamente eles. E se repete em tudo o mais. “Vejam como eu sou um cidadão exemplar, que não questiona o poder” (como se isso fosse exemplo; e só o é na ótica de quem está no poder) e assim por diante, o pusilânime orgulhoso da própria pusilanimidade. Esse tipo de comportamento me dá náuseas. Quanto ao RL, não sei se vão se arrepender simplesmente porque tenho cá minhas dúvidas se têm condições mínimas para experimentar um arrependimento, a saber: nível de compreensão da situação (acho que nunca perceberão a [censura] que fizeram), capacidade de auto-julgamento (ainda que percebam, não conseguirão julgar os próprios atos e perceber que deles decorreu) e hombridade (ainda que se julguem, não admitirão que erraram). E assim acontece – mais uma vez – pelos mesmos motivos com que vemos, na arena política, as personagens na berlinda fazerem isso. Nunca assumem: o erro é sempre dos outros, “fui traído”, “não sabia” etc. etc. etc. Um forte abraço!

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        1. Excelentes considerações. Essa de 64 me é nova. Um exemplo terrível de como o maior medo que se tem pode se tornar realidade com perfeição pelo próprio medroso. E é exatamente ao que eu procurava chamar a atenção e que você tão bem finalizou. Creio que em matérias comparativas, não haja uma melhor para compreensão. Um ataque suicida para se gabar de que não foi assassinado, só porque uma granada explodiu a um km. Ainda se fosse um Kamikazi, haveria certa honra. Mas esse soldado se mata antes mesmo de saber se iria mesmo morrer, ou se morrendo conseguiria matar uns dez. Quanto ao resto, fica até chato elogiar, mas me convenceu todos os argumentos. Infelizmente, isso é exatamente o que aconteceria. Se chegassem ao fim, a hombridade, ou melhor, a ausência desta já sentida desde o início, impossibilitaria qualquer ação. Só resta subscrever sem tirar uma vírgula. Abraço, amigo.

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  4. Permaneci no recanto (minúsculo!!!) por quase dez anos e não sabia o que estava perdendo. Como fala um nosso ditado daqui, “Há males que vêm para o bem” e esse foi o meu caso. Agora nem boto lá a ponta dos pés. Quero que o RL se exploda junto com seus administradores fascistas! Abç.

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    1. Pois é, Príncipe. Dez anos não são dez dias. Eu estive lá por quase três. É ridículo o modo como tratam os que constroem o sítio. Sei o que deve ter passado, apesar de não conhecer os pormenores, o padrão administrativo segue o mesmo. Porque é evidente que, sem escritores, aquilo ali é um amontoado de nada. Ainda mantenho um pouco de respeito pelos amigos que lá ainda permanecem, não fosse isso, esculhambaria de vez. Acabam ficando envaidecidos pela quantidade, mas do jeito que vai, dando pouco valor aos que de fato produzem relevância (o que é sempre pouco em qualquer conglomerado), vão acabar se destruindo. Espero que aqui sua liberdade seja a máxima alcançada. Eu, até o momento, posso lhe dizer que já falei de tudo o que queria e não tive qualquer problema. Tomara que continuemos assim. Abç.

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  5. mais engraçado de tudo é que lá não há leitores, só excretores, grandes e pequenos – se esbofeteiam para platéia nenhuma. Tanto quanto entendo, todos os dramas lá veiculados não passam de uma grande novela, mais interessante como passatempo que a maioria dos próprios textos. go figure…

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  6. Que texto maravilhoso , fique sem palavras ao ler toda a sua trajetória do recanto das letras,a gente pensa que ser perseguido na web é uma realidade distante,ledo do engano, qualquer pessoa pode ser vítima desses lobos solitários da web,parabéns pelo seu texto primoroso e pretendo migrar pra cá

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  7. Caríssimo WLD, creio que não nos conhece,os, mas lamento não ter lido seu textos. Realmente triste o que lhe ocorreu e sei que acontece muita coisa troncha nos sites. Enfim
    , desejo-lhe muito sucesso e paz. Abraços com todo o calor do Nordeste!

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